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Produtores discutem a proibição do Paraquate no Sindicato Rural de Castro

Produtores rurais e diretoria do Sindicato Rural de Castro discutem a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 177/2017, que proíbe o uso do Paraquate no Paraná.

Por: Redação Fonte: Redação
29/05/2020 às 09h11
Produtores discutem a proibição do Paraquate no Sindicato Rural de Castro
Nas reuniões do Café do Produtor todas as quartas-feiras são discutidos assuntos importantes na vida do produtor. O Assunto desta semana foi a proibição do Paraquate.

Os produtores rurais de Castro e diretoria do Sindicato Rural de Castro, discutiram no Café do Produtor da última quarta-feira, dia 27 de maio a proibição do Paraquate no Paraná. 

O Paraquate é utilizado, no Paraná, principalmente no manejo das lavouras de soja. O ingrediente ativo destina-se ao uso em pós-emergência, para eliminar plantas daninhas de difícil controle logo após o plantio da cultura, ou como dessecante antes da colheita, utilizado com o objetivo de uniformizar a lavoura e antecipar a colheita, especialmente para o plantio do milho 2ª safra.

A proibição do Paraquate foi definida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 177/2017, portanto o prazo para readequação a novas normas sobre o produto encerra no dia 22 de setembro deste ano. Com isso, o ingrediente ativo base de alguns defensivos agrícolas utilizados para controle de plantas daninhas não poderá ser produzido, comercializado e utilizado em todo o território nacional. 

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O assunto foi tema na reunião Comissão Técnica de Cereais, Fibras e Oleaginosas do Sistema FAEP/SENAR-PR, realizada no dia 25 de maio, por videoconferência, e provocou preocupação entre os produtores rurais do Estado, na qual participou o diretor do Sindicato de Castro, Alex Mittelstedt e repassou a informações para os participantes do Café do Produtor.

O diretor do Sindicato de Castro, Alex Mittelstedt e repassou a informações sobre a videoconferência.

 

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Ao longo da reunião, vários produtores manifestaram preocupação em relação à proibição. Segundo informações compartilhadas pelos próprios participantes, outras alternativas que poderiam ser usados em substituição ao Paraquate custam mais — entre 30% e 150%.

O alerta na reunião foi para que os produtores atuem com cautela, pois após 22 de setembro, mesmo quem tenha o produto não poderá fazer a aplicação. Os agricultores que comprarem volumes além do que forem usar até a data da proibição não poderão devolver o produto ao revendedor e ficar com o prejuízo.

A indústria de agroquímicos esta aprontando um novo estudo com evidências científicas sobre o produto, para apresentar a ANVISA. O caminho no momento é orientar sobre a proibição. A intenção é disseminar informações entre os produtores, para se chegar à melhor solução.

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Considerada a “Cidade Mãe do Paraná”, Castro foi o primeiro município instituído na Província do Estado, em 1857. Alguns anos depois, em 1894, tornou-se a Capital paranaense por três meses, durante a Revolução Federalista. Desde então, coleciona títulos, como o de maior produtor de calcário agrícola da América Latina e de Capital Nacional do Leite.
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