
Os produtores rurais de Castro e diretoria do Sindicato Rural de Castro, discutiram no Café do Produtor da última quarta-feira, dia 27 de maio a proibição do Paraquate no Paraná.
O Paraquate é utilizado, no Paraná, principalmente no manejo das lavouras de soja. O ingrediente ativo destina-se ao uso em pós-emergência, para eliminar plantas daninhas de difícil controle logo após o plantio da cultura, ou como dessecante antes da colheita, utilizado com o objetivo de uniformizar a lavoura e antecipar a colheita, especialmente para o plantio do milho 2ª safra.
A proibição do Paraquate foi definida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 177/2017, portanto o prazo para readequação a novas normas sobre o produto encerra no dia 22 de setembro deste ano. Com isso, o ingrediente ativo base de alguns defensivos agrícolas utilizados para controle de plantas daninhas não poderá ser produzido, comercializado e utilizado em todo o território nacional.
O assunto foi tema na reunião Comissão Técnica de Cereais, Fibras e Oleaginosas do Sistema FAEP/SENAR-PR, realizada no dia 25 de maio, por videoconferência, e provocou preocupação entre os produtores rurais do Estado, na qual participou o diretor do Sindicato de Castro, Alex Mittelstedt e repassou a informações para os participantes do Café do Produtor.
O diretor do Sindicato de Castro, Alex Mittelstedt e repassou a informações sobre a videoconferência.
Ao longo da reunião, vários produtores manifestaram preocupação em relação à proibição. Segundo informações compartilhadas pelos próprios participantes, outras alternativas que poderiam ser usados em substituição ao Paraquate custam mais — entre 30% e 150%.
O alerta na reunião foi para que os produtores atuem com cautela, pois após 22 de setembro, mesmo quem tenha o produto não poderá fazer a aplicação. Os agricultores que comprarem volumes além do que forem usar até a data da proibição não poderão devolver o produto ao revendedor e ficar com o prejuízo.
A indústria de agroquímicos esta aprontando um novo estudo com evidências científicas sobre o produto, para apresentar a ANVISA. O caminho no momento é orientar sobre a proibição. A intenção é disseminar informações entre os produtores, para se chegar à melhor solução.