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Campanha orienta população sobre como evitar incêndios florestais

De acordo com o Corpo de Bombeiros, de janeiro a agosto de 2021, os casos de incêndios florestais aumentaram 24% em comparação com o mesmo período de 2020. Além disso 9 em cada 10 incêndios são provocados por irresponsabilidade humana.

Por: Redação Fonte: IDR-Paraná
19/07/2022 às 18h57
Campanha orienta população sobre como evitar incêndios florestais
Estado alerta para necessidade de cuidados contra incêndios florestais - Foto: Gilson Abreu/AEN

Com o Slogan “Uma Floresta Segura Depende de Todos Nós” foi lançada nesta terça-feira, 19, a Campanha de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais 2022. A campanha tem a intenção de alertar a população sobre o perigo e as consequências que um incêndio florestal traz para a natureza e também para as comunidades, bem como mostrar quais ações podem causar incêndios e o que fazer ao avistar um foco. O lançamento foi no IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater)

De acordo com o Corpo de Bombeiros, de janeiro a agosto de 2021, os casos de incêndios florestais aumentaram 24% em comparação com o mesmo período de 2020. Além disso 9 em cada 10 incêndios são provocados por irresponsabilidade humana. Essas ocorrências são mais comuns neste período que a vegetação mais seca, a baixa humidade do ar e a estiagem facilitam a propagação das chamas, principalmente nos dias após a ocorrência de geada.

O gerente de políticas públicas do IDR-Paraná apresentou a campanha e falou sobre as ações planejadas. Reforçou que neste ano há um esforço maior na orientação aos agricultores do estado. “Precisamos chamar a atenção, também, para os incêndios ambientais que começam numa propriedade e podem tomar uma proporção muito maior. Ainda é cultura para alguns produtores rurais a utilização do fogo para renovação da pastagem e é necessário levar orientação sobre o risco que essa prática pode causar e apresentar opções mais sustentáveis que surtam o mesmo efeito”, afirma.

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Para o presidente da Apre (Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal), Zaid Ahmad Nasser, é importante destacar o trabalho realizado pelas empresas florestais há muitos anos, que sempre se anteciparam ao problema para diminuir riscos. Contam com programas de prevenção e combate a incêndios, que incluem torres, pessoas treinadas, brigadistas, veículos e caminhões, centenas de equipamentos e um importante canal de comunicação com a comunidade do entorno. “Agora, tenho certeza que a união de conhecimento vai fortalecer as ações dessa grande campanha estadual de prevenção e combate a incêndios florestais. Esperamos que as informações que serão divulgadas a partir dos materiais possam conscientizar, prevenir e ajudar a proteger a natureza, a biodiversidade e a população”, afirma Nasser. 

Para ampliar o alcance e fazer com que a informação chegue ao maior número de pessoas possível, a campanha conta com diversos materiais gráficos, digitais e audiovisuais. 

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É crime - Atear fogo para limpar a vegetação, jogar lixo na beira de rodovias, acender fogueiras perto das árvores, fumar próximo a plantações e soltar balões são algumas das ações que podem dar início aos incêndios e trazer consequências graves. O diretor-presidente do Instituto Água e Terra (IAT), José Volnei Bisognin, lembrou que quem provoca um incêndio florestal, mesmo que sem a intenção, está cometendo um crime e pode ser penalizado com reclusão de dois a quatro anos e multa que varia entre R$ 5 mil e R$ 50 milhões, dependendo do número de hectares afetados pelo fogo e dos danos causados à fauna e à flora. 

“O fogo é um agravante do crime de destruição de floresta. Uma queimada não atinge apenas a vegetação, mas todos os seres vivos que habitam aquele local. Portanto, alertas como este são fundamentais para que a população entenda que pequenas atitudes podem ser muito prejudiciais à biodiversidade”, disse ao relatar que o Paraná possui 30 mil hectares de reflorestamento.

Outra prática bastante preocupante, especialmente nesta época do ano, é a soltura de balões e a queima de lixo. Ambas são proibidas e configuram crimes, já que podem causar incêndios. Nesses casos, a pena pode chegar a quatro anos de prisão, além de multa. “Somos um órgão que fiscaliza, licencia, monitora, conserva e recupera. Temos uma ação forte na parte de conservação, com 22 planos de contingência elaborados, além de parcerias com instituições e voluntários para o combate aos incêndios florestais, com a compra de equipamentos, monitoramento das condições climáticas pelo Simepar, entre outras”, destacou o presidente.

Nas Unidades de Conservação do Estado, são proibidas as práticas de fogueiras pelos frequentadores. Caminhões Pipa destinados aos municípios também reforçam a estrutura de combate a incêndios florestais, especialmente em municípios que não possuem Unidade própria do Corpo de Bombeiros. 

O que fazer – Ao avistar um foco de incêndio a orientação é de nunca tentar combater o fogo sozinho. Realizar este processo sem o treinamento adequado pode colocar a pessoa em perigo. A orientação é procurar um local seguro, avisar os vizinhos e acionar o Corpo de Bombeiros através do número 193.

Esta é uma campanha da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE), ), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná), Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (ABIMCI), Defesa Civil, Embrapa Florestas, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (Fupef), Instituto Água e Terra (IAT, Rede Nacional de Brigadas Voluntárias (RNBV), Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (SEAB), Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná (SEDEST), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-PR), Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Saiba mais sobre a campanha em www.paranacontraincendioflorestal.com

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