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Participantes de debate apoiam ratificação de acordo que prevê a redução no uso de gases de efeito estufa

Gustavo Sales/Câmara dos Deputados Agostinho diz que a matéria é consensual na Câmara Participantes de uma videoconferência promovida pela Comiss...

Por: Redação.. Fonte: Agência Câmara de Notícias
13/10/2021 às 18h50
Participantes de debate apoiam ratificação de acordo que prevê a redução no uso de gases de efeito estufa
Agostinho diz que a matéria é consensual na Câmara - (Foto: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados)

Participantes de uma videoconferência promovida pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados defenderam, nesta quarta-feira (13), a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo 1100/18, que aprova o texto da Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal.

O Protocolo de Montreal é um tratado internacional de 1987 para a redução da emissão de substâncias que provocam a erosão da camada de ozônio da atmosfera. A Emenda de Kigali, assinada por 119 países, incluindo o Brasil, foi aprovada em 2016 na capital de Ruanda. O texto prevê a redução gradual do uso dos gases conhecidos como hidrofluorocarbonetos (HFC) nos aparelhos de refrigeração e de ar-condicionado. Esses gases não destroem a camada de ozônio, mas têm alto potencial de efeito estufa.

O deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), que solicitou a audiência, afirmou que a matéria é consensual na Câmara. O texto já foi aprovado nas comissões e agora depende da análise do Plenário para poder ir ao Senado Federal.

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“A gente precisa fazer um esforço para colocar na pauta. Estamos às vésperas de uma grande conferência de clima das Nações Unidas, a COP 26. Temos grande possiblidade de conseguir a votação dessa emenda nas próximas semanas. Seria desejável para o Brasil”, afirmou o parlamentar.

Mercado
Segundo os debatedores, se o Congresso Nacional não ratificar a emenda, o Brasil perde competitividade e o mercado consumidor brasileiro corre o risco de se consolidar como destino de produtos obsoletos e de alto consumo de energia.

Além disso, sem a ratificação, o Brasil pode perder acesso aos recursos adicionais do fundo multilateral para implementar as medidas acordadas no protocolo – cerca de 100 milhões de dólares americanos. Foi o que ressaltou a especialista sênior do Painel de Avaliação Tecnológica e Econômica do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma/Unep), Suely Carvalho.

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“Essa emenda se tornou um instrumento significativo contra o aquecimento global, por conta do alto potencial de aquecimento global desses HFCs. A expectativa é evitar o aumento de temperatura da Terra em cerca de 0,4 graus Celsius até o fim deste século e, ao mesmo tempo, continuar a proteger a camada de ozônio”, destacou ainda Suely Carvalho.

Oportunidades
O presidente executivo da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), Arnaldo Basile, acrescentou que os investimentos a serem trazidos pela ratificação da emenda permitirão o treinamento de profissionais para trabalhar na modernização de sistemas de climatização, incluindo troca dos gases refrigerantes. É um universo estimado em 80 mil microempreendedores individuais.

“É importante dar uma ênfase muito adequada para esses profissionais. No momento em que o Brasil precisa gerar emprego, profissionais dignamente remunerados, o setor de refrigeração e ar-condicionado ajuda a economia e a sociedade nesse aspecto”, defendeu Basile.

Basile: investimentos permitirão treinamento de pessoal
Basile: investimentos permitirão treinamento de pessoal - (Foto: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados)

Ele calcula que o Brasil possua aproximadamente 89 mil supermercados, 63 mil padarias, 4,9 mil lanchonetes de comida rápida, 6,3 mil lojas de conveniências e 7,2 mil hospitais, todos equipados com câmaras frigoríficas, balcões frigoríficos, freezers e aparelhos de ar condicionado, entre outros equipamentos. “O setor de refrigeração e ar condicionado é importante na nossa dinâmica”, observou o presidente da Abrava.

Também o coordenador da Estratégia de Energia do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Clauber Leite, disse que a Emenda de Kigali traz uma oportunidade de modernização da indústria, com benefícios para o consumidor, que gastará menos com energia.

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