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Produtores do Projeto Seda recebem 144 mil euros do Fundo de Apoio à Sericicultura

Recurso foi repassado a sete associações sericicultoras, das quais seis paranaenses. O Fundo é mantido pela União Europeia e o dinheiro será destinado a promover a atividade em regiões potenciais, em especial para os projetos que trabalham a inclusão social de mulheres e pessoas com deficiência, com impacto sobre a economia e a sociedade do Estado e do país

07/10/2021 às 10h41
Por: Redação
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Produtores do Projeto Seda assinam convênio com Fundo de Apoio à Sericultura. Foto: UEM
Produtores do Projeto Seda assinam convênio com Fundo de Apoio à Sericultura. Foto: UEM

Sete associações sericultoras brasileiras, das quais seis paranaenses, receberam recursos do Fundo de Apoio à Sericultura, da União Europeia. O valor total soma 144 mil euros. As associações fazem parte do Projeto Seda, uma iniciativa internacional, que tem a parceria da Universidade Estadual de Maringá (UEM), por meio do grupo de pesquisa na área de aplicação da biologia celular, molecular, genética e melhoramento da criação do bicho-da-seda.

O recurso é fruto de premiações concedidas, em 2020, a projetos inscritos pelas associações. O convênio para formalizar o repasse do recurso foi assinado nesta quarta-feira (6), na UEM. A finalidade do prêmio é promover a sericicultuia em regiões potenciais, em especial projetos que trabalham a inclusão social de mulheres e pessoas com deficiência, com impacto sobre a economia e a sociedade do Estado e do país. 

Mantido com recursos da União Europeia, o Projeto Seda busca contribuir com a redução da pobreza através da sericicultura sustentável e de valor agregado. O Fundo de Apoio à Sericicultura é uma iniciativa financiada pelo Adelante, programa também mantido pela União Europeia para a Cooperação Triangular, que busca promover relações entre os países da América Latina, Caribe e Europa.

Para o vice-reitor da UEM, Ricardo Dias Silva, a universidade desenvolve um papel importante no Projeto Seda ao promover o desenvolvimento social ancorado ao sustentável. “Esse trabalho tem grande amplitude que possibilita trazer os produtores mais próximos à universidade e oferecer os benefícios de pesquisa e desenvolvimento científicos na produção, fundamental para que o Paraná se desenvolva”, explica.

ARTESANATO - A Associação de Pequenos Produtores para um Futuro Melhor, de Tupinambá, distrito de Astorga, foi uma das beneficiadas com a aprovação do projeto “Centro de treinamento para a melhor sericicultura do futuro”. Francisco Gildo Marchini é representante desta associação e, segundo ele, o recurso será aplicado para expandir a produção por meio do artesanato. “O dinheiro ajudará a agregar valor ao produto, aumentando a renda dos produtores com artesanato feito do aproveitamento dos casulos de segunda qualidade, que possuem baixo valor comercial. Isso irá nos possibilitar a ter um ganho maior”, explica Marchini.

Participaram do evento de assinatura de convênio os representantes dos produtores premiados; Alessandra Silva, coordenadora dos projetos premiados dos sericicultores no Projeto Seda; Luiz Cézar Kawano, coordenador da Unidade Gestora do Fundo Paraná (UGF); Oswaldo da Silva Pádua, gerente da Câmara Técnica do Complexo da Seda do estado do Paraná; Patricia Marino, coordenadora geral do Projeto Seda/Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (Inti) Buenos Aires Argentina; Leticia Casañ Jensen, coordenadora do Programa Adelante 2 - União Europeia/Bruxelas/Bélgica; María Fernanda Becce, gerente de relações institucionais e comunicação, e Norberto Ortigara, secretário estadual da Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná.

PROJETO SEDA - O Projeto Seda é formado por grupos de pesquisas do Brasil, Argentina, Colômbia, México, Equador e Cuba e recebe também apoio por parte de instituições da Itália e Portugal. O projeto busca a melhoria da capacidade técnica e produtiva da sericicultura entre os grupos da América Latina e Caribe. Ele tem a coordenação geral de Patrícia Marino, do Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (Inti) da Argentina, e visa potencializar o intercâmbio de conhecimentos, além de aproveitar a capacidade de todos os seus parceiros para oferecer soluções que visem o desenvolvimento sustentável. Fonte AEN.

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