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Mulheres ganham espaço no setor da soja e percebem a sustentabilidade como oportunidade

Os dados da PNAD mostram que, na região de Matopiba (que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), fronteira produtiva da soja, a proporção de mulheres que atuam nas lavouras do grão vem aumentando.

Por: Redação
05/10/2021 às 17h03
Mulheres ganham espaço no setor da soja e percebem a sustentabilidade como oportunidade
Apesar dos desafios, a presença feminina na cadeia da soja pode instigar mudanças interessantes em relação à profissionalização do setor e às adoções de inovações e de novas práticas produtivas. Foto Sistema CNA/SENAR - Wenderson Araujo

É evidente que há um predomínio do gênero masculino no setor da soja e no agronegócio. Entretanto, o número de mulheres atuando no sistema agroindustrial da soja tem crescido nas últimas décadas, assim como o seu protagonismo nas decisões. Esse processo ocorre em meio a um contexto dinâmico, que envolve a sucessão familiar, a profissionalização do setor, as maiores exigências de consumidores, o aumento da competitividade e a necessidade de buscar inovações. Nesse sentido, as mulheres percebem a sustentabilidade como um desafio para a imagem do setor, ao mesmo tempo em que acreditam ser uma oportunidade para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

 

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Sobre esse tema, o estudo especial divulgado hoje pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, e realizado em parceria com a CI-Brasil (Conservação Internacional Brasil), traz dados demográficos e sociais da presença feminina no sistema agroindustrial da soja no Brasil e importantes percepções das mulheres que atuam no setor com relação aos desafios e à sustentabilidade.

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Os dados da PNAD mostram que, na região de Matopiba (que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), fronteira produtiva da soja, a proporção de mulheres que atuam nas lavouras do grão vem aumentando. Se em 2012 as mulheres respondiam por 6% dos 18,5 mil trabalhadores, em 2019, responderam por 9% de 24,6 mil trabalhadores. Em média, são mais qualificadas do que os homens, mas recebem rendimentos menores.

 

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Julgadas pelo estereótipo, por vezes expostas ao assédio, as mulheres percebem situações de preconceito e falta de credibilidade em sua atuação profissional, levando-as a crer que precisam “se provar sempre mais”. Dessa maneira, acreditam ser importante desenvolver habilidades e conhecimentos, buscar network e trocar experiências, assim como ter maior confiança em si mesmas para garantir seus espaços. Segundo pesquisadoras do Cepea, a falta de referência, sobretudo em lideranças e cargos de decisão, é vista como um dos principais desafios para elevar a presença feminina no setor. 

 

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No entanto, também existe um conjunto de problemas de infraestrutura que se não eliminam, reduzem a inserção feminina e/ou sua progressão na carreira. Essa percepção existe porque promoções podem envolver transferências para regiões isoladas. Isso causa preocupações não somente quanto à segurança física da mulher, mas também sobre a dinâmica familiar (especialmente pela ausência de escolas e atendimento à saúde). Pesquisadoras do Cepea ressaltam que, assim como ocorre em outros setores da economia, as mulheres da soja também enfrentam o desafio de conciliar profissão e família – sobretudo quando, na própria estrutura familiar, ocorre a divisão desigual das tarefas domésticas e do cuidado com os filhos.

 

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Apesar dos desafios, a presença feminina na cadeia da soja pode instigar mudanças interessantes em relação à profissionalização do setor e às adoções de inovações e de novas práticas produtivas. A pesquisa realizada pelo Cepea mostra que as mulheres percebem que sua inserção no setor tende a contribuir com a sustentabilidade – tanto pelo maior envolvimento com questões coletivas e de longo prazo, quanto pela maior habilidade em se discutir e defender essa temática.

 

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Um resultado importante da pesquisa do Cepea é que as mulheres percebem que a sustentabilidade gera valor monetário, tanto no curto prazo (por conta da maior competitividade e exigência dos consumidores) como no longo prazo (por evitar gastos relacionados à exaustão do ecossistema, o que, por consequência, afeta negativamente a atividade produtiva). No entanto, também consideram o termo esvaziado e apontam para a necessidade de reconstruir a imagem do setor.

 

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ASPECTOS METODOLÓGICOS – O público-alvo do estudo foi composto por mulheres que participam do sistema agroindustrial da soja, especialmente as da região do Matopiba. A metodologia deste estudo se apoia em duas abordagens complementares. A primeira, de caráter quantitativo, diz respeito à análise dos dados demográficos e sociais da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio (PNAD) e do Censo Agropecuário de 2017, ambas pesquisas realizadas periodicamente pelo IBGE. A segunda abordagem, de caráter exploratório, qualitativo e descritivo, foi estruturada para avaliar a percepção do público-alvo sobre: a) os desafios da inserção feminina no setor; b) os desafios do sistema agroindustrial da soja; e c) a sustentabilidade.

 

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AUTORES DA PESQUISA – Este trabalho foi elaborado com a coordenação das professoras da Esalq/USP Ana Lúcia Kassouf e Sílvia Helena G. de Miranda com execução das pesquisadoras Natália Salaro Grigol, Graziela Nunes Correr e Gabriela Garcia Ribeiro. 

 

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PATROCINADOR – CI-Brasil (Conservação Internacional Brasil). 

 

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AGRADECIMENTOS – Às entrevistadas e respondentes, pela confiança em nosso trabalho e por nos inspirar com suas histórias. 

VEJA O ESTUDO COMPLETO AQUI.

 

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