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Após oito anos, madeira volta a ser embarcada direto no porão de navio no Porto de Paranaguá

Opção dos exportadores é para driblar a falta de contêineres no mundo. Porto de Paranaguá tem tradição, estrutura de qualidade e operadores qualificados para a operação.

Por: Redação
06/08/2021 às 16h15
Após oito anos, madeira volta a ser embarcada direto no porão de navio no Porto de Paranaguá
Madeira volta a ser embarcada direto no porão do navio no Porto de Paranaguá . Foto: Divulgação/TCP

Operadores do Porto de Paranaguá voltaram a embarcar madeira fora de contêineres neste semestre. A modalidade de embarque, chamada de break bulk, na qual a carga é colocada direto no porão do navio, está sendo retomada depois de, pelo menos, oito anos.

O embarque mais recente foi realizado pela TCP no dia 22 de julho. No berço 215, a empresa operadora portuária carregou quase 1,38 mil toneladas de madeira direto no porão do navio Hosanger. O produto foi enviado para os Estados Unidos.

“A falta de contêineres no mundo faz o mercado buscar outras soluções”, afirma o diretor de operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, sobre a motivação para essa retomada.

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Além de tradição no embarque de produtos florestais em navios de carga geral, o Porto de Paranaguá tem infraestrutura adequada, em diversos berços, e, como diz o diretor, operadores preparados para a movimentação.

“Estamos prontos para essa retomada, assim como para qualquer demanda que venha do mercado”, garante Teixeira.

HISTÓRICO – Segundo os registros da Diretoria de Operações da Portos do Paraná, o último embarque do produto para exportação em navios de carga geral foi registrado em 2013.

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Os operadores de madeira break bulk, à época, no Porto de Paranaguá eram a extinta Estinave (que operava para o também já extinto PFT Paranaguá Terminais de Produtos Florestais Ltda) e a Marcon, além da TCP.

“Antes era comum esse embarque no nosso cais comercial, principalmente no berço 202”, afirma Teixeira. Porém, com o passar dos anos, já nos primeiros anos de 2010, segundo o diretor de operações, os volumes de madeira embarcados em break bulk foram gradativamente reduzidos.

“Na época, a oferta de contêineres no mercado facilitou a migração nesse transporte. Os contêineres voltavam vazios, o que barateava o frete”, explica o diretor de operações da Portos do Paraná. Hoje, porém, a realidade é outra.

OPERADORA – A operação foi registrada pela TCP nas redes sociais nesta semana. Como divulgou a empresa, as exportações de madeira em navios break bulk tornaram-se uma opção, visto a necessidade de contornar a crise global de falta de contêineres.

Segundo a operadora portuária, a madeira é embarcada em blocos direto no porão do navio. “Contamos com um denso planejamento e know-how do time de especialistas da TCP Log”, afirma a empresa.

A operação envolveu mais de 50 colaboradores e foi realizada em 20 horas, desde a chegada do navio na barra de Paranaguá até a sua saída do terminal.

Thomas Lima, diretor comercial e institucional da TCP, destaca que a empresa tem se posicionado como uma das maiores operadoras de carga projeto do País e mais embarques devem ocorrer ao longo do ano.

SETOR – Como demonstram os dados divulgados nesta semana pelo Ministério da Economia (Comex Stat), as exportações de madeira estão aquecidas. Neste ano, de janeiro a julho, o Brasil exportou 4,67 milhões de toneladas de madeira. Foram US$ 2,4 bilhões gerados pelo comércio do produto.

O Porto de Paranaguá é o terceiro do País na exportação do produto. Neste ano, nos primeiros setes meses, foram 531.743 toneladas exportadas. Toda essa madeira embarcada gerou receita de US$ 391.674.000.

Considerando o volume, a madeira embarcada pelo Porto de Paranaguá apresentou alta de 10,72% em relação às 480.264 toneladas embarcadas de janeiro a julho de 2020.

Comparando a receita gerada pelo comércio, a alta registrada é de 64,86%. No mesmo período, no ano passado, a exportação de madeira pelo Porto de Paranaguá alcançou US$ 237.573.400. Os principais destinos da madeira exportada pelo terminal paranaense são Bélgica, Estados Unidos, China, França e Reino Unido. Fonte AEN.

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