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Projeto da Unioeste organiza e dá visibilidade ao trabalho de mulheres agricultoras

Iniciativa é do campus de Francisco Beltrão. Equipe da universidade assessora instituições que reúnem produtoras rurais. Atualmente projeto reúne 3...

Por: Redação.. Fonte: Secom Paraná
08/06/2021 às 14h13
Projeto da Unioeste organiza e dá visibilidade ao trabalho de mulheres agricultoras
© UNIOESTE

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Francisco Beltrão, realiza o projeto de extensão denominado Coletivo de Mulheres Agricultoras. A equipe da universidade assessora instituições que reúnem produtoras rurais visando organizar e dar visibilidade aos seus trabalhos.

Atualmente o Coletivo de Mulheres Agricultoras reúne 30 representantes de instituições que, por sua vez, reúnem centenas de outras. Coordenado pela professora de Geografia, Roseli Alves dos Santos, as ações do projeto passaram a ser no formato digital no último ano, por causa da pandemia.

Por exemplo, o Dia da Mulher foi celebrado de forma virtual com um público bastante urbano e com a presença de lideranças das organizações da agricultura familiar. Diferente de anos anteriores em que as mulheres do campo participavam das comemorações em eventos presenciais.

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Em novembro de 2020 foi realizado um encontro para o lançamento do Atlas da questão Agrária do Paraná, que contém capítulo específico sobre gênero no campo. O capítulo foi organizado pelo grupo Corpo, Gênero e Diversidade da Unioeste.

“Tivemos um espaço para discutir a agroecologia e a participação das mulheres. Foi um momento importante para a divulgação do trabalho das mulheres, já que o encontro reuniu pessoas de todo país”, disse a professora Roseli.

PLANTAS MEDICINAIS– Outro trabalho realizado pelo Coletivo de Mulheres Agricultoras foi a organização de um projeto para o resgate docultivo de plantas medicinais, que mais tarde se transformou em uma associação própria. As mulheres começaram a cultivar as plantas medicinais individualmente em seus terrenos e lotes e hoje comercializam as plantas em forma de chá para o programa de alimentação escolar de Francisco Beltrão.

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Para Daniela Celuppi, diretora do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Francisco Beltrão, o cultivo dessas ervas se deu pelo resgate da tradição. “Iniciamos um debate para o cultivo destinado ao consumo das  famílias e, mais tarde, surgiu a ideia de ter uma renda com a atividade”, explica.

Uma das principais ações do Coletivo de Mulheres Agricultoras foi a criação de uma feira de produtos sem agrotóxicos, que ocupava o espaço da Unioeste. Por causa da pandemia, neste ano não acontece presencialmente, mas por entrega delivery. As listas de produtos são enviadas na segunda-feira pelo produtor e a entrega é feita na quarta-feira.

O projeto conta com um bolsista que tem a responsabilidade de acompanhar as atividades do Coletivo, inclusive da feira. Ele é o responsável por verificar o que é ofertado, preços, por fazer o contato com os consumidores e a divulgação nas redes sociais.

“Neste momento os feirantes estão comercializando diretamente com os consumidores e o papel do bolsista é fazer a divulgação desses produtos”, explica a professora Roseli.

Fabiane Zanini dos Santos, que foi bolsista de 2018 a 2020, destaca a oportunidade dada pelo projeto de convívio com os produtores rurais. “Muito interessante, criei vários vínculos com as pessoas que frequentavam a feira e com as agricultoras. Era um espaço de convivência muito bacana, conversávamos sobre tudo”, diz. “Eles falavam sobre a vida no campo. Aprendi muito e só de falar bate uma saudade bem grande de poder estar presente na universidade”.

COLETIVO A ideia do Coletivo de Mulheres Agricultoras surgiu a partir de um projeto de extensão realizado em 2009, com o objetivo de registrar a história das mulheres. Ele foi financiado pelo projeto Universidade sem Fronteiras, do Governo do Estado, e resultou em um documentário e uma cartilha.

Segundo a professora Roseli, para fazer o documentário foram reunidas jovens e também precursoras e participação em movimentos de organização de mulheres nas décadas de 1970 e de 1980. O Sindicato e as cooperativas familiares já realizavam trabalhos com as mulheres agricultoras. O projeto da Unioeste tem a função de assessorar e construir um elo de articulação com os trabalhos que essas entidades já tinham na região.

“A Unioeste participou das atividades do sindicato e de formação das mulheres. Assim a gente construiu uma grade de formação com as agricultoras. A Unioeste dá o suporte técnico e teórico para o coletivo”, relata Daniela.

“Ao longo desses anos, a gente vê a participação no coletivo: a organização das plantas medicinais, a horta comunitária, a feira, os encontros”, arremata Roseli.

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