Terça, 15 de Junho de 2021 16:11
42988489296
Geral CINQUENTENÁRIO

Caldo Bom comemora 50 anos e há 11 anos é líder no ranking de venda de feijão no Sul do Brasil

No ano em que completa 50 anos de mercado, a Caldo Bom, comemora bons resultados, tanto que em 2020, constatou um crescimento de 20% em relação ao volume e em quase 40% de faturamento bruto. Além disso, prevê o lançamento de uma nova linha voltada a alimentos práticos. Acompanhe a entrevista com o Head de Operações da Caldo Bom, Matheus Stival.

02/06/2021 15h05
357
Por: Redação Fonte: Toninho Anhaia
No ano em que completa 50 anos de mercado, a Caldo Bom, comemora bons resultados, tanto que em 2020, constatou um crescimento de 20% em relação ao volume e em quase 40% de faturamento bruto.
No ano em que completa 50 anos de mercado, a Caldo Bom, comemora bons resultados, tanto que em 2020, constatou um crescimento de 20% em relação ao volume e em quase 40% de faturamento bruto.

A Caldo Bom completa 50 anos de atividade e ao longo deste período o trabalho, fé e dedicação foram virtudes que levaram a empresa a crescer e se tornar referência no beneficiamento e comércio de cereais. No ano de seu cinquentenário, a Caldo Bom ampliou o parque industrial, localizado em Campo Largo (PR). Com isso, a expansão da distribuição para a região Sudeste, o fortalecimento com fornecedores do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás, bem como o lançamento de novas linhas, o que traz como expectativa um crescimento em vendas de 25% em relação a 2020.

A revitalização da unidade produtiva envolveu a aquisição de novo maquinário para aprimorar processos, preparar o local para receber uma nova linha, além de diversas adequações necessárias à obtenção da certificação FSSC 22.000 - referenciada pela Iniciativa Global de Segurança de Alimentos (GFSI) e considerada a mais complexa e rigorosa vigente no segmento em todo o mundo.

O Head de Operações da Caldo Bom, Matheus Stival, diz que é um orgulho e dever cumprido e ver que todas as diretrizes traçadas no passado, hoje culminam em sucesso, tanto a marca chega a 50 anos e a 11 destes como líder no ranking de vendas de feijão no Sul do Brasil.

 

Minuto Rural - Como é para Caldo Bom chegar aos 50 anos e liderar por 11 anos consecutivos o ranking de vendas de feijão no Sul do Brasil? A que se deve este sucesso?

Head de Operações da Caldo Bom, Matheus Stival.

 

Matheus Stival - Completamos 50 anos em 2021, um marco para a companhia e não poderia ser melhor comemorado, do que estando há 11 anos no ranking, de venda de feijão no sul do país. Ainda mais no ranking de uma instituição tão respeitada como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) em parceria com a Nielsen. Para nós é um orgulho e sentimento de dever cumprido em que todas as diretrizes que a empresa veio desenhando em todas essas décadas de trabalho culminaram com esse resultado que ano após ano acompanhamos, em especial do feijão beneficiado pela empresa. Acredito que este sucesso de mais de uma década de um produto como líder de vendas se deve a diversos motivos, tanto que não temos como elencar apenas um. Podemos destacar um que é a prioridade pela qualidade do produto, pois a Caldo Bom nesses 50 anos de história, nunca relativizou a qualidade do feijão. Isso é uma questão bastante difícil quando nós trabalhamos com commodities, porque ela depende de diversas variantes para chegar em uma qualidade pré-determinada. Deste de safra, tipos de sementes, tipos de solo onde ela é plantada e você sempre encontrar um produto de alta qualidade e que não varie durante o ano é um trabalho bastante árduo e seria muito mais fácil para nós colocar um produto de qualidade duvidosa no pacote. Mas se assim fosse nós não teríamos este resultado de liderança durante tantos anos, então essa prioridade na qualidade, para nós é o ponto essencial. Sabemos que a marca foi construída em cima disso, o consumidor reconhece o feijão caldo bom como um produto de alta qualidade. Mesmo num segmento que nem sempre as marcas buscam tanto por isso e acredito que o sucesso da marca é neste produto específico se deve principalmente pela questão de qualidade. Isso a empresa nunca relativizou e nunca irá relativizar. Em épocas de crise a empresa vende menos, as vendas caem, mas não baixamos a qualidade para ter um melhor preço. Para nós isso é indiscutível, o consumidor já sabe que o produto que ele pode esperar quando ele compra um feijão Caldo Bom, portanto não colocamos em xeque a questão da qualidade e tornar o produto questionável perante o nosso consumidor que tão fiel.

 

Minuto Rural - Como foram os números de 2019 a 2020, houve crescimento nas vendas uma vez que neste período por conta da pandemia as pessoas ficaram mais tempo em casa?

Matheus Stival - Com o início da pandemia no primeiro trimestre de 2020, não só o Brasil como o mundo inteiro foram colocados na frente de uma nova realidade. No início ninguém sabia com o que estava se lidando e com o passar das semanas fomos nos informando e novas diretrizes foram apresentadas para se comportar diante a pandemia, logo depois tivemos o lockdown. No Brasil aconteceram vários, a exemplo de estados e municípios e em épocas diferentes. O lockdown fez com que as pessoas realmente ficassem em casa e ficando mais em casa aumentou se o consumo de alimentos, pois as famílias ficaram reunidas, comeram mais, buscaram mais os mercados.

Acredito que o Auxílio Emergencial oferecido pelo governo também ajudou as famílias manterem uma frequência maior nos mercados, fazendo um gasto maior com alimentos básicos. A Caldo Bom trabalha com um portfólio amplo e dentro desta lista muitos dos produtos são de primeira necessidade, então a empresa viu em 2020 o seu faturamento aumentar. Tanto que no final do ano constatamos o crescimento de 20% em relação ao volume e em quase 40% de faturamento bruto. Se é que podemos em uma época dessa falar de resultados positivos, pois o mundo vem passando por uma situação bastante crítica em virtude do vírus. O resultado para a empresa em termos de venda foi positivo, porque as pessoas voltaram a fazer almoço, jantar em casa e assim, o velho hábito que havia se perdido de fazer alimento em casa retornou e com maior frequência.

 

Minuto Rural - Para o futuro, como estão as projeções da empresa, uma vez engloba mais de 150 produtos oferecidos ao consumidor. Tem lançamento de produtos, quais?

Matheus Stival - Como falamos um pouco antes a Caldo Bom completa 50 anos este ano e a empresa que lá na década de 70 começou como uma cerealista, hoje já conta com um portefólio que engloba mais de 150 produtos oferecidos ao consumidor. Portanto, não atuamos somente com cereais e acabamos desenvolvendo uma linha de produtos que tragam um melhor valor agregado para a empresa. Isso foi pensado porque as commodities sofrem com variação de preço, safra, qualidade, entre outros fatores, por isso a empresa veio ao longo do tempo se aperfeiçoando em linhas que não fiquem tão suscetíveis a estas questões. Como somos uma empresa de varejo precisamos estar muito ligados ao mercado e preparados para acompanhar as tendências de consumo que mudam muito rápido atualmente.

Hoje podemos ter uma tendência de consumo e daqui cinco anos ela pode ter mudado totalmente e se falarmos daqui dez ou 15 anos, nem se fala. Então sim para 2021, temos programado algumas linhas de produtos, agora no final do semestre vamos fazer o lançamento de uma das linhas que estamos trabalhando nos últimos anos e esperamos que seja um marco para a história da empresa. Não podemos dar muitos detalhes sobre o assunto, porque é uma linha que trabalhamos em segredo industrial, mas posso afirmar com certeza que será uma linha que vai trazer um novo perfil, uma nova cara para nossa marca. Vamos deixar de trabalhar somente com produtos básicos e vamos trabalhar também com produtos mais prontos para o consumo rápido que a vida agitada e profissional exige.

Já estamos concluindo no primeiro semestre a conclusão da planta nova que vai abrigar essa linha e esperamos que em breve possamos estar apresentando aos consumidores esta nova linha de produtos.

 

Minuto Rural - Falando sobre o feijão no campo. Como é a rastreabilidade dos produtos oferecidos pela Caldo Bom, existe um trabalho em campo acompanhando os agricultores, assistência técnica, cuidados no manejo e parceria para compra feijão.

Matheus Stival - Quando se fala de feijão a matéria-prima é uma coisa bastante complexa em termos de plantio, colheita e sofre muitas variantes. A empresa em todas essas décadas de atuação ela precisou desenvolver mecanismos de controle e minimização de risco trabalhando com esse produto. Hoje temos uma equipe consolidada que vai desde compradores de feijão com conhecimento técnico extenso e trabalham diretamente nas lavouras e contato com os produtores. Fazendo a escolha e varredura do mercado para buscar e encontrar os produtos que se enquadrem com o nosso padrão de qualidade do feijão Caldo Bom. Além, disso temos um departamento grande da empresa com o controle de qualidade e este departamento é responsável por fazer toda a parte de avaliação do feijão, bem como todas as outras matérias-primas da empresa, mas falando especificamente do feijão e feito toda uma análise da qualidade do produto que chega na empresa, para ver se foi a mesma qualidade que foi aprovada na lavoura. Fazemos teste de panela em todos os feijões que chegam na empresa, sem o teste panela nenhum produto é recebido pela empresa, além de outros testes técnicos que incluem presença de agrotóxico, qualidade do grão, idade do grão. Precisamos ao longo do tempo criarmos uma estrutura consolidada para análise e controle do feijão, justamente porque buscamos um produto bem específico, por causa do padrão que exigimos e não aceitamos nada fora disso.

Minuto Rural - Como a Caldo Bom consegue oferecer 10 opções de feijão ao consumidor, isso é fruto de uma parceria de sucesso entre o agricultor e a empresa?

Matheus Stival - Lá atrás quando a empresa decidiu que não queria trabalhar só com os mesmos produtos e viu a necessidade de aumento do portfólio a empresa já era conhecida pelo feijão Caldo Bom. Diante disso vimos como essencial ter uma linha de produtos de feijões ampla, atualmente o número de consumidores que buscam produtos diferenciados, e novidades, padrão gourmet para desenvolvimento de pratos mais elaborados cresceu muito. Com isso percebemos a oportunidade para desenvolver uma linha de feijões bastante ampla, saindo daquele conhecido feijão-carioca e preto que hoje são os líderes de mercado. Contamos hoje uma linha de 10 feijões diferentes, a exemplo do feijão fradinho, alubia, rosinha, entre outros, para atender o maior número de consumidores que gostam de provar uma receita diferenciada.

Para chegarmos a isso, desenvolvemos uma aproximação com agricultores, pois como são produtos que tem uma venda menor que o feijão carioca ou preto. São produtos que possuem uma área de plantio menor, portanto precisamos nos aproximar destes produtores para explicar para eles a importância de ter estas culturas diferentes e que isso tem um retorno com uma margem melhor e foi bastante positivo. O pessoal entendeu que temos produtores parceiros para estes produtos e que estão colhendo os frutos junto com a Caldo Bom.

 

Minuto Rural Como a empresa atua para ser parceira do produtor e garantir um bom feijão e assim fidelizar o cliente final?

Matheus Stival - Quando se fala em cadeia de abastecimento de feijão precisamos prestar muita atenção, pois temos diversos players que são muito importantes dentro desta cadeia. Começamos pelo produtor rural, que é quem inicia todo o processo. O intermediário é a indústria que beneficia e repassa este produto ao consumidor final. O elo produtor rural e indústria é de extrema importância e isso que vai garantir, um padrão de produto e qualidade esperada e daí cada empresa trabalha dentro dos seus critérios de avaliação.

A Caldo Bom como ela prima pela qualidade do produto e proximidade com o produtor a empresa tem como política trabalhar com estes produtores para garantir um atendimento cada vez mais alto em relação à excelência do produto. Portanto, temos um departamento que atua diretamente com o produtor, avaliando a semente, plantações e vendo se praticam a sustentabilidade, pois temos uma série de requisitos para serem homologados pela empresa. Isso vai desde o uso inteligente do solo, água, defensivos agrícolas, qualidade de sementes. Observando todos esses critérios, o produto oferecido pela Caldo Bom nas gôndolas é amigo do meio ambiente, pois a sustentabilidade é fundamental no processo.

 

Minuto Rural - A empresa pensa em investir em área para plantar o seu próprio feijão?

Matheus Stival - Temos sim um projeto para entrar na área de cultivo e plantio principalmente de feijão. Tendo em vista que a matéria prima mais consumida pela empresa. E estamos avaliando algumas regiões do Brasil e do Paraná para o plantio dessa cultura, porém temos algumas questões para serem avaliadas e colocadas em pauta para decidirmos. Esperamos que nos próximos anos, possamos entrar nesta parte da cadeia e ter assim, todo o procedimento do plantio até chegar na gôndola na nossa mão.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Castro - PR
Atualizado às 16h09 - Fonte: Climatempo
20°
Poucas nuvens

Mín. Máx. 20°

20° Sensação
4.9 km/h Vento
45.5% Umidade do ar
0% (0mm) Chance de chuva
Amanhã (16/06)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. Máx. 14°

Sol com muitas nuvens
Quinta (17/06)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. Máx. 13°

Nublado
Ele1 - Criar site de notícias