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Negócios INVESTIMENTO

Investir bem o lucro da safra é mais uma parte do sucesso do agronegócio.

O sucesso para uma boa safra passa por tratar bem a terra, pela escolha das sementes, insumos, a colheita na hora certa, vender bem e saber aplicar o lucro para ter sustentabilidade no agronegócio.

29/04/2021 15h29 Atualizada há 1 semana
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Por: Redação
O trabalho do produtor rural não termina. Mesmo com o lucro nas mãos, ele precisa tomar a decisão correta para investir bem o dinheiro e manter a sustentabilidade do negócio. Fotos Toninho Anhaia
O trabalho do produtor rural não termina. Mesmo com o lucro nas mãos, ele precisa tomar a decisão correta para investir bem o dinheiro e manter a sustentabilidade do negócio. Fotos Toninho Anhaia

O produtor rural deve ter o zelo com o lucro da safra, da mesma maneira que ele teve na condução de todo o processo produtivo. O lucro é mais uma parte de um sistema de sustentabilidade da propriedade e dos negócios da família, ou empresa.

 

O Brasil é um dos maiores exportadores de produtos agropecuários do mundo e, como o mercado tem seus altos e baixos, o produtor deve se prevenir para um eventual “tempo de vacas magras”. Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento mostram que as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 93,62 bilhões, entre janeiro e novembro de 2020, um incremento de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, apesar das dificuldades logísticas  que surgiram com a COVID-19. 

Aproveitar o lucro e investir é garantir o futuro.

 

O produtor rural e engenheiro agrônomo, José Carlos Sguario Júnior, é consultor técnico  há 27 anos e, há 21, atua como agricultor nas regiões de Castro, Guaragi, Tibagi e Tocantins. Para ele, a safra 20/21 foi marcada por clima adverso em algumas fases de desenvolvimento das culturas implantadas na região, portanto é preciso aproveitar o lucro e investir bem para continuar na atividade. "De setembro até dezembro tivemos períodos de 15 a 20 dias (veranicos) com poucas precipitações a altas temperaturas. Em janeiro foi o contrário, quase 25 dias com chuvas e baixas temperaturas, o que favoreceu o aparecimento de doenças fúngicas nas raízes e folhas das plantas. A falta de sol também causou o  aborto de vagens e grãos nas plantas (principalmente soja e feijão). Na pré colheita e durante quase toda a colheita tivemos chuvas acima da média para a região, o que ocasionou perda no peso de grãos. Alguns agricultores infelizmente tiveram parte de suas plantações danificadas por granizo, causando muito prejuízo. Mas enfim, após todos esses transtornos que causaram uma perda média na região que variou de 5 a 10% do previsto e agora com a safra colhida e contabilizada, é hora de planejar a safra 21/22.  Com alta no dólar e no preço da soja, todos os insumos, máquinas agrícolas, terras e os demais custos de produção subiram na mesma proporção. Portanto, o produtor deve ficar muito atento aos piques de preço de soja no mercado futuro, para ir aos poucos fixando  as vendas, e assim fechar parte ou todo seu custo de produção. Desta maneira ele não fica vulnerável a uma baixa futura do dólar e consequentemente queda no preço da soja.", reflete o produtor.  

Com alta no dólar e no preço da soja, todos os insumos, máquinas agrícolas, terras e os demais custos de produção subiram na mesma proporção. 

 

Assim, segundo Sguário, é hora de planejar o que plantar, quais insumos adquirir, avaliar a necessidade de trocar ou revisar as máquinas, e trabalhar na manutenção da propriedade até a próxima colheita.  "Para dar esse suporte, é muito importante ser associado a uma cooperativa de crédito. Uma instituição financeira confiável ao seu lado para que a execução seja possível. O Sicredi é uma cooperativa de crédito que trabalha de maneira regionalizada entendendo bem  as necessidades dos agricultores. Isso facilita muito a contratação de investimentos, custeios agrícolas, capital de giro e programas para correções e melhorias de solo. Com essa agilidade o produtor consegue aproveitar para fazer ótimos negócios em sua atividade de uma maneira sustentável", avalia o agricultor  José Carlos Sguario Júnior.

Produtor rural, Eltjan Rabbers.

Outro produtor rural que pensa de forma semelhante é Eltjan Rabbers. Ele planta grãos e atua na pecuária em uma área de 153 alqueires no município de Piraí do Sul. “A minha propriedade é familiar, o nosso forte é agricultura milho, soja, trigo, aveia, também temos uma criação de cordeiros, atuamos na suinocultura e uma pequena área de reflorestamento.”, conta o produtor. 

Ele relata que este ano agradece a Deus pelos resultados obtidos, pois teve uma boa produtividade e bons preços, e que o resultado do trabalho na área econômica deve ser aplicado no local para garantir o futuro da fazenda.  “Nosso caso o lucro será investido na propriedade para aprimorar nosso trabalho. Por isso, fazemos a correção do solo, melhoria na casa dos colaboradores, investimento na suinocultura, entre outras áreas. Fazemos isso de maneira escalonada e os recursos ficam aplicados e a medida que preciso vou utilizando.”, conta Rabbers. Ele explica que o lucro fica aplicado em poupança outro tipo de investimento até ser utilizado. “O meu melhor parceiro para cuidar do meu resultado é o Sicredi onde invisto o meu lucro seja na poupança ou outra aplicação que recebo como orientação gerente. Hoje é uma instituição financeira sólida e com garantias do Banco Central, sem contar que pessoas que trabalham ali são da própria comunidade.”, relata o produtor.

Rabbers salienta a importância de uma reserva financeira para que os trabalhos da fazenda não parem. “O administrador da propriedade tem que lembrar que além das despesas fixas, pode surgir alguma surpresa e quando você deixa o seu dinheiro aplicado até mesmo naquelas mais longas. Você tem a possibilidade de contornar. Meu pai tinha um ditado: 'uma pessoa nunca anda de uma perna só.' Isso está sempre na minha cabeça. Ganhou um pouco de dinheiro, vamos diversificar, porque uma hora o mercado pode estar bom na soja, milho, em outra hora na suinocultura, por isso é importante não ficar amarrado em uma atividade só.”, orienta o produtor. 

INVESTIMENTOS - O assessor de Negócios e Investimentos do  Sicredi, Gustavo Kulik Silva, conta sobre a experiência dos produtores rurais com a cooperativa de crédito, ele destaca que este relacionamento está na origem do Sicredi há mais de 100 anos. ”O relacionamento do Sicredi com os produtores rurais é de longa data, está na nossa essência. Essa parceria vem ano a ano vem se renovando e fortalecendo. Tanto que os nossos números de crédito a cada safra aumenta. Para o ano passado foram liberados aqui na região dos Campos Gerais cerca de R$  600 milhões e para esse ano 2021 é esperado mais ou menos uns R$ 800 milhões e fechando a safra 2021/2022 mais de R$ 1 bilhão de recursos que devem ser investidos na área rural.", relata o Gustavo. O valor expressivo é possível, porque todo o valor aplicado no Sicredi pelos produtores ajudam a fomentar a economia na região de atuação da cooperativa de crédito. "O Sicredi é uma cooperativa tudo que roda aqui dentro tanto dinheiro e crédito para os  associados,  visa beneficiar a região.  Assim, todos os depósitos que se mantêm aqui na cooperativa de crédito são  distribuídos aqui mesmo na região.  Portanto, quanto mais depósito e investimentos feitos no Sicredi, fortalece a cooperativa e consequentemente melhora a oferta de crédito para fomentar a economia na região", explica o assessor.

Assessor de Negócios e Investimentos do  Sicredi, Gustavo Kulik Silva

Gustavo passa algumas dicas de investimentos para que o produtor possa aplicar o lucro da safra e manter o negócio sustentável. ”O trabalho do produtor rural nunca acaba. Da mesma forma que o produtor rural se preocupou com manejo de solo, cuidando das sementes e zelando pela colheita é  chegada a hora dele cuidar do lucro com o mesmo zelo.

Esse dinheiro ele pode aplicar em diversos tipos de investimentos e aqui no Sicredi, dispomos diversas linhas, que  podem se adequar ao perfil e necessidade de cada produtor. Queremos que ele tenha êxito na aplicação do seu lucro e manter o seu negócio viável por longos anos.", conta Gustavo.  Ele destaca que o produtor rural encontra no Sicredi um portfólio completo para investir. "Aqui o produtor pode optar por produtos mais conservadores, a exemplo da poupança, LCA, Sicredinvest e fundos de renda fixa, até investimentos com risco moderado e arrojado, como os fundos cambial, multimercado e de ações. O produtor pode procurar o Sicredi que teremos a melhor opção para oferecer, aqui é uma relação, ganha ganha, pois somos uma cooperativa e o sucesso de um cooperado é o sucesso de todos", relata Gustavo.

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