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Política TRIBUTAÇÃO

Movimento contra aumento de ICMS reúne mais de 2 mil veículos em Presidente Prudente, SP

Contra o aumento de ICMS em São Paulo, manifestantes colocam mais de 2 mil veículos do setor produtivo nas ruas para mostrar descontentamento. A manifestação foi na cidade de Presidente Prudente e reuniu desde tratores, carros particulares, carroças, viaturas de cooperativas e das usinas canavieiras, caminhões frigoríficos, carros de comerciantes e da indústria, entre outros.

15/01/2021 09h45 Atualizada há 1 mês
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Por: Redação Fonte: Por Marisa Rodrigues, especial de São Paulo
A decisão de realizarem esse segundo tratoraço partiu exclusivamente da iniciativa privada, sem a participação de nenhum político, de nenhum partido, e que reuniu empresários da região.
A decisão de realizarem esse segundo tratoraço partiu exclusivamente da iniciativa privada, sem a participação de nenhum político, de nenhum partido, e que reuniu empresários da região.

Na manhã da última quarta-feira, 14/01, concentrados no início da Avenida Coronel Marcondes em Presidente Prudente, cidade há cerca de 500 kms da capital de São Paulo, mais de 2 mil veículos, desde tratores, carros particulares, carroças, viaturas de cooperativas e das usinas canavieiras, caminhões frigoríficos, carros de comerciantes e da indústria, entre outros, protagonizaram mais uma manifestação contra  a decisão do Governador do Estado de São Paulo, João Dória, de elevar a taxação de impostos referentes ao ICMS sobre diesel, ethanol, carnes, pão, carros usados, embora ele tenha se comprometido, na semana passada, após o primeiro tratoraço, a voltar atrás nessa decisão. 

Entretanto, segundo o economista Afonso Neves Baptista, um dos líderes do movimento, que também é produtor e pecuarista naquela região, o governador não cumpriu coma  sua promessa, obrigando a sociedade civil unida, mais uma vez, ir à ruas, e se posicionar, sobre o que considera uma iniciativa abusiva de Dória, que “deseja transferir para a sociedade civil, uma conta que não é dela”. Neves Baptista conta que a decisão de realizarem esse segundo tratoraço partiu exclusivamente da iniciativa privada, sem a participação de nenhum político, de nenhum partido, e que reuniu empresários da região, responsáveis por revendas de carros, garagens, concessionárias, produtores rurais, agricultores, pecuaristas, comerciantes, industriais, prestadores de serviço, representantes de frigoríficos e das usinas sucroalcooleiras, além de simpatizantes da sociedade em geral,  já que todos estão de acordo quanto a não ser justo pagar uma conta que não foram eles que fizeram. 

Pessoalmente, o economista Afonso Neves Baptista, diz que acha correto que todos os cidadãos – empregados e empresários – devam pagar seu quinhão de impostos, porém, ele explica que esses aumentos que o Governador está querendo empurrar  goela abaixo da sociedade  vai incidir sobre insumos das produções agropecuárias e, fatalmente, irão incidir sobre a mesa dos trabalhadores, ” pois vamos ter que repassá-los, os custos irão aumentar, a inflação automaticamente, senão for maquiada, vai aumentar e o desemprego também vai aumentar porquê  muitas empresas já quebraram, e não vão continuar trabalhando com  aumentos de impostos”, explica. Para ele, é como se fosse um jogo de dominó, onde se a primeira pedra for atingida e cair, todas as demais cairão umas sobre as outras”.  

Afonso Neves Baptista ressalva que “governar não é aumentar imposto, mas, sim, diminuir o tamanho da máquina e administrar melhor os recursos que a população paga”. Segundo ele, quem pagará essa conta, é quem já está pagando-a, ou seja, nós, os consumidores e contribuintes. O dinheiro sempre sai do nosso bolso”. Para ele, a solução encontrada pelo governador João Dória, para reabastecer os cofres públicos não poderia ter vindo num momento mais infeliz, pois a sociedade chora seus mais de 200 mil mortos pela Covid19, muitas famílias perderam empregos ou seus próprios negócios, e agora ainda se vê às voltas com uma carga de impostos pesada sobre as costas, justamente na cadeia alimentar, que é a mais pesada para as famílias paulistas. Ele lembra que o funcionalismo em momento algum teve redução de salário, ao contrário, prefeitos, vereadores e, inclusive, o governador tiveram aumento, que vai vigorar a partir de 2022. “Portanto, só quem está pagando a conta é a sociedade. Eles querem aumentar a tributação na revenda de carros usados em 207%; diesel em 10 a 15%;  remédios e genéricos de  10 a 15%; pão, carnes, frangos e suínos, 10% e 40%;  e, a partir de amanhã, dia 15/01, já está promulgado pelo governador o aumento do licenciamento de veículos . “A sociedade brasileira, em geral, e especialmente, a mais vulnerável, está desempregada e faminta. Ninguém sabe o caos que está para acontecer no Brasil”, alerta,  e nós, empresários, produtores pecuaristas e representantes da sociedade civil, não podemos deixar que isso aconteça, de braços cruzados”, enfatizou. “Por isso, fomos e iremos às ruas, quantas vezes forem necessárias, até que o Governador caia em si e volte atrás nas suas decisões tão abusivas. A sociedade paulista que elegeu Dória cobra dele as promessas de campanha, e não havia nenhuma de aumento de carga tributária”. 

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