
Produtores Rurais de SP mantém o tratoraço em diversas cidades do estado de São Paulo, pois além do ICMS, pedem reivindicações importantes para o agro e cesta básica. Em nota a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), garante que o tratoraço será realizado em mais de 300 cidades paulistas, e reunirá mais de 100 sindicatos rurais, associações e cooperativas.
A FAESP acredita que, agora sim, o Governo está no caminho certo. Mas, apesar do anúncio do fim do aumento no ICMS de insumos agrícolas, a FAESP informa que o tratoraço organizado para hoje, quinta-feira, dia 7, a partir das 7h, está mantido. Isso acontece, porque segundo a nota o Governo do Estado atendeu parte das propostas do agronegócio, mas outros pleitos importantes ficaram de fora a exemplo da energia elétrica, leite pasteurizado e hortifrutigranjeiros, esses dois últimos fundamentais nas cestas básicas.
Esses aumentos no ICMS ainda causam grandes impactos no agronegócio paulista, principalmente para os pequenos produtores rurais, que representam 78% do Estado, e para a sociedade como um todo. “A elevação do tributo será refletida na mesa dos cidadãos, tirando muito do bolso dos menos favorecidos, que pagarão caro por alimentos essenciais da cesta básica. Os impactos também serão sentidos pelos produtores rurais, que terão alta de 7% a 30% em seus custos, índice que, inevitavelmente, serão repassadas aos consumidores”, afirma Fábio Meirelles, presidente da FAESP.
Outra reivindicação é sobre a energia elétrica. A isenção da energia elétrica foi retirada e passará a ser tributada em 12%. Óleo diesel e etanol hidratado tiveram alíquotas elevadas para 13,30% (eram 12%). Ovo e suas embalagens, anteriormente taxados em 7%, passarão a 9,40%.
O vice-presidente da FAESP, Tirso Meirelles conversa com produtores rurais na cidade de Miguelópolis (SP).
Encarecimento da produção agropecuária, pois os aumento dos impostos impactam negativamente a produção estadual, resultando diretamente em menores salários e menor retorno do investimento das empresas. Para um cenário de maior competitividade entre as regiões brasileiras, o segmento que sofre o maior impacto é a agricultura, com retração de 2,7%, e a pecuária, com 0,9%. Agroindústria tem uma retração de 0,35%.
Em muitas cidades paulistas os produtores colocaram seus tratores em ruas e estradas, a manifestação segue pacífica e mostra o descontentamento do setor. Toninho Anhaia com assessoria FAESP.








