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Dados – O novo protagonista no avanço tecnológico da agricultura brasileira

O agronegócio brasileiro vem transformando a economia em nosso país, tanto que, em 2019, a soma de bens e serviços gerados no setor chegou a R$ 1,55 trilhão ou 21,4% do PIB brasileiro, além de 43% das exportações terem sido de produtos do agronegócio.

06/01/2021 às 17h27
Por: Redação Fonte: *Por Audreyn Justus, Presidente da Solo Network
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Audreyn Justus, Presidente da Solo Network
Audreyn Justus, Presidente da Solo Network

Em 2008 o Brasil foi considerado o celeiro do mundo, por possuir um papel de destaque na geopolítica da produção agrícola mundial, o que levou a muitos especialistas a atribuir o título de “o pomar do mundo”. Atualmente, o Brasil ocupa a terceira posição como maior exportador de produtos agrícolas no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia, apresentando, nos últimos anos, uma média de crescimento de 9% ao ano. 

O fato é que o agronegócio brasileiro vem transformando a economia em nosso país, tanto que, em 2019, a soma de bens e serviços gerados no setor chegou a R$ 1,55 trilhão ou 21,4% do PIB brasileiro, além de 43% das exportações terem sido de produtos do agronegócio, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA/USP) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

Este é um setor tão importante que tem contribuído no enfrentamento dos efeitos econômicos da pandemia, além de garantir o abastecimento interno de alimentos. Analisando este cenário, percebo que uma das grandes responsáveis por esses números é a tecnologia, que trouxe soluções inovadoras para o campo, contribuindo para o aumento da produção e qualidade dos produtos, além de reduzir o consumo de água, energia e combustível.

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A agricultura brasileira começou a se modernizar com o uso de aparelhos GPS para reduzir desperdícios de sementes. Atualmente, já são utilizados outros tipos de tecnologia, como, por exemplo, robôs para suprir a falta de mão de obra; software e indicadores de desempenho para controlar a produtividade; geolocalização usada por funcionários para marcar o ponto por meio de aplicativo, reduzindo o desperdício de papel; biotecnologia para produzir diversos tipos de alimentos a custos mais baixos; agricultura de precisão sem o uso de drones, e sim de celulares e balões de gás hélio para prever ciclos de chuva, mapear o gado e a safra; e a análise de dados para obter informações em tempo real e tornar a tomada de decisões mais eficiente.

Mas apesar de o Brasil ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo, existe um longo caminho a ser percorrido visando a consolidação da agroindústria, com atuação no beneficiamento, transformação e processamento dos produtos, além da necessidade de aumento do estímulo estatal a empreendimentos de pequeno e médio porte.

É imprescindível tornar funcional no dia a dia dos agricultores o uso de tecnologias como de análise de dados, já que traz informações fundamentais que ditam o rumo dos negócios, como por exemplo, as condições climáticas que podem influenciar no tratamento do solo e das plantações, e trazer melhorias na produção, controle de pragas, direcionamento do uso correto da água ou de produtos químicos. 

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Um estudo mais profundo pode ser encontrado na pesquisa “Agricultura Digital no Brasil” realizada pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Os números apontam que 67,1% dos produtores rurais utilizam a tecnologia para realizar o planejamento das atividades; 59,7% para fazer a gestão da propriedade; e 53,8% para obter o mapeamento da terra. E entre as principais dificuldades apontadas para adoção de novas tecnologias está o valor do investimento para a aquisição de equipamentos e aplicativos, e a falta de conhecimento sobre quais são as tecnologias mais apropriadas.

A informação neste momento é o que fará toda a diferença, já que existem muitas aplicações de baixo custo que podem facilitar o trabalho do produtor rural e abrir os caminhos para que ele consiga extrair valor dos dados que possui, como uma das tecnologias que citei anteriormente - agricultura de precisão sem o uso de drones, e sim de celulares e balões de gás hélio para prever ciclos de chuva, mapear o gado e a safra.

Durante muito tempo, os agricultores tomaram decisões baseadas apenas pela observação e intuição. Mas, atualmente, a tecnologia está mudando este cenário e com o avanço da transformação digital, já é possível coletar evidências específicas. Para os próximos anos, serão necessários maiores investimentos em tecnologia e em pesquisas, para que o Brasil mude os atuais contextos ambientais e sociais.

 

Sobre a Solo Network

Com quase 20 anos de experiência e mais de 5.000 clientes ativos, a Solo Network é uma empresa de tecnologia reconhecida e premiada no Brasil e no exterior, pelas fabricantes que representa. Dispondo dos mais altos níveis de certificações (Microsoft, Kaspersky, Adobe, Autodesk, Huawei e Lenovo entre outros), tem uma ampla gama de entrega, atuando em áreas como cloud e Data Center, produtividade empresarial, segurança digital e soluções para o mercado criativo e de engenharia. 

Para mais informações, visite: www.solonetwork.com.br/home.

 

Sobre Audreyn Justus

Presidente e fundador da Solo Network, o executivo tem mais de 25 anos de experiência no mercado de TI.  Já trabalhou em empresas como a Listel e Rede Paranaense de Comunicação

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