Domingo, 24 de Janeiro de 2021 22:46
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Política TRATORAÇO

Produtores de Holambra aderem ao Tratoraço. São Paulo representa 70% da cadeia produtiva de flores

Mais de 500 produtores devem participar do protesto contra o fim da isenção de 4,14% sobre o ICMS dos insumos agrícolas. A manifestação em Holambra, coordenada pela Cooperativa Veiling Holambra, Cooperflora e Cooperativa de Insumos, está marcada para às 8h desta quinta-feira, dia 7 de janeiro, em frente ao Moinho Povo Unidos.

05/01/2021 14h22
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Por: Redação
Pátio da Cooperativa Veiling Holambra Cooperativa Veiling Holambra
Pátio da Cooperativa Veiling Holambra Cooperativa Veiling Holambra

Os mais de 500 produtores de flores Holambra, convocados pelas cooperativas Veiling Holambra, Cooperflora e Cooperativa de Insumos (que congrega os produtores de flores, frutas, legumes e verduras), irão aderir ao Tratoraço, a mega manifestação que acontecerá em todo o interior paulista no dia 7 de janeiro, às 8h, contra o fim da isenção de 4,14% sobre o ICMS - Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços - dos produtos agrícolas no Estado de São Paulo.

Em Holambra, a concentração de tratores e veículos agrícolas será em frente ao Moinho Povos Unidos, de onde os produtores sairão em carreata, percorrendo as ruas da cidade, a fim de chamar a atenção dos consumidores de que esse aumento recairá sobre o preço final dos produtos. O objetivo do tratoraço é fazer com que o governador João Dória revogue os Decretos 65.254 e 65.255/2020 que vigoram a partir deste mês e prejudicam toda a cadeia de flores - produtores, atacadistas e varejistas. O Estado de São Paulo representa 70% de toda a cadeia produtiva, gerando cerca de 125 mil empregos (68% das vagas são ocupadas por mulheres).

Cooperativas

Jorge Possato Teixeira, diretor geral da Cooperativa Veiling Holambra
Cooperativa Veiling Holambra

O diretor geral da Cooperativa Veiling Holambra, Jorge Possato Teixeira, lembra que o setor já vem amargando, desde março de 2020, as consequências da pandemia da Covid-19. “Depois de perderem praticamente toda a produção em março do ano passado, os produtores de flores e plantas ornamentais têm se reinventado a cada dia para manter os seus negócios e abastecer o mercado. Todos tiveram que enfrentar, em 2020, os aumentos de insumos e mudas decorrentes da variação do dólar e os sequentes aumentos nos preços dos materiais e de embalagens. Para os produtores de flores de corte, principalmente, que já iniciaram 2021 com a queda de 30% no faturamento devido ao cancelamento das festas e eventos, não há como absorver e muito menos repassar novos aumentos. Além disso, com a elevação dos casos de Covid-19 e com a incerteza quanto às campanhas de vacinação, não há perspectivas de mudança desse cenário no curto prazo”, alerta.

A Cooperativa Veiling Holambra tem cerca de 400 produtores associados. A Cooperflora congrega outros 80 produtores de flores e plantas. A Cooperativa de insumos atende os produtores flores, frutas, legumes e verduras.

Decretos

Desde que os decretos foram publicados no final de 2020, o setor de flores e plantas ornamentais tem se mobilizado para a revogação das medidas que afetam toda a agricultura do Estado de São Paulo. Ofício solicitando a revogação dos decretos foi encaminhado ao governador de São Paulo, João Dória, no dia 3 de dezembro, pelo Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura -, mas ainda não obteve resposta.

Para a instituição, a taxação prejudicará principalmente a atividade das cooperativas, associações e empresas que operam dentro da legalidade e honram com suas responsabilidades e contribuições perante o Estado. “O aumento da tributação apenas incentivará o crescimento da quantidade de devedores contumazes e da adoção de práticas ilegais para burlar o sistema tributário. Esta medida trará graves consequências para todos os elos que compõe o setor de flores nacional. Além do aumento expressivo no custo de produção, transporte e comercialização, haverá um impacto social enorme, com a redução de empregos e, econômico, provocado pelo aumento de inflação e pela diminuição do consumo. As consequências serão irreversíveis”, alerta o documento. Com assessoria. 

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