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Pitaia amplia alimentação saudável nas escolas e fortalece agricultura familiar

A rede estadual de ensino deve receber, em 2026, 48 toneladas da fruta in natura, volume cerca de 20% maior que o distribuído no ano anterior. Só neste primeiro trimestre, 297 escolas estaduais de 71 municípios já foram atendidas, reforçando e diversificando a oferta de alimentos de alto valor nutricional na alimentação escolar.

Por: Redação Fonte: AEN
25/03/2026 às 15h42
Pitaia amplia alimentação saudável nas escolas e fortalece agricultura familiar
Pitaia amplia alimentação saudável nas escolas e fortalece agricultura familiar Foto: Andre Marques/SEED

Em 2026, a rede estadual de ensino deve receber 48 toneladas de pitaia in natura, volume cerca de 20% maior que o distribuído no ano anterior. Só neste primeiro trimestre, 297 escolas estaduais de 71 municípios já foram atendidas, reforçando e diversificando a oferta de alimentos de alto valor nutricional na alimentação escolar.

A produção da fruta está concentrada na agricultura familiar, que, no Paraná, reúne cerca de 47,9 mil famílias, das quais 17 mil fornecem ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Os produtores familiares respondem por aproximadamente 75% dos empreendimentos rurais do estado e abrigam uma ampla diversidade de cultivos, entre eles, a pitaia.

Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, essa iniciativa amplia a qualidade da alimentação escolar e fortalece a produção local. “Ao mesmo tempo em que levamos alimentos nutritivos e diversificados às escolas, incentivamos a agricultura familiar, gerando renda e desenvolvimento no campo. É uma política que conecta saúde, educação e economia local”, comenta.

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Originada de um projeto piloto, iniciado em 2024 e conduzido pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), a inclusão de pitaia na alimentação escolar já alcançou quase mil escolas e cerca de 300 mil estudantes, aproximadamente um terço do total de alunos da rede estadual.

Também conhecido como fruta-do-dragão, esse alimento exótico de paladar adocicado foi incluído na alimentação escolar por seu valor nutricional, na forma in natura, em sucos ou em saladas. Rico em fibras, auxilia na regulação intestinal e no controle dos níveis de açúcar no sangue. Possui baixo teor calórico e é fonte de vitaminas A, C e E, além de minerais como ferro, cálcio, magnésio e zinco.

A fruta integra uma estratégia mais ampla de diversificação e qualificação da alimentação escolar na rede estadual. A iniciativa se soma a outras ações recentes da Secretaria de Estado da Educação (Seed), que vem ampliando a oferta de alimentos regionais e nutritivos. Em 2025, produtos como guabiroba, juçara e araçá compuseram o cardápio de 226 escolas. Já a água de coco e o pão de queijo foram incorporados entre 2025 e 2026, com distribuição ampliada para as 2.080 unidades da rede.

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AGRICULTURA FAMILIAR – De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná ocupava a sétima posição no ranking nacional da produção de pitaia, com participação de 3,4% no Valor Bruto de Produção (VBP) do país. Dados mais recentes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), no entanto, apontam forte expansão da cultura no estado, que já figura como o quarto maior produtor nacional.

No caso dessa fruta, a produção exige manejo intensivo, colheita manual e acompanhamento constante das lavouras. Desde 2025, a atividade mobiliza 449 famílias na região de Cornélio Procópio, 928 na região de Maringá, 931 na região de Apucarana e 151 na região de Cascavel. Os números evidenciam a relevância da cultura para a geração de renda e o fortalecimento da produção local nos principais polos produtores do estado.

Para a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, o avanço das entregas reflete o fortalecimento dessa cadeia produtiva. “A ampliação da distribuição ao longo dos anos demonstra boa aceitação nas escolas e a capacidade de organização da agricultura familiar. É uma ação que conecta a escola ao campo, com impacto direto na alimentação dos estudantes”, afirma.

HISTÓRICO - Originária das regiões tropicais do México e da América Central, a fruta ganhou destaque comercial em países asiáticos, como Vietnã e China. No Brasil, os primeiros registros datam do início dos anos 2000, no município paulista de Itajobi. A comercialização em maior escala começou em 2005, no Rio de Janeiro.  

No Paraná, a produção teve início por volta de 2017, na região Noroeste, nas cidades de Jandaia do Sul e Umuarama, e desde então tem se expandido para outras regiões do estado. 

De acordo com dados de 2024 da Seab, as principais regiões produtoras de Pitaia no Paraná são Cornélio Procópio (25%), Maringá (19%), Cascavel (12%), Apucarana (11%), Jacarezinho (10%) e Curitiba (5%). Juntas, essas regiões somam 3,1 mil toneladas da fruta ao ano, o equivalente a 82% da produção estadual.

Ao todo, a pitaia é cultivada em 155 municípios do Paraná. Carlópolis, na região de Jacarezinho, lidera a produção estadual, com 7,4% de participação e VBP de R$ 3,1 milhões. Em seguida aparecem Nova América da Colina (região de Cornélio Procópio), com 5,9% e VBP de R$ 2,5 milhões; Marialva (região de Maringá), com 5,6% e VBP de R$ 2,3 milhões; e Mandaguari (também na região de Maringá), com 5,3% e VBP de R$ 2,2 milhões.

No mesmo ano, o Paraná produziu 3,8 mil toneladas de pitaia em uma área de 333 hectares, resultando em um VBP de R$ 41,7 milhões

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