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Diversificar Não É Opção no Campo. É Estratégia.

A crise da cebola expõe um erro recorrente no campo: produção sem planejamento. Com oferta elevada e mercado saturado, os preços caíram e o prejuízo virou regra. Para mudar esse cenário, entidades iniciam um trabalho de inteligência de mercado focado em organização, diversificação e renda sustentável ao produtor.

Por: Redação Fonte: Luiz Francisco Araujo da Costa Vaz
25/02/2026 às 09h06
Diversificar Não É Opção no Campo. É Estratégia.
Diversificar Não É Opção no Campo. É Estratégia. Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

Estamos vivendo a crise da cebola.

Todo mundo plantou cebola. O mercado saturou. O preço caiu.

E, mesmo assim, muita gente ainda trata isso como algo “inesperado”.

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Não é.

Isso é a lei mais antiga do mundo: oferta e procura.

Quando todos produzem a mesma coisa, ao mesmo tempo, para o mesmo mercado, o resultado é previsível — e quase sempre ruim para o produtor.

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O problema não é a cebola.

O problema é o achismo travestido de planejamento.

Por isso, iniciamos um trabalho estruturado de inteligência de mercado junto à Coodesafi e à ASPRI.

Estamos mapeando áreas, determinando capacidade produtiva, organizando volumes e, principalmente, desenhando uma estratégia de acesso ao mercado com baixo risco.

A lógica é simples e dura:

produzir sem mercado é prejuízo anunciado.

Nosso objetivo é claro:

- produzir alimentos com qualidade, segurança alimentar e renda real para o produtor.

Esse trabalho não acontece da noite para o dia.

Exige diagnóstico, dados, organização e decisão.

Mas o resultado é consistente: diversificação produtiva, inteligência de mercado e aumento de renda.

Estamos olhando a propriedade rural como um todo.

No coletivo, organizamos volume, escala e poder de negociação.

No individual, potencializamos a propriedade para multiplicar riqueza, reduzir dependência e ampliar oportunidades.

Participamos de editais, acessamos programas de governo e, nesse processo, fizemos um verdadeiro raio X da realidade atual.

Vimos claramente onde estamos errando, onde estamos perdendo dinheiro e onde precisamos evoluir.

A conclusão é direta:

“Programas públicos ajudam, mas não podem ser a única nem a maior fonte de renda.

 

A verdadeira transformação começa quando o produtor conquista independência financeira, com diversificação inteligente, gestão profissional e visão de longo prazo.”

Isso não é ideologia.

É planejamento.

É o início de uma caminhada bonita, consistente e transformadora de crescimento pessoal, criação de legado e valorização do campo.

Onde a agronomia, o comportamento humano e a gestão trabalham juntos para gerar resultado.

É exatamente isso que estamos construindo dentro do EcoS 360, junto com a antiga Vaz Consultoria Ambiental, hoje Alta Performance 360 – Gestão Estratégica , a Eco Compost – Soluções Ambientais e a JGF Green City.

Se você é produtor e quer sair do ciclo do improviso,

se quer produzir com mercado, renda e segurança,

chegou a hora de fazer parte desse processo conosco.

O campo muda quando o produtor decide mudar junto.

 

Autor:

Luiz Francisco Araujo da Costa Vaz

Engenheiro Agrônomo e Colunista no Minuto Rural

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