
São Paulo, janeiro de 2026 – A suinocultura brasileira enfrenta um desafio persistente e muitas vezes invisível: a Ileíte Suína. Causada pela bactéria Lawsonia intracellularis, a doença é endêmica e de alta prevalência nas granjas. A MSD Saúde Animal, referência global em saúde e bem-estar animal, alerta que o maior prejuízo econômico não vem das mortes, mas sim da forma subclínica da doença.
Nesses casos, os suínos não apresentam sintomas clínicos, como diarreia, mas sofrem silenciosamente com a redução nas taxas de crescimento e uma piora significativa na eficiência da conversão alimentar.
"O grande desafio da ileíte é que ela, geralmente, atua de forma oculta. O produtor só percebe o impacto no fechamento do lote, quando o desempenho zootécnico fica abaixo do esperado”, explica o médico-veterinário Leonardo Rossi, gerente nacional de vendas da unidade de negócio de Suinocultura na MSD Saúde Animal.
A Lawsonia intracellularis infecta as células do intestino do suíno, causando um espessamento da mucosa (hiperplasia) que impede a correta absorção de nutrientes. E, por vezes, a ileíte somente é visível quando está associada a quadros de enterite hemorrágica, com aumento de mortalidade. O quadro subclínico é o mais prevalente, o que faz com que os animais permaneçam assintomáticos e atuem como disseminadores do agente. “O que mantém a doença ativa na granja e causa um impacto epidemiológico e econômico constante.”
Facilitadora para outras doenças
O impacto da bactéria vai além da má-absorção de nutrientes. O Professor Roberto Guedes, renomado especialista que colaborou ativamente em pesquisas sobre Lawsonia, define o agente como um "abridor de portas" para infecções secundárias.
"Existem evidências da ação sinérgica da Lawsonia com outros patógenos, como Brachyspira e, potencialmente, Salmonella. A bactéria pode comprometer a defesa primária do intestino e ter uma ação imunossupressora local, predispondo os animais, especialmente na fase de crescimento e terminação, a infecções bacterianas secundárias mais graves", detalha Guedes.
Embora a doença possa se manifestar de forma aguda e hemorrágica, levando à morte súbita de fêmeas jovens, a principal preocupação é o dano crônico e subclínico, conforme detalha o especialista no segundo episódio do The Talk Show, conduzido pela MSD Saúde Animal.
Prevenção é a única estratégia
Um dos pontos mais críticos da ileíte suína é que as consequências da infecção no ganho de peso durante o quadro não são recuperadas. "Uma vez que o intestino é lesionado, o animal carregará esse comprometimento de desempenho. Por isso, o foco deve ser 100% na prevenção. A vacinação dos leitões é a ferramenta primária e mais eficaz para reduzir os efeitos nocivos da ileíte, diminuindo a mortalidade nos casos clínicos, reduzindo a excreção da bactéria no ambiente e, o mais importante, melhorando o ganho de peso diário", afirma Leonardo.
Um estudo conduzido pela MSD Saúde Animal demonstrou que a vacinação é uma ferramenta comprovada para auxiliar o controle da enteropatia proliferativa (ileíte) clínica e subclínica. Ao longo das avaliações, foram observadas taxas de conversão mais baixas no grupo vacinado com Porcilis® Ileitis, com incremento médio de 2,52 kg no peso final ao abate. Além desse dado, o estudo constatou que a vacinação permitiu uma melhoria de mais de 26% no índice de eficiência de custos, quando comparado com o grupo não vacinado.
Alinhada às demandas de bem-estar animal, sustentabilidade e eficiência, a MSD Saúde Animal também investe em tecnologias de aplicação que revolucionam o manejo preventivo. A empresa oferece em seu portfólio vacinas contra os principais agentes da suinocultura, incluindo a Lawsonia intracellularis, que podem ser aplicadas com o Sistema IDAL, que representa a terceira geração (3G) de tecnologia de vacinação no Brasil, permitindo a imunização de suínos sem o uso de agulhas.
"É a união da proteção eficaz contra a ileíte com o máximo respeito ao bem-estar animal e ao meio ambiente”, reforça Leonardo.