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Área florestal da Castrolanda deve atingir produção de 100 mil toneladas de madeira em cinco anos

Ao longo de quatro décadas, o setor florestal da Castrolanda consolidou-se como um dos pilares da sua autossuficiência energética.

Por: Redação Fonte: Castrolanda
17/11/2025 às 21h40
Área florestal da Castrolanda deve atingir produção de 100 mil toneladas de madeira em cinco anos
Área florestal da Castrolanda deve atingir produção de 100 mil toneladas de madeira em cinco anos

Em 2025, a Castrolanda celebra um marco histórico: há 40 anos, a cooperativa adquiria sua primeira fazenda de reflorestamento. O gesto, que à época representou uma decisão estratégica voltada à autossuficiência em madeira, hoje simboliza o amadurecimento de uma jornada que uniu visão de futuro, tecnologia e compromisso ambiental.

De acordo com Gilvan Plodowski, coordenador de Energias Renováveis, esse marco evidencia a clareza com que a Castrolanda sempre tratou o abastecimento interno de madeira. “Desde aquela época já havia a preocupação em possuir floresta própria para garantir o suprimento, especialmente no período de safra, quando o consumo atinge seu pico anual”, destaca.

Ao longo de quatro décadas, o setor florestal da Castrolanda consolidou-se como um dos pilares da sua autossuficiência energética. Entre os principais aprendizados, Gilvan destaca o valor de possuir um ativo biológico próprio. “As florestas trazem vantagens expressivas, como economia financeira, especialmente em períodos de alta nos preços e segurança de abastecimento. Essa garantia foi essencial para impulsionar a expansão da nossa área plantada ao longo do tempo”, explica.

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Hoje, a cooperativa conta com 1.694,54 hectares de área plantada, produzindo em média 72 mil toneladas de madeira por ano, com projeção de alcançar 100 mil toneladas anuais nos próximos cinco anos.

 

Evolução

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Segundo Gilvan, nas primeiras décadas, as atividades florestais eram predominantemente manuais, com motosserras e processos artesanais. Hoje a operação reflete o avanço tecnológico e o planejamento de longo prazo que caracterizam a Castrolanda. Equipamentos como harvester, forwarder e feller buncher tornaram o trabalho mais seguro, eficiente e preciso.

A silvicultura também se modernizou, incorporando fertilização de precisão, inventários florestais contínuos e uso de materiais genéticos melhorados, práticas que ampliam a produtividade e uniformidade dos plantios.

Essa evolução veio acompanhada de um compromisso crescente com o meio ambiente: 56% das áreas do setor florestal são destinadas à conservação de florestas nativas, incluindo Áreas de Preservação Permanente, Reservas Legais e outras áreas protegidas.

“Esse equilíbrio entre conservação e produção reflete o nosso propósito de garantir sustentabilidade e eficiência em todo o ciclo da biomassa”, observa Gilvan.

Energia limpa

O trabalho de reflorestamento é hoje o ponto de partida da matriz energética limpa da Castrolanda. As florestas de eucalipto, conduzidas especificamente para fins energéticos, alimentam as caldeiras e fornalhas que geram o calor utilizado nos processos industriais.

“Praticamente todas as nossas indústrias utilizam biomassa como fonte de energia térmica. A fábrica de batata frita, por exemplo, emprega cavaco de eucalipto no aquecimento do óleo; as unidades de recepção e secagem utilizam o calor para a secagem de grãos; as fábricas de rações usam vapor das caldeiras na formação dos pellets; e as unidades de leite utilizam também o vapor na pasteurização e demais etapas do processamento”, detalha Gilvan.

Essa integração garante autossuficiência e reduz significativamente o uso de combustíveis fósseis, contribuindo para a redução da pegada de carbono e para o fortalecimento de uma matriz energética limpa e renovável dentro da cooperativa.

Eficiência e inovação contínua

 

A Castrolanda vem aplicando tecnologias que elevam o rendimento e reduzem impactos. As caldeiras automatizadas otimizam o consumo de cavaco de eucalipto e controlam a combustão de forma eficiente. O monitoramento da granulometria e umidade da biomassa garante o poder calorífico ideal e evita desperdícios, parâmetros acompanhados semanalmente em reuniões técnicas, reforçando a cultura de melhoria contínua.

Entre os projetos mais relevantes está o ‘Projeto Cavaco’, iniciado em 2020, que modernizou as caldeiras e fornalhas das indústrias, substituindo a lenha pelo cavaco de eucalipto e automatizando a alimentação. “O resultado é um processo mais limpo, seguro e eficiente, com melhor controle da queima e maior rendimento energético”, afirma.

 

Inovação na genética

O futuro do setor florestal da Castrolanda está alicerçado na ciência. Desde 1996, a cooperativa investe no melhoramento genético de eucaliptos, com pesquisas voltadas ao aumento da produtividade e do poder calorífico da biomassa. Atualmente, conduz testes de progênies e estudos de hibridação com materiais de maior densidade, reforçando a base técnica e científica que garante o desempenho das próximas gerações de florestas.

Paralelamente, a Castrolanda deu início a um projeto de créditos de carbono em áreas nativas e plantadas, ampliando o valor do ativo florestal e posicionando o setor como protagonista na transição para uma economia de baixo carbono.

 

Produção de resina

Além da biomassa, a cooperativa estuda novas frentes de negócios ligadas às florestas plantadas, como a produção e comercialização de resina de Pinus elliottii. O projeto, em fase avançada, prevê a implantação da cultura em áreas de cooperados com apoio técnico da Castrolanda, além de áreas próprias voltadas à validação do modelo.

“A resinagem amplia as opções de renda, aproveita economicamente as florestas em crescimento e gera receita adicional antes do corte final da madeira”, explica Gilvan. “É uma iniciativa que une inovação, sustentabilidade e diversificação de receita, fortalecendo ainda mais o vínculo da cooperativa com o cooperado.”

 

40 anos: visão e propósito

Celebrar quatro décadas de reflorestamento é reconhecer o papel da visão estratégica e do trabalho coletivo na construção de uma cooperativa sustentável. Para Gilvan, esse legado simboliza o compromisso da Castrolanda com o futuro.

“Cada hectare plantado representa mais do que energia renovável: é fruto do planejamento técnico, da responsabilidade ambiental e da dedicação de muitas pessoas. As florestas plantadas são a base da nossa matriz energética e continuarão sendo essenciais para garantir segurança, eficiência e sustentabilidade para as próximas gerações”, conclui

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