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Crescimento da produção de erva-mate do Paraná supera outros estados do Sul

Os municípios paranaenses que mais produzem erva mate são: Cruz Machado, com 88 mil toneladas, e São Mateus do Sul, com 63 mil toneladas. Dez municípios do Estado respondem por 47% da produção total de erva mate do País.

Por: Redação Fonte: AEN
16/10/2025 às 21h46
Crescimento da produção de erva-mate do Paraná supera outros estados do Sul
Crescimento da produção de erva-mate do Paraná supera outros estados do Sul. Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN

O Paraná é o maior produtor de erva-mate do País, segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção vem apresentando crescimento robusto, muito à frente do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde a cultura também tem importância econômica e cultural. No Paraná, a atividade ervateira é importante geradora de renda e empregos nos municípios produtores, portanto de grande importância na economia.

A taxa de crescimento da produção de erva mate no Paraná, de 2023 a 2024, ficou em 5,2%. O aumento evidencia que o fortalecimento da atividade no Estado é bem maior que em outras regiões produtoras como o Rio Grande do Sul (4,6%) e Santa Catarina (2,5%). Os municípios paranaenses que mais produzem erva mate são: Cruz Machado, com 88 mil toneladas, e São Mateus do Sul, com 63 mil toneladas. Dez municípios do Estado respondem por 47% da produção total de erva mate do País.

A extração de erva-mate, que se concentra na Região Sul, gerou o segundo maior valor da produção entre os produtos não madeireiros em 2024, com R$ 522,8 milhões.

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O fortalecimento da erva-mate é um dos assuntos tratados no Boletim Conjuntural da Agropecuária, produzido pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e divulgado nesta quinta-feira (16).

O boletim traz ainda outros destaques do setor. Outra atividade que continua em alta no Paraná é a suinocultura. Neste primeiro semestre o Estado registrou a produção de 612,4 mil toneladas de carne suína, segundo a pesquisa Trimestral do Abate de Animais do IBGE. Desse total, 85% foram processados em frigoríficos de inspeção federal (SIF), 14,3% em estabelecimentos com inspeção do Estado (SIP) e 0,7% em abatedouros de inspeção municipal (SIM).

Comparando-se com igual período do ano passado, o Paraná foi o que apresentou o maior crescimento absoluto na produção de carne suína em frigoríficos SIF - de 12,2%. Esse crescimento atendeu a demanda interna e externa e reforçou o papel dos grandes frigoríficos paranaenses na expansão da oferta desta carne no mercado.

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CODORNAS – O Paraná tem uma produção expressiva de codornas domésticas, sendo o oitavo maior produtor no País, com um plantel de 510.643 aves. Em 2024, o Estado foi responsável por 3,8% do volume nacional de ovos de codorna, de acordo com a Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), realizada pelo IBGE. O volume produzido chegou a 9,8 milhões de dúzias e um VBP (Valor Bruto de Produção) de R$ 17,14 milhões. Apucarana é o município de maior destaque na produção de ovos de codorna.

Os ovos de codornas são vendidos “in natura” e beneficiados (descascados e/ou em conservas) em bares, restaurantes, churrascarias, lanchonetes com mais valor agregado, condição traz incentivos a criação de codornas. O alto valor nutricional e sabor dos produtos (carnes e ovos), possibilitados por estas aves proporcionou um grande crescimento deste setor nos últimos anos.

OLERÍCOLAS – A olericultura, presente em todos os municípios paranaenses, gerou R$ 7,2 bilhões de VBP ou 3,8% de todo o montante da agropecuária estadual no ano passado. Entre os principais produtos estão a batata, o tomate e a mandioca. A região de Curitiba detém 33,3% do volume colhido, seguida por Guarapuava, Ponta Grossa, Apucarana e Jacarezinho. São José dos Pinhais é líder na produção. Como a atividade exige o uso intensivo de mão de obra, a olericultura vem gerando trabalho e renda nas comunidades onde é implementada.

TILÁPIA – A carne de tilápia vem apresentando uma queda de preço ao consumidor. A proteína foi a única que apresentou redução de preços em setembro, em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo os dados do Deral. A pesquisa de preços no varejo mostrou que o preço médio do quilo de filé de tilápia no Paraná ficou em R$ 52,47, valor que é 4,1% menor que o verificado em igual período de 2024.

LEITE – O leite também está apresentando queda no preço. Durante o mês de setembro o litro de leite foi comercializado a R$ 2,66, em média, no Estado. O preço é 3,5% menor que o praticado em setembro do ano passado.

SOJA – As últimas chuvas que caíram em boa parte do Paraná foram benéficas para as lavouras já plantadas de soja, mas diminuíram o ritmo dos trabalhos no campo. Ainda assim, o plantio da safra de soja 2025/2026 avançou na última semana e atingiu 39% da área total, estimada em 5,77 milhões de hectares. Segundo o Deral, o preço recebido pelo produtor pela saca de 60 kg, fechou a última semana em torno de R$ 118, contra R$ 129,19 em outubro de 2024, com uma queda de 9%

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