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Parceria entre IAT e criadouro repovoou Parque das Lauráceas com mais de 500 animais

O projeto de reforço populacional da Unidade de Conservação em Adrianópolis foi iniciado em 2017, por meio de um convênio entre o Instituto Água e Terra e o Criadouro Onça-Pintada. Desde o início da iniciativa, já foram liberadas 200 queixadas, 166 catetos e 200 quatis, todas espécies nativas com números reduzidos no parque e que possuem um papel ecológico importante para o local.

Por: Redação Fonte: AEN
09/09/2025 às 14h30
Parceria entre IAT e criadouro repovoou Parque das Lauráceas com mais de 500 animais
Parceria entre IAT e Criadouro Onça-Pintada já repovoou o Parque das Lauráceas, na Região Metropolitana de Curitiba, com 566 animais, entre queixadas, catetos e quatis Foto: Gabriel Fiori/SEDEST-PR

A fauna do Parque Estadual das Lauráceas, localizado em Adrianópolis, na Região Metropolitana de Curitiba, recebeu um reforço significativo graças a uma parceria entre o Instituto Água e Terra (IAT) e o Criadouro Onça-Pintada. Por meio de um convênio iniciado em 2017 entre o órgão ambiental e a entidade conservacionista de Campina Grande do Sul, 566 animais já foram soltos no local para fortalecer o ecossistema da Unidade de Conservação (UC).

Entre as espécies destinadas estão 200 queixadas (Tayassu pecari), 166 catetos (Pecari tajacu) e 200 quatis (Nasua nasua), todos com funções importantes na natureza por auxiliarem na dispersão de sementes e no controle de espécies vegetais. Além disso, a iniciativa ajuda na recuperação da fauna ameaçada, já que as queixadas e os catetos correm risco de extinção no Estado.

“Os animais que passam por esse processo de refaunação são de espécies nativas que estão em número reduzido no parque. Assim, trazemos uma série de benefícios para a UC, como o aumento da biodiversidade, a restauração de serviços ecossistêmicos, a regulação do processo natural da cadeia alimentar e controle da degradação ambiental”, explica a técnica da Gerência de Biodiversidade do IAT, Letícia Koproski.

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De acordo com o projeto, os animais primeiro passam por uma série de cuidados na estrutura do criadouro, como avaliação sanitária, medicina preventiva, manejo reprodutivo e acompanhamento nutricional. Quando o grupo estiver apto para o transporte para o ambiente é levado para um recinto de aclimatação na própria Unidade de Conservação, onde passam por um curto período de adequação até serem soltos no parque.

Letícia acrescenta que a proposta também busca cuidar das espécies mesmo após a soltura. “Para podermos acompanhar a situação dos animais, todos eles são identificados com microchips ou com radiotransmissores. Além disso, fazemos um monitoramento regular com armadilhas fotográficas instaladas no parque e ocasionalmente com telemetria via satélite”, destaca.

A ação mais recente do programa foi executada em agosto, quando foram soltos 61 catetos. A previsão é que até o final de 2025 mais 90 queixadas também sejam liberadas no parque.

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ESPÉCIES – As queixadas (Tayassu pecari) e os catetos (Pecari tajacu) são animais parecidos, frequentemente confundidos com javalis e porcos-do-mato, mas possuem uma série de características próprias, incluindo presas voltadas para baixo e uma glândula próxima à cauda que produz uma secreção com cheiro forte, usada para marcar território e ajudar no reconhecimento entre indivíduos.

As queixadas podem chegar a 113 cm de comprimento, 55 cm de altura e pesar entre 32 kg a 40 kg, enquanto os catetos medem de 84 com a 106 cm de comprimento, têm entre 30 com e 50 cm de altura e podem pesar de 15 kg a 30 kg. Ambos são animais diurnos, com alimentação que varia conforme o habitat, incluindo plantas, raízes, frutos e sementes, larvas e pequenos vertebrados. Ambos possuem pelagem castanho-acinzentada, com uma mancha branca na região da mandíbula inferior no caso da queixada e uma faixa branca no pescoço nos catetos.

Já o quati (Nasua nasua) é uma espécie característica da América do Sul. Pode medir entre 46 com e 66 cm de comprimento de corpo, além de ter uma cauda que varia entre 22 com e 69 cm, e pesa em média de 4 kg a 11 kg. Possui uma pelagem com coloração amarelo-acinzentada, com focinho preto alongado e manchas brancas no rosto e ao redor dos olhos. As patas dianteiras e traseiras são pretas, assim como os anéis em sua longa cauda. São onívoros, alimentando-se principalmente de frutas, insetos, pequenos répteis, crustáceos, peixes, anfíbios e pequenos mamíferos.

LAURÁCEAS – O Parque Estadual das Lauráceas foi criado em 1979 para ajudar a proteger remanescentes da biodiversidade característica da Mata Atlântica. Com uma área de 30.001 hectares, o local é o maior parque estadual do Paraná.

O espaço abriga uma grande variedade de animais, com destaque para 76 espécies diferentes de mamíferos, um conjunto que reúne um número elevado de espécimes raros ou ameaçados de extinção, como a onça-parda (Puma concolor), anta (Tapirus terrestris), lontra (Lutra longicaudis) e espécies diferentes de veados (Mazama spp.). Além dos mamíferos, 291 aves têm o local como habitat, incluindo espécies ameaçadas como a jacutinga (Pipile jacutinga), o gavião-de-penacho (Spizaetus ornatus) e o curió (Orizoborus angolensis).

O parque também possui 750 espécies de plantas, das quais 39 são ameaçadas de extinção, incluindo a imbuia (Ocotea porosa) e a canela-coqueiro (Ocotea catharinensis), além das lauráceas (Lauraceae) que dão nome ao parque

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