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Conferência da Mata Atlântica vai aprofundar discussões sobre clima e economia verde

Evento voltado para a preservação do meio ambiente vai reunir governadores de estados das regiões Sul e do Sudeste, como parte da agenda do 13° Encontro do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), representantes do Consórcio Brasil Verde, além de lideranças ambientais e sociais.

Por: Redação Fonte: AEN
18/08/2025 às 17h22
Conferência da Mata Atlântica vai aprofundar discussões sobre clima e economia verde
Com as mudanças climáticas sob investigação, Conferência da Mata Atlântica começa nesta terça-feira (19) em Curitiba Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST-PR

Três dias, mais de 20 horas e um time com 30 especialistas vão debater como a Mata Atlântica pode mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Promovida pelo Governo do Paraná, a primeira edição da Conferência da Mata Atlântica começa nesta terça-feira (19), às 9 horas, no Teatro Guaíra, em Curitiba. O evento vai reunir governadores de estados das regiões Sul e do Sudeste, como parte da agenda do 13° Encontro do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), representantes do Consórcio Brasil Verde, além de lideranças ambientais e sociais.

A programação da Conferência segue na quarta (20) e quinta-feira (21), com palestras e painéis no Salão de Atos do Parque Barigui e na Capela Santa Maria, também na capital paranaense. Confira a agenda completa AQUI.

“O que objetivamos é fazer uma grande reflexão sobre como proteger os biomas do Brasil, especialmente a Mata Atlântica, que tanto nos fala ao coração. Vamos debater estratégias de preservação com efeito prático no combate às mudanças climáticas”, destacou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), Rafael Greca.

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Além dos chefes dos Executivos de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, com abertura comandada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, o primeiro dia de discussões terá a palestra do pesquisador e cientista climático, Carlos Nobre. O painel “Emergência Climática: Desafios a Enfrentar” começa às 14 horas no Parque Barigui.

Membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Nobre é reconhecido internacionalmente pelo trabalho acadêmico sobre clima e aquecimento global. “Não restam dúvidas: os níveis atmosféricos de gás carbônico (CO2) estão 40% mais altos do que eram em 1750. Necessitamos reduzir fortemente as emissões e aumentar drasticamente as remoções de CO2”, disse ele, durante palestra na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A agenda da terça-feira (19) prevê ainda o painel “Contexto geral e perspectivas da COP30 para a agenda de clima no Brasil – o papel da União, dos estados e dos municípios na governança climática nacional”, a partir das 15h35.

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Participam Bianca Brasil, representante da Organização das Nações Unidas para Biodiversidade e Conservação; Renato Casagrande, governador do Espírito Santo; Rafael Greca, secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável; Rodrigo Perpétuo, diretor-executivo para a América do Sul da ICLEI-Governos Locais pela Sustentabilidade; Guilherme Syrkis, diretor-executivo do Centro Brasil no Clima (CBC); e o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel.

A partir das 17h20, com o tema “Conservação da Biodiversidade”, o painel será comandado por Julie Messias, da NBS Alliance; Clóvis Borges, da organização Grande Reserva Mata Atlântica; Guilherme Dias, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA); Malu Nunes, da Fundação Boticário; e Rafael Andreguetto, diretor de Políticas Ambientais da Sedest.

Às 17h20, o encontro é sobre “Agricultura Sustentável e Soluções Baseadas na Natureza”, com o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes; Jay Amstel, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA); Mariana Coelho, da National Finance Expert, UNIDO; e Ricardo de Figueiredo, da Net Zero.

“É um prazer voltar a uma cidade que historicamente sempre fez tanto pela agenda ambiental. É muito importante o mundo ver os exemplos de Curitiba”, disse Amstel, em entrevista recente divulgada pela Prefeitura de Curitiba.

SEGUNDO DIA – Na quarta-feira (20), a programação será aberta às 9 horas, com o painel “Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa”, com Victor Anequini, do Anuário Centro Brasil no Clima (CBC); Rafaela Queiroz e Davi Bomtempo, da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Daniel Matos, da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP); Diego Blanc, da C40; e Ety Carneiro, do Hospital Pequeno Príncipe.

A partir das 11 horas, a discussão é sobre “Adaptação às Mudanças Climáticas”, com Paulo de Tarso, diretor-presidente do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar); Marilza Dias, secretária Municipal do Meio Ambiente de Curitiba; Axel Grael, engenheiro Florestal, ambientalista e ex-prefeito de Niterói (RJ); Regiane Borsato, do Instituto Life; e Maria Tereza Uille, advogada e doutora em Sociologia.

À tarde, novamente a partir das 14 horas, os encontros são sobre “Instrumentos e Mecanismos de Financiamento e Fundos Climáticos”, com Ana Zornig Jayme, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba; Fernando Campos, gerente de Finanças de Conservação e Clima da Sitawi; Marta Bandeira de Freitas, gerente de Mudanças Climáticas do Departamento de Sustentabilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Também participam Dayene Peixoto, coordenadora-geral de Projetos Sociais e Sustentabilidade do Ministério do Planejamento; e Lisiane Astarita de Limas, gerente de Planejamento e Novos Negócios do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Já o painel “Justiça Climática e Governança”, às 16 horas, reúne Mario Mantovani, da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (ANAMA); Isabela Barbosa, do ICLEI-Governos Locais pela Sustentabilidade; Ivens Zschoerper Linhares, presidente do Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR); o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli; o promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Paraná, Daniel Pedro Lourenço; e Romancil Gentil Cretã, liderança indígena, coordenador Executivo Região Sul da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

ÚLTIMO DIA – Para finalizar, na quinta-feira (21), a palestra será sobre “O Futuro dos Negócios é Sustentável: Como o ESG Redefine o Sucesso Corporativo”, ministrada por Rafael Greca e Rosana Jatobá, jornalista especializada em Sustentabilidade.

Haverá, ainda, a consolidação e divulgação da Carta de Curitiba para o meio ambiente. “Mais de 70% dos brasileiros, assim como nós, vivem na Mata Atlântica. É necessário cuidar desse bem tão precioso, afinal de contas, as árvores que nós plantarmos hoje serão a sombra dos que vão nascer”, afirmou Greca.

MATA ATLÂNTICA – O bioma abrange 17 estados brasileiros, correspondendo a 15% do território nacional. Atualmente vivem na Mata Atlântica 72% dos brasileiros, concentrando 70% do PIB nacional.

O Paraná lidera os projetos relacionados à região geográfica no âmbito do Consórcio Brasil Verde, iniciativa dos governos estaduais para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas e reduzir a emissão de carbono no País. O Estado é responsável pela coordenação dos projetos voltados ao bioma desde 2023.

Com 99% do seu território inserido na Mata Atlântica, o Paraná conta com uma das maiores áreas remanescentes de floresta no País – são mais de 2,3 milhões de hectares preservados. Além disso, foi considerado o estado mais sustentável do Brasil pelo Ranking de Competitividade dos Estados por quatro vezes consecutivas.

Em 2023, o Cosud formalizou um protocolo de intenções chamado de “Tratado da Mata Atlântica”, visando a união de esforços para a preservação, conservação e a utilização racional dos recursos naturais do bioma, mediante a adoção de ações conjuntas e coordenadas para promover o desenvolvimento harmônico e o alcance de resultados mutuamente proveitosos.

Entre os objetivos do protocolo estão o planejamento integrado de corredores ecológicos regionais, com foco na gestão territorial, por meio do compartilhamento de experiências entre os estados e da adoção integrada de instrumentos e estratégias de monitoramento, de fomento à restauração e conservação de ecossistemas e paisagens e da bioeconomia.

Visa também a integração de estratégias, tecnologias, metodologias, dados e informações geoespaciais para aumentar a eficiência na fiscalização ambiental e combater o desmatamento ilegal

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