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Com 4.510 certificações, Paraná amplia vantagem como maior produtor de orgânicos do país

O resultado é impulsionado pelo Paraná Mais Orgânico (PMO), programa do Governo do Estado que auxilia agricultores familiares na mudança do sistema de produção convencional para o orgânico, com acompanhamento especializado, assistência técnica e capacitação em manejo agroecológico.

Por: Redação Fonte: AEN
13/08/2025 às 13h29
Com 4.510 certificações, Paraná amplia vantagem como maior produtor de orgânicos do país
Com 4.510 certificações, Paraná amplia vantagem como maior produtor de orgânicos do país Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN

O Paraná segue na liderança da produção de orgânicos do Brasil, com 4.510 produtores rurais certificados, de acordo com dados atualizados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO). O número supera o Rio Grande do Sul, segundo colocado com 3.273 certificações, e quase dobra a marca do Pará, terceiro do país, com 2.513 produtores registrados no cadastro nacional.

O resultado é impulsionado pelo Paraná Mais Orgânico (PMO), programa do Governo do Estado que auxilia agricultores familiares na mudança do sistema de produção convencional para o orgânico, com acompanhamento especializado, assistência técnica e capacitação em manejo agroecológico. O balanço operacional do PMO foi apresentado nesta quarta-feira (14) em Curitiba, na sede da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), pasta que coordena o programa.

Desde o início da sexta fase do Programa de Certificação de Produtos Orgânicos (PMO), em julho de 2023, já foram emitidas 787 certificações para produtores paranaenses. Somente no primeiro semestre de 2025, foram homologados 214 certificados, com outros 286 processos em fase final de análise e previsão de emissão até dezembro, quando será concluída a etapa atual.

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Com essa projeção, o programa deve alcançar 1.073 certificações emitidas e beneficiar 1.230 produtores rurais até o fim de 2025, consolidando-se como uma política pública de impacto crescente no Estado.

Em paralelo, as auditorias realizadas após a adequação das propriedades ao sistema orgânico já somam 1.989 avaliações até o mês passado, distribuídas em 594 em 2023, 807 em 2024 e 588 entre janeiro e julho de 2025. A expectativa para o segundo semestre de 2025 é a realização de mais 612 auditorias, fortalecendo o controle de qualidade e a conformidade com as normas do sistema orgânico.

Durante a reunião de balanço das atividades realizadas na sexta fase, também foram apresentadas propostas de metas para o próximo ciclo, que abrangerá o período de 2026 a 2028. O planejamento prevê a emissão de 1.530 certificados e o atendimento a 2.280 produtores rurais, mantendo o ritmo de expansão do PMO e ampliando o alcance da certificação no Paraná. Esses objetivos refletem o compromisso do programa com o fortalecimento da agricultura orgânica e com a valorização do trabalho dos agricultores familiares.

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BASE DE CONHECIMENTO – As sete universidades estaduais atuam como pilares do PMO na capacitação técnica e no acompanhamento dos produtores. Essa rede de conhecimento conta com a parceria do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), que promove assistência técnica e extensão rural, e com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), responsável pelos processos de avaliação e certificação. Juntas, essas instituições do Estado formam uma estrutura completa que vai da teoria à prática e da produção ao selo de qualidade orgânica.

Segundo o professor Ednaldo Michellon, que coordena o PMO na UEM, o programa representa um marco na integração entre conhecimento científico e produção sustentável.

“O programa transforma o conhecimento, fruto das ações de ensino, pesquisa e extensão, em resultados concretos para os produtores rurais, com metodologias validadas cientificamente que aumentam a produtividade, melhoram a qualidade dos alimentos e fortalecem a economia local, por meio de um modelo de produção ambientalmente responsável e socialmente inclusivo”, afirma o docente.

PRESENÇA REGIONAL – Os núcleos de certificação do Paraná Mais Orgânico estão em nove câmpus das instituições de ensino superior, nas seguintes cidades: Londrina e Bandeirantes, no Norte do Estado; Maringá e Umuarama, no Noroeste; Ponta Grossa, nos Campos Gerais; Marechal Cândido Rondon, no Oeste; Francisco Beltrão, no Sudoeste; Guarapuava, no Centro-Sul; e Paranaguá, no Litoral. Nesses locais atuam 54 bolsistas, entre estudantes de graduação e profissionais recém-formados, que realizam visitas técnicas, capacitações e monitoramento de propriedades em transição.

Para a gerente do Centro de Certificação do Tecpar, Maria Lucia Massuchetto, o selo orgânico é um diferencial competitivo que agrega valor à produção paranaense. “A certificação pelo Tecpar garante acesso a nichos de mercados diferenciados com processos simplificados e custos reduzidos para o produtor em transição, além de assegurar padrões de qualidade que abrem portas para a comercialização em âmbito nacional e contribuem para ampliar a oferta de produtos orgânicos destinados à merenda escolar”.

Os núcleos de certificação do IDR-PR estão nos municípios de Ivaiporã, no Vale do Ivaí, e de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Já a Divisão de Certificação do Tecpar está localizada em Curitiba. Nessas unidades atuam 27 bolsistas, complementando a estrutura de apoio aos produtores em todo o processo, desde a conversão para o sistema orgânico até a obtenção da certificação, com acompanhamento técnico especializado.

BASE AGROECOLÓGICA – O Paraná Mais Orgânico tem como fundamento os princípios agroecológicos, combinando produção limpa com equilíbrio ambiental. Essa abordagem possibilita aos agricultores familiares reduzir a dependência de insumos sintéticos e desenvolver relações sustentáveis entre produção e natureza, resultando em alimentos saudáveis e em preservação ambiental. O modelo tem contribuído para transformar os agricultores familiares em protagonistas dessa transição agroecológica bem-sucedida

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