
Ponta Grossa, PR – Nos dias 25 e 26 de agosto de 2025, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Campus de Uvaranas, sediará o 5º Encontro Paranaense de Agricultura Sustentável, reunindo produtores rurais, agrônomos, pesquisadores, empresários do agronegócio e estudantes de graduação e pós-graduação. O evento, organizado em parceria com Associação dos Engenheiros Agrônomos dos Campos Gerais (AEACG), Sistema FAEP, Sistema Confea-CREA e Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Prosolo (NAPI Prosolo), tem como objetivo atualizar e capacitar o setor sobre práticas de agricultura conservacionista e manejo sustentável do solo e da água.
O engenheiro agrônomo Adriel Ferreira da Fonseca, Professor da UEPG e Diretor Técnico da AEACG, explica que a agricultura conservacionista (AC) é um dos pilares para o futuro do agronegócio paranaense.
"A agricultura conservacionista é vital para a sustentabilidade do agronegócio paranaense, combatendo as mudanças climáticas e a degradação do solo, e otimizando o uso da água", afirma.
Segundo Fonseca, o NAPI Prosolo, que une a Rede Agropesquisa e o Programa Prosolo, vem desenvolvendo critérios técnicos de controle da erosão específicos para cada região do Paraná. Esses critérios buscam reduzir prejuízos e aumentar a produtividade das lavouras, adaptando-se às particularidades climáticas e geográficas de cada localidade. Particularmente nos Campos Gerais do Paraná, o Departamento de Ciência do Solo e Engenharia Agrícola (DESOLO) da UEPG dispõe de um grupo de docentes especializados que estão trabalhando efetivamente com seus orientados de graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado e bolsistas técnicos para dar suporte ao NAPI Prosolo no Estado do Paraná. E desse modo, esses docentes/pesquisadores estarão apresentando seus trabalhos no Dia de Campo do referido evento, na Fazenda Escola Capão da Onça, na manhã de 26 de agosto de 2025.
A base da AC no estado está apoiada em três pilares:
Essas práticas, segundo o especialista, resultam em redução da erosão e da poluição hídrica, aumento da matéria orgânica, sequestro de carbono no solo e melhoria da resiliência climática das lavouras. “O impacto econômico também é significativo, pois há redução de custos e aumento da estabilidade produtiva, o que fortalece a competitividade e sustentabilidade do agronegócio paranaense”, explica.
Entretanto, o engenheiro agrônomo alerta que ainda existem desafios a serem superados, como a falta de assistência técnica e a baixa conscientização sobre a importância dos terraços agrícolas.
“A eliminação desses terraços tem gerado perdas financeiras e ambientais, principalmente na região dos Campos Gerais. É essencial utilizá-los de forma estratégica para garantir a sustentabilidade da agricultura no estado”, ressalta Fonseca.
Além das palestras e painéis técnicos, o evento contará com demonstrações práticas, troca de experiências entre produtores e pesquisadores, e debates sobre manejo e conservação de solos e águas. Também será destacada a relevância do profissional de agronomia na produção de alimentos de alta qualidade com mínimo impacto ambiental.
O 5º Encontro Paranaense de Agricultura Sustentável se propõe a:
Com uma programação focada em ciência aplicada e inovação no campo, o encontro pretende ser um marco para a agricultura sustentável no Paraná, incentivando políticas e ações que conciliem alta produtividade com preservação ambiental.
