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Rastreabilidade se torna ferramenta estratégica para produtos rurais replicarem boas práticas no agronegócio

Adoção da prática nas culturas de café e cana-de-açúcar se tornou diferencial nas tomadas de decisão das vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro

Por: Redação
27/05/2025 às 14h54
Rastreabilidade se torna ferramenta estratégica para produtos rurais replicarem boas práticas no agronegócio
Adoção da prática nas culturas de café e cana-de-açúcar se tornou diferencial nas tomadas de decisão das vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro

São Paulo, maio de 2025 – A adoção de sistemas de rastreabilidade tem modificado a gestão nas propriedades rurais brasileiras, impulsionando, inclusive, a abertura de novos modelos de negócios e contribuindo para um agro mais transparente e sustentável. Essa transformação é liderada por mulheres que, com visão e inovação, estão redefinindo o futuro do setor.

Um dos benefícios da rastreabilidade reside na sua capacidade de garantir a replicabilidade. Imagine que um cliente aprova um lote específico de café. Com a rastreabilidade, a empresa consegue acessar todas as informações de fabricação desse lote, como as características de fermentação e seca, por exemplo, e replicá-las em novas entregas. Essa capacidade de repetir, com precisão, o que já foi validado é fundamental para garantir a consistência e, assim, suprir as expectativas do cliente.

Neste contexto, significa identificar e adaptar os elementos-chave de sucesso – tecnologias, práticas de gestão, estratégias de coleta de dados – para que outras propriedades rurais, independentemente do seu tamanho ou tipo de produção, possam alcançar resultados semelhantes.

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Um exemplo inspirador é a produtora Luíza Oliveira Macedo, coproprietária da Fazenda Tapera do Baú em Minas Gerais e vencedora do Prêmio Mulheres do Agro (PMA), iniciativa da Bayer e da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) que reconhecem o papel fundamental das mulheres no agronegócio brasileiro. Através da rastreabilidade, combinando registros manuais e aplicativos, Luíza estruturou processos e métodos práticas agrícolas sustentáveis, replicando a qualidade do café desde a colheita até o processamento.

Essa sistematização ajuda a garantir o padrão para clientes e a consolidar sua presença no mercado internacional, com exportações para o Canadá, negociações com a Itália e fornecido contínuo para cafeterias brasileiras. “A rastreabilidade nos permite replicar processos bem-sucedidos, garantir a qualidade do café e fornecer informações planejadas para o mercado internacional”, afirma Luíza.

Acervo: Luíza Oliveira Macedo
 

 

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A história de Luíza se soma a outras produtoras reconhecidas pelo Prêmio Mulheres do Agro, como Tatiele Dalfior Ferreira, do Espírito Santo, e Mariana Abdalla Granelli, de São Paulo, que demonstram que o compromisso com a preservação ambiental, a responsabilidade social e a inovação como pilares impulsionam o sucesso no campo.

No Sítio Oriente, no Espírito Santo, Tatiele Dalfior Ferreira encontrou na rastreabilidade um diferencial estratégico. Desde 2020, com a implementação de certificações, ela criou um sistema completo de rastreabilidade, que mapeia os talhões, identifica as malas, registra os manejos e controla os custos por área. Tatiele não apenas otimizou a gestão da propriedade, mas também acompanha o café desde a lavoura até as negociações.

“Esse controle nos deu segurança para tomar decisões, negociar melhor e planejar com mais precisão”, afirma a produtora capixaba, cuja iniciativa elevou a qualidade da gestão e posicionou a propriedade de forma estratégica no mercado. Algumas das diferenciais sustentadas de sua produção foram bastante valorizadas pelos compradores, rendendo-lhe inclusive o reconhecimento do Prêmio Mulheres do Agro (PMA) em 2021, na 3ª edição, pelo trabalho de inovação, rastreabilidade e mapeamento aéreo da propriedade.

Acervo: Tatiele Dalfior Ferreira
 

 

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Inspirada por desafios semelhantes, Mariana Abdalla Granelli, gestora da Fazenda São Benedito (SP), cuja família tem origem no cultivo de cana-de-açúcar, iniciou o desenvolvimento de açúcar mascavo com padrão de qualidade e rastreabilidade. “O começo foi complicado, com produção manual e logística improvisada para entregar os primeiros 500 quilos.”, relembra. Com a chancela da Embrapa, o produto ganhou mercado, atingindo entregas que hoje variam de 20 a 30 toneladas por mês. Nos três anos seguintes, Mariana investiu em softwares de gestão, drones, topografia e GPS, além de melhorias na estrutura e nas embalagens. A produção mensal saltou de 500 quilos para 200 toneladas. Com foco na sustentabilidade financeira, modifique práticas ambientais e sociais, busque certificações e fortaleçau a governança. Em 2024, foi uma das vencedoras da 7ª edição do Prêmio Mulheres do Agro (PMA).

Acervo: Mariana Abdalla Granelli
 

 

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As histórias de Luíza, Tatiele e Mariana comprovam que a rastreabilidade é mais do que uma adequação técnica: é uma ferramenta estratégica para agregar valor, garantir transparência e fortalecer um agronegócio cada vez mais moderno, eficiente e sustentável. "Quando temos informação, conseguimos enxergar o negócio com mais claro e profissionalismo. E isso muda tudo", resume Tatiele. A rastreabilidade, aliada à gestão eficiente e à busca por inovação, permite que produtoras rurais como elas alcancem resultados expressivos e inspirem outras mulheres a trilhar o mesmo caminho.

"Na Bayer, acreditamos que a rastreabilidade, assim como outras iniciativas que lançam mão de práticas inovadoras e conservacionistas, são fundamentais para construir um futuro agrícola mais sustentável e transparente. Por isso, promover o Prêmio Mulheres do Agro é essencial para reconhecer e incentivar o trabalho de produtos agrícolas que estão transformando o setor com inovação e práticas responsáveis", afirma Priscila Araújo, especialista em sustentabilidade da divisão agrícola da Bayer.

Reconhecendo a importância de valorizar e dar visibilidade às mulheres que lideram a transformação do agronegócio brasileiro, a Bayer, como apoiadora do PMA, anuncia que estão abertas as inscrições para a 8ª edição do Prêmio Mulheres do Agro , iniciativa que apoia o impacto de produtos rurais e pesquisadoras científicas na promoção da sustentabilidade, da governança e do desenvolvimento da sociedade, com inscrições na categoria “Produtora Rural” até 31 de julho de 2025 e concessão para a categoria “Ciência e Pesquisa” até 1º de junho de 2025, pelo site oficial da premiação .

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