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De olho no Dia das Mães: plantio de rosas alcança 265,8 mil dúzias em 10 cidades no Paraná

Em 2023 o setor de floricultura gerou R$ 249,6 milhões de Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP). Os gramados e as plantas perenes ornamentais dominantes, com participação de 72,1%. De acordo com o agrônomo do Deral, as rosas representam 1,8% da floricultura geral e 8,6% das flores em si.

Por: Redação Fonte: AEN
08/05/2025 às 14h50
De olho no Dia das Mães: plantio de rosas alcança 265,8 mil dúzias em 10 cidades no Paraná
De olho no Dia das Mães: plantio de rosas alcança 265,8 mil dúzias em 10 cidades no Paraná Foto: Orlando Kissner/Arquivo AEN

O Dia das Mães, tradicionalmente celebrado no segundo domingo de maio no Brasil, é uma data bastante ligada às flores, particularmente a rosa, símbolo do amor. Essa espécie foi cultivada comercialmente em dez municípios paranaenses em 2023 (Marialva, Araruna, Sarandi, Mandaguari, Mandaguaçu, Francisco Beltrão, Bituruna, Farol, Maria Helena e Perobal), com a retirada de 265,8 mil dúzias.

"No Paraná, ainda que a floricultura ainda seja pouco explorada, há um aquecimento do mercado acompanhando o que acontece no Brasil, e uma alavancagem nos negócios nas praças em que a atividade está estabelecida", afirma o engenheiro agrônomo Paulo Andrade no Boletim de Conjuntura Agropecuária desta semana, que tem as rosas como destaque às vésperas do Dia das Mães.

O documento é elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Divulgado semanalmente, ele traz análise de algumas culturas desenvolvidas no Paraná.

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Em 2023 o setor de floricultura gerou R$ 249,6 milhões de Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP). Os gramados e as plantas perenes ornamentais dominantes, com participação de 72,1%. No ano anterior o VBP tinha ficado em R$ 216,7 milhões, o que configura 15,2% de aumento.

Se a análise for feita apenas com as flores propriamente ditas, o esteio da produção está nas orquídeas, crisântemos e roseiras. Essas três têm participação de 16,1% no montante da atividade de floricultura. Os 11,8% restante estão distribuídos nas outras 35 espécies exploradas no Estado.

De acordo com o agrônomo do Deral, as rosas representam 1,8% da floricultura geral e 8,6% das flores em si. Em 2023 as roseiras foram exploradas comercialmente em 10 municípios, de onde extraiu-se 265,8 mil dúzias, com uma renda bruta de R$ 4,5 milhões.

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A região de Maringá concentra o segmento e responde por 66,2% de toda a produção estadual. O destaque é do município de Marialva, principal produtor do Paraná. Em 2023 suas terras produziram 100,0 mil dúzias, com receita bruta de R$ 1,7 milhão, o que corresponde a 37,6% do total. A região de Campo Mourão, com Araruna sendo o segundo município com a espécie, representa 30,1% do total, com 80,0 mil dúzias cultivadas.

A produção de rosas para corte tem variado no Estado nos últimos dez anos, entre 2014 a 2023. No início da série analisada foram cortadas 340,1 mil dúzias. O balanço mais recente indica uma coleta de 265,5 mil dúzias, redução de 21,8% no período. Nesse período houve um auge em 2017, com a colheita de 950,1 mil dúzias de rosas. Já em 2021 – auge da pandemia – foram extraídas tão somente 168,5 mil dúzias.

O VBP real deflacionado entre o período de dez anos está praticamente estável, pois houve uma ligeira baixa de 0,5% no período, de R$ 4,50 milhões para R$ 4,48 milhões, enquanto na floricultura ampla o mesmo VBP real flutuou em 8,1%, de R$ 230,87 milhões na década passada para R$ 249,65 milhões.

SORGO-VASSOURA – A produção do sorgo-vassoura (Sorghum bicolor) também é uma prática no Paraná. Ainda que a produção esteja se reduzindo nos últimos anos, a cultura sobrevive em 162 municípios do Estado, cobrindo 2,1 mil hectares, com produção de 4,7 mil toneladas em 2024. O Valor Bruto da Produção (VBP) da espécie se estabeleceu em R$ 69,7 milhões.

O destaque se dá às regiões de Maringá, Toledo, Londrina e Jacarezinho, que congregam 74,1% da produção. Os principais municípios produtores são Paiçandu, Jesuítas e Londrina, agregadores de 46,7% da superfície observada. Além da geração de trabalho e renda, notadamente para agricultores familiares, a tradição do uso de vassouras caipiras agrega valor ao apelo ambientalmente correto do produto.

SOJA – As exportações brasileiras do complexo soja totalizaram 27,87 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2025, volume ligeiramente maior que no mesmo período de 2024, quando foram exportadas 27,42 milhões de toneladas. O complexo soja compreende o grão, farelo, óleo e demais derivados.

O Paraná exportou 3,37 milhões de toneladas entre janeiro e março de 2025, uma queda de 18,7% quando comparado ao mesmo período de 2024. Esta queda é reflexo da menor demanda chinesa pela soja produzida no Paraná. A China foi o principal comprador da oleaginosa paranaense neste período e representou mais de 63% do total exportado pelo Estado.

FEIJÃO – A colheita da segunda safra de feijão chegou a 22% da área dedicada à cultura. Isso gerou uma oferta de mais de 120 mil toneladas ao longo de abril, especialmente. Mesmo com registro de problemas de produtividade, o volume colhido é importante especialmente para o feijão preto, o mais comum no Estado.

Consequentemente, os preços deste tipo de feijão tiveram mais um mês de baixa e os produtores receberam em média R$ 140,20 por saca em abril, valor 16% mais baixo que o de março (R$ 166,26). No varejo, tanto o feijão preto quanto o carioca apresentaram preços 3,6% mais baratos em abril do que em março.

LEITE – Com a chegada do período mais frio, os preços dos lácteos aceleraram as altas no Paraná. Os dados do Deral apontam que o produtor recebeu 2,3% a mais por cada litro de leite posto na indústria na média de abril, atingindo R$ 2,87, ante os R$ 2,81 do mês anterior. Nos últimos 12 meses, a alta é de 20%.

No varejo, o leite longa vida, principal produto da categoria, ficou 4,5% mais caro em comparação ao registrado em março, sendo agora comercializado em média a R$ 5,27, segundo a pesquisa de preços no varejo elaborada pelo Deral.

SUÍNOS – O boletim do Deral registra também os dados da versão parcial da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Paraná registrou em 31 de dezembro de 2024 um total de 28.320 empregos formais em frigoríficos de abate de suínos. Comparado à mesma data do ano anterior, houve um aumento de 575 vínculos empregatícios, o que equivale a um crescimento de 2,1%.

No que se refere ao setor de criação de suínos, em 2024 o Paraná destacou-se com o maior aumento absoluto no número de vínculos formais de trabalho. Em 31 de dezembro de 2024 o Estado contabilizou 5.431 empregos formais na atividade, um acréscimo de 192 postos (+3,7%) em comparação ao ano anterior. Apesar do avanço, o número ainda se mantém abaixo dos 6.652 vínculos registrados em 2022.

OVOS E FRANGOS – Sobre os ovos, o registro é que o preço nominal do ovo tipo grande ficou em R$ 179,82 por caixa de 30 dúzias em abril. Um aumento significativo de 28,5% (R$ 39,90) em relação a janeiro (R$ 139,92 por caixa de 30 dúzias) e um acréscimo de 24% (R$ 28,89) em comparação a abril de 2024 (R$ 144,99 por caixa de 30 dúzias).

Em abril de 2025 o preço nominal médio do frango vivo ao produtor no Paraná alcançou R$ 5,07/kg. Esse valor representou uma elevação de 13,7% (R$ 0,61/kg) em relação a janeiro do ano corrente (R$ 4,46/kg) e de igual índice de 13,7% em comparação com abril de 2024, cujo preço médio também atingiu o valor de R$ 4,46/kg.

Em abril de 2025, em comparação com março do mesmo ano, os preços do frango nas granjas paranaenses cresceram em torno de 8,6%, passando de R$ 4,67/kg em março, para R$ 5,07/ kg em abril. No atacado praticamente mantiveram-se no mesmo patamar de R$ 10,20/kg para o frango resfriado, enquanto no varejo alguns cortes de carne de frango registraram altas e baixas: frango resfriado (-7,3%), peito (+1,4%) e coxa-sobrecoxa (-1,2%).

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