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Secretaria do Meio Ambiente e da Economia Verde apresenta 84 medidas de adaptação climática

Foto: Divulgado / SemaeO Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde (Semae), apresentou nesta te...

Por: Redação.. Fonte: Secom SC
31/07/2024 às 07h28
Secretaria do Meio Ambiente e da Economia Verde apresenta 84 medidas de adaptação climática
Foto: Reprodução/Secom SC

Foto: Divulgado / Semae

O Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde (Semae), apresentou nesta terça-feira dia 30, um estudo sobre Risco e Adaptação Climática com 84 medidas que podem ser implantadas pelos municípios catarinenses para diminuir os estragos causados por eventos naturais extremos.

A publicaçãoRisco Climático e Adaptação para Mesorregião Sul Catarinense, que teve como base de pesquisa durante um ano os 46 municípios da região Sul foi elaborado pela Gerência de Clima e Energia da Semae e apresentado durante o 1º Seminário Catarinense de Adaptação às Mudanças Climáticas.

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“Nos últimos 33 anos Santa Catarina enfrentou mais de 8 mil ocorrências climáticas, que trouxeram cerca de R$ 43 bilhões em prejuízos pro estado, fora as vidas perdidas e pessoas que ficaram desabrigadas ou desalojadas. Com estas medidas que estamos apresentando aos municípios hoje, eles já podem tomar iniciativas amanhã, pra que esses estragos sejam minimizados. Ações práticas e eficazes que vão fazer nosso estado estar mais bem preparado para encarar as adversidades climáticas”, destacou o secretário de estado do Meio Ambiente e Economia Verde, Guilherme Dallacosta.

As medidas de adaptação foram catalogadas pelo pesquisador em Clima e Sustentabilidade, Francisco Veiga Lima, e divididas em seis setores estratégicos. Das 84 medidas totais, 21 abordam cidades, 15 são da área da agricultura, 9 para indústria, 8 para transporte e logística, 17 para zonas costeiras e 14 para biodiversidade.

“Santa Catarina está exposta a uma diversidade muito grande de ameaças climáticas e ocorrência de eventos naturais extremos, desde chuvas persistentes a vendavais, ciclones, ondas de calor e erosão costeira. Episódios que afetam diversas áreas sociais e econômicas. Com este estudo, pretendemos dar um pontapé inicial na agenda de adaptação climática de Santa Catarina e ao mesmo tempo suporte para municípios construírem suas estratégias e planos de ação climática”, acrescentou o secretário Guilherme Dallacosta.

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Foto: Reprodução/Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC

Durante o 1º Seminário Catarinense de Adaptação às Mudanças Climáticas, organizado pela Semae, os municípios puderam ter acesso também a informações sobre como conseguir financiamento para elaborar os seus planos de adaptação climática, por meio da parceria firmada com o Instituto Internacional ICLEI, que é a principal rede global de governos locais e subnacionais dedicada ao desenvolvimento sustentável, que atua em mais de 130 países. O trabalho do Instituto é colaborar na elaboração de políticas de sustentabilidade, impulsionando a ação local para o desenvolvimento de baixo carbono, baseado na natureza, equitativo, resiliente e circular.

Entenda algumas das medidas de adaptação climática apresentadas aos municípios catarinenses durante o 1º Seminário Catarinense de Adaptação às Mudanças Climáticas:

  • Cidades:Expandir áreas verdes das cidades a partir de soluções baseadas na natureza, como o reflorestamento e plantio de árvores para diminuição das ilhas de calor e redução do escoamento superficial da água e aumento da absorção de águas das chuvas; Atualização de Planos Diretores e zoneamento urbano para  incorporação de questões de drenagem e áreas de risco;
  • Agricultura:Fomento de sistemas agroflorestais; Desenvolvimento de sementes adaptadas às restrições hídricas, extremos de temperatura e pragas;
  • Zona Costeira:Manutenção ou restauração da faixa de restinga e dunas para proteção da orla; Mapeamento de áreas de risco de inundação e erosão costeira;
  • Indústria:Investimentos em reuso, dessalinização e fontes alternativas de obtenção de água e energia; Mapeamento de áreas de risco e do parque industrial em expansão, a fim de garantir que tal expansão não ocorra em áreas vulneráveis;
  • Transporte e logística:Recuperação/conservação de encostas próximas a rodovias; Implementação de Soluções técnicas que confiram maior proteção e resiliência, como sistemas de drenagem;
  • Biodiversidade:Recuperação de matas ciliares e proteção das nascentes para proteção de cursos hídricos; Planejamento territorial que considere as alterações futuras nos ecossistemas e na biodiversidade.

:: Confira o resumo completo do estudo

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