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Estado e Senar-PR vão ampliar capacitação em gestão de colmeias do Poliniza Paraná

Objetivo é levar conhecimento técnico para o manejo adequado das colmeias e para o trabalho de educação ambiental com a população. O Poliniza Paraná atua na conservação de abelhas nativas sem ferrão. Até o momento 52 municípios e 10 unidades de conservação receberam as colmeias.

Por: Redação Fonte: AEN
13/12/2023 às 17h56
Estado e Senar-PR vão ampliar capacitação em gestão de colmeias do Poliniza Paraná
Assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre Senar-Pr e Sedest - Foto: Patryck Madeira

O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) assinaram um Termo de Cooperação Técnica para capacitar os gestores fiscais dos municípios que participam do Poliniza Paraná.

Esse projeto do governo estadual visa conservar as abelhas nativas sem ferrão (ASF) e divulgar a importância do seu serviço ecossistêmico na polinização. A iniciativa também já levou à instalação de colmeias em diversos espaços públicos. Até o momento 52 municípios e 10 unidades de conservação receberam as colmeias.

O termo foi assinado nesta quarta-feira (13) pelo secretário da Sedest, Valdemar Bernardo Jorge, e o presidente do Sistema Federação da Agricultura do Paraná (Faep/Senar-PR), Ágide Meneguette. A solenidade foi na na sede da Faep, em Curitiba.

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A parceria também tem como objetivo ampliar as ações de educação ambiental previstas no projeto, com a distribuição de livretos educativos sobre as abelhas nativas sem ferrão, através do Projeto Agrinho.

O trabalho conjunto é uma forma de fortalecer o projeto Poliniza Paraná, que é uma iniciativa pioneira e inovadora, que busca recuperar as populações de abelhas sem ferrão. As ASFs são responsáveis pela polinização de cerca de 90% da Mata Atlântica, bioma predominante no Estado.

“Queremos capacitar os gestores para que eles possam fiscalizar e acompanhar as colmeias garantindo o seu bom funcionamento e a sua sustentabilidade. Além disso, essa ação é fundamental para ampliar o projeto para outros municípios e unidades de conservação do Estado, levando o Poliniza Paraná para mais lugares e beneficiando mais pessoas”, afirmou.

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CONHECIMENTO TÉCNICO – Para que as colmeias do meliponário possam permanecer saudáveis e íntegras, é fundamental que seus gestores tenham conhecimento técnico para o manejo adequado das colmeias e para o trabalho pedagógico com a população.

Por isso, a parceria entre a Sedest e o Senar-PR vai oferecer cursos de capacitação aos gestores fiscais dos municípios e das Unidades de Conservação Estaduais, que são os responsáveis pela fiscalização e pelo acompanhamento dos meliponários instalados em seus territórios.

A capacitação vai abordar temas diversos como biologia, ecologia, instalação, sanidade das ASF, além de fomentar a utilização de material didático para trabalhar o tema da meliponicultura nas escolas.

Ágide Meneguette destacou que o Senar-PR tem uma longa experiência na capacitação de produtores rurais e de agentes públicos, com mais de 30 anos de atuação. Segundo ele, o Senar-PR vai disponibilizar instrutores capacitados e material didático de qualidade para os cursos de capacitação dos gestores fiscais.

“A meliponicultura tem se desenvolvido e crescido no Paraná, permitindo que muitos produtores rurais diversifiquem as atividades dentro da porteira e aumentem a renda. Como o Senar-PR tem diversos cursos na área e instrutores atualizados, podemos contribuir para o avanço do programa Poliniza Paraná, que estimula a instalação de colmeias de abelhas nativas sem ferrão em diversos espaços públicos”, ressaltou.

POLINIZA PARANÁ – O projeto foi lançado em janeiro de 2022, seguindo o exemplo dos Jardins de Mel de Curitiba, e utiliza sete espécies de ASF: Guaraipo, Jataí, Mandaçaia, Mirim, Manduri, Tubuna e Iraí. A iniciativa busca reintroduzir os polinizadores nativos em seus locais de origem, contribuindo para a reposição das populações de ASF na natureza e para a manutenção da biodiversidade paranaense. Além disso, visa sensibilizar a sociedade sobre a consciência ecossistêmica e a compreensão do funcionamento harmonioso da natureza.

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Em 2026, o conjunto de meliponários e colmeias foi instalado no Jardim Botânico de Londrina; nos parques estaduais Mata São Francisco, Ibiporã, Rio da Onça, Pico do Marumbi, Amaporã, São Camilo, Vitório Piassa, Serra da Baitaca e Santana; e na Área de Relevante Interesse Ecológico do Buriti.

Técnico do projeto, Mailson Bezerra, ao lado de caixas de abelhas nativas que foram distribuídas para 80 meliponicultores. Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN
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Assinatura está relacionada a uma das fases do projeto de pesquisa coordenado pelo Tecpar desde 2023. Desde então, o destaque foi a descoberta de um novo tipo de própolis, de cor azul, produzida pela abelha mandaçaia, conhecida como abelha sem ferrão.

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