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Projetos sustentáveis de revestimento térmico para moradias e confecção de produtos esportivos vencem premiação da Sumitomo Chemical

Na 11ª edição do Prêmio Sociedade Sustentável Sumitomo Chemical, os vencedores nas categorias “Aceleração” e “Desenvolvimento” receberam, respectivamente, R$ 12 mil e R$ 10 mil, de incentivo aos projetos, para subsidiar as soluções estratégicas para o meio ambiente, inclusão de minorias e oportunidades para comunidades em situação de vulnerabilidade.

Por: Redação
04/12/2023 às 13h15
Projetos sustentáveis de revestimento térmico para moradias e confecção de produtos esportivos vencem premiação da Sumitomo Chemical
Na 11ª edição do Prêmio Sociedade Sustentável Sumitomo Chemical, os vencedores nas categorias “Aceleração” e “Desenvolvimento” receberam, respectivamente, R$ 12 mil e R$ 10 mil, de incentivo aos projetos, para subsidiar as soluções estratégicas para o mei

Inovação, sustentabilidade e empreendedorismo social. Esses são os três pilares do Prêmio Sociedade Sustentável Sumitomo Chemical, realizado anualmente em parceria com a Enactus Brasil. Neste ano, o edital da premiação bateu recorde de inscritos, com 105 projetos representando instituições de ensino superior de todas as regiões do Brasil, concorrendo nas em duas categorias: Desenvolvimento e Aceleração.

Na 11ª edição do Prêmio Sociedade Sustentável Sumitomo Chemical, os vencedores nas categorias “Aceleração” e “Desenvolvimento” receberam, respectivamente, R$ 12 mil e R$ 10 mil, de incentivo aos projetos, para subsidiar as soluções estratégicas para o meio ambiente, inclusão de minorias e oportunidades para comunidades em situação de vulnerabilidade.O Projeto Domus, da USP - Campus São Carlos/SP, foi o vencedor na categoria “Aceleração”, dedicada a projetos consolidados que já possuem resultados de impacto positivo em seu campo de atuação. Composto por nove integrantes, o Domus é um projeto socioambiental que busca gerar melhores condições habitacionais e de segurança para a população em conglomerados urbanos. 

A proposta é a criação de um revestimento térmico de baixíssimo custo feito a partir de embalagens cartonadas, como leite e suco. “No Brasil, há um baixo percentual de aproveitamento desses materiais para reciclagem, então utilizamos as embalagens vazias pós-consumo para confecção deste revestimento e realizamos a instalação nas moradias”, explica Eduardo Carvalho, estudante de Engenharia Ambiental e integrante do projeto. 

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As embalagens cartonadas vazias são arrecadadas em um ponto estratégico de coleta e, segundo Eduardo, desde 2019 o Projeto Domus foi responsável pelo revestimento de 50 residências no Acampamento Capão das Antas, em São Carlos, o que totaliza aproximadamente 150 pessoas beneficiadas. Dois dos benefícios deste tipo de revestimento, conta Eduardo, é o isolamento térmico e a impermeabilização. “O nosso objetivo é expandir as benfeitorias do projeto para outras comunidades. Estamos atualmente criando uma linha de produtos ecológicos também feita com embalagens cartonadas, e todo o lucro gerado com as vendas será revertido para o revestimento de mais moradias precárias”, comenta. 

“Somos muito gratos pelo auxílio da Sumitomo Chemical em todos os sentidos, e pelo reconhecimento ao final como geradores de impacto na comunidade em que atuamos. O prêmio vai ser essencial porque é um momento que requer muitos recursos para criar um site, impulsionar as vendas e continuar com as ações de revestimento nas casas, e o valor recebido será dividido para custear todas essas atividades”, declara Eduardo. 

O vencedor da categoria “Desenvolvimento”, destinada a projetos que estão em fase inicial, representa a Universidade Estadual de Maringá, no Paraná. Intitulado Dignitá, o projeto propõe a confecção de produtos esportivos a partir do refugo de produção de lonas vinílicas vindas de um fornecedor local. O dinheiro arrecadado com a comercialização desses produtos, como ecobags e bolsas para guardar bolas, são destinados para a Kings, uma associação sem fins lucrativos formada por paratletas de basquete e handebol. 

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A estudante de Engenheira Civil Ana Flávia Tabachini também atua como gerente do Projeto Dignitá e explica como surgiu a ideia. “A lona vinílica é um material muito descartado pelas indústrias e demora cerca de 400 anos para decompor na natureza, então queríamos dar uma solução para este produto. O projeto está crescendo, queremos que a nossa marca chegue a outros times Brasil afora, até como uma forma de garantir mais visibilidade ao esporte praticado por PCDs.”

Desde 2021, quando o Dignitá surgiu, até agora, cerca de 20 paratletas foram beneficiados. As ações do projeto converteram R$ 842 de renda para a comunidade, além da reutilização de 73 metros quadrados de lona e poupou a emissão de 376,63 kg de CO2 no meio ambiente. 

“Todo o time está muito feliz com o prêmio e sentimos que estamos no caminho certo. Com o valor recebido, vamos investir em novos equipamentos para otimizar a produção, viabilizar a compra de novos materiais para confecção, como corda e ilhós e também capacitar mais pessoas dentro do time. Somos muito gratos pela mentoria excepcional da Sumitomo Chemical nessa trajetória, é muito gratificante ver que acreditaram na gente”, diz Ana Flávia.

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