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IBGE: Capacidade de armazenagem agrícola cresce 1,8% e chega a 192,2 milhões de toneladas no 2º semestre de 2022

Estoques de milho, soja e trigo crescem, enquanto os de arroz e café caem

Por: Redação Fonte: IBGE
15/06/2023 às 10h38
IBGE: Capacidade de armazenagem agrícola cresce 1,8% e chega a 192,2 milhões de toneladas no 2º semestre de 2022
Estoques de milho, soja e trigo crescem, enquanto os de arroz e café caem

No 2º semestre de 2022, a capacidade disponível para armazenamento no Brasil foi de 192,2 milhões toneladas, 1,8% superior ao semestre anterior. O número de estabelecimentos subiu 0,7% em relação ao primeiro semestre de 2022.

O Rio Grande do Sul possui o maior número de estabelecimentos de armazenagem (2.178), e o Mato Grosso possui a maior capacidade: 47,5 milhões de toneladas.

O estoque de produtos agrícolas totalizou 39,4 milhões de toneladas, um aumento de 7,4% frente às 36,7 milhões de toneladas do segundo semestre de 2021.

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Neste segundo semestre de 2022, as Regiões Norte, Centro-Oeste e Sul tiveram aumentos no número de estabelecimentos de 9,2%, 1,5% e 0,1%, respectivamente, enquanto Sudeste e Nordeste apresentaram quedas de 0,8% e 0,4%. Em relação aos cinco principais produtos agrícolas existentes nas unidades armazenadoras, os estoques de milho representaram o maior volume (18,1 milhões de toneladas), seguidos pelos estoques de soja (8,1 milhões), trigo (7,4 milhões), arroz (2,2 milhões) e café (0,9 milhão). Estes produtos constituem 94,0% do total estocado entre os produtos monitorados por esta pesquisa.

Capacidade dos silos chega a 99,2 milhões de toneladas, com alta de 3,2%

Em termos de capacidade útil armazenável, os silos predominam no País, tendo alcançado 99,2 milhões de toneladas no segundo semestre de 2022, ou 51,6% da capacidade útil total. Em relação ao primeiro semestre de 2022, a capacidade dos silos cresceu 3,2%.

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Número de estabelecimentos e capacidade útil, por Unidades da Federação
Brasil - 2º semestre 2022

UF Número de Estabelecimentos  Capacidade (t)
Total Convencional (1) Graneleiro Silo
BRASIL 8.435 192.181.994 22.635.957 70.330.155 99.215.882
RO 73 1.243.837 171.187 74.470 998.180
AC 20 80.950 12.900 0 68.050
AM 8 347.706 18.540 304.368 24.798
RR 13 135.286 12.200 0 123.086
PA 77 1.916.011 147.735 191.810 1.576.466
AP 10 212.168 66.168 0 146.000
TO 107 2.907.547 308.400 607.500 1.991.647
MA 61 2.216.067 70.649 1.668.600 476.818
PI 112 3.096.319 300.418 1.050.582 1.745.319
CE 70 961.880 552.665 21.758 387.457
RN 13 98.747 98.747 0 0
PB 13 310.762 96.432 2.480 211.850
PE 30 431.133 155.284 4.609 271.240
AL 5 53.302 17.402 3.000 32.900
SE 8 89.247 26.807 16.440 46.000
BA 166 4.724.964 541.307 2.078.194 2.105.463
MG 443 7.965.367 3.236.285 1.526.520 3.202.562
ES 82 1.309.893 557.149 554.740 198.004
RJ 12 119.693 15.007 11.653 93.033
SP 644 11.889.763 3.051.694 2.646.589 6.191.480
PR 1.353 33.179.050 4.441.958 10.131.207 18.605.885
SC 331 6.067.819 506.560 1.068.506 4.492.753
RS 2.178 35.166.345 2.855.650 7.891.319 24.419.376
MS 584 13.014.981 605.534 4.421.519 7.987.928
MT 1.422 47.494.383 3.064.694 27.665.987 16.763.702
GO 580 16.659.153 1.389.284 8.355.304 6.914.565
DF 20 489.620 315.300 33.000 141.320
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, Pesquisa de Estoques, 2º semestre de 2022.
Nota: (1) A capacidade dos armazéns convencionais, estruturais e infláveis foi convertida na proporção de 0,6t/m³

Na sequência, assinalam-se os armazéns graneleiros e granelizados, que atingiram 70,3 milhões de toneladas de capacidade útil armazenável, 0,4% superior à capacidade verificada no período anterior. Essa categoria é responsável por 36,6% da armazenagem nacional. 

Já os armazéns convencionais, estruturais e infláveis somaram 22,6 milhões de toneladas, o que representou aumento de 0,1% em relação ao primeiro semestre de 2022. Esses armazéns contribuem com 11,8% da capacidade total de armazenagem. 

Os silos predominam na Região Sul, sendo responsáveis por 63,9% da capacidade armazenadora da Região e 47,9% da capacidade total de silos do país. O tipo “graneleiros e granelizados” aparece com maior intensidade no Centro-Oeste, com 52,1% da capacidade da Região e 57,6% da capacidade total. Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis predominam no Sul (34,5%) e no Sudeste (30,3%). Estas duas regiões juntas correspondem a 64,8% da capacidade total de armazéns convencionais, estruturais e infláveis do país. 

Número de estabelecimentos aumentou nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste 

Com 8.435 estabelecimentos ativos no segundo semestre de 2022, a Pesquisa de Estoques apresentou um acréscimo de 0,7% no número de estabelecimentos ativos, quando comparada com a pesquisa do primeiro semestre de 2022. Neste segundo semestre de 2022, houve aumentos no número de estabelecimentos nas Regiões Norte (9,2%), Centro-Oeste (1,5%) e Sul (0,1%) e quedas no Sudeste (-0,8%) e no Nordeste (-0,4%). 

O Rio Grande do Sul possui o maior número de estabelecimentos de armazenagem (2.178), seguido do Mato Grosso com 1.422 e Paraná, que possui 1.353 unidades. Mato Grosso possui a maior capacidade de armazenagem do País, com 47,5 milhões de toneladas. Deste total, 58,3% são do tipo graneleiros e 35,3% são silos. O Rio Grande do Sul e o Paraná possuem 35,2 e 33,2 milhões de toneladas de capacidade, respectivamente, sendo o silo o tipo de armazém predominante nesses estados 

Estoques de milho, soja e trigo crescem, enquanto os de arroz e café caem 

O estoque de produtos agrícolas totalizou 39,4 milhões de toneladas, um aumento de 7,4% frente às 36,7 milhões de toneladas do segundo semestre de 2021

No segundo semestre de 2022, houve acréscimo nos estoques de milho (7,3%), soja (5,8%) e trigo (15,6%) e quedas no arroz (-6,8%) e no café (-21,5%). 

Estes produtos constituem 94,0% do total estocado entre os produtos monitorados por esta pesquisa, sendo os 6,0% restantes compostos por algodão, feijão preto, feijão de cor e outros grãos e sementes. 

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