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Novo arcabouço fiscal:

Governo brasileiro enfrenta desafios econômicos, incluindo a pandemia, desigualdade social, burocracia e corrupção. Novo arcabouço fiscal propõe medidas como limite de crescimento da despesa e meta de superávit primário.

Por: Redação Fonte: Economista Vinícius Brizola de Oliveira
03/04/2023 às 13h19 Atualizada em 03/04/2023 às 13h30
Novo arcabouço fiscal:
Economista Vinícius Brizola de Oliveira

A economia brasileira enfrenta desafios, como a desigualdade social, a burocracia, a corrupção e a infraestrutura deficiente. Além disso, a pandemia provocou um impacto significativo na economia do país, com a contração do PIB em 4,1% em 2020. O governo brasileiro vem implementando medidas para estimular a economia e promover o crescimento, como reformas estruturais, investimentos em infraestrutura e incentivos fiscais para empresas. 

Entretanto, tudo deve ser feito considerando a responsabilidade fiscal, que é importante para garantir a estabilidade econômica e a sustentabilidade das finanças públicas. Através dela, os governos são incentivados a gastar de forma responsável, priorizando investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e segurança. Por outro lado, a falta de responsabilidade fiscal pode levar a crises econômicas, aumento da dívida pública e perda de credibilidade do Estado. 

Diante desse cenário, o governo brasileiro tem trabalhado na elaboração de um novo arcabouço fiscal que pode trazer estabilidade e sustentabilidade às contas públicas.

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Uma das principais iniciativas desse novo arcabouço fiscal é um novo projeto de lei complementar, que é uma exigência da antiga Emenda Constitucional 126 conhecida como "PEC da transição”. A PEC estabelece regras para o controle das despesas públicas e provisões de medidas de ajuste fiscal em casos de emergência fiscal. Dentre as medidas previstas, destacam-se a possibilidade de redução de sofrimentos e jornadas de trabalho dos servidores públicos, a suspensão de concursos públicos e a criação de interrupção para limitar o crescimento das despesas obrigatórias.

Segundo a Agência Câmara de Notícias, o arcabouço proposto pelo governo prevê que a variação da despesa será sempre menor do que a variação da receita. Para isso, estabelece que o crescimento anual da despesa será limitado a 70% da variação da receita verificada dos últimos 12 meses (até julho). Assim, se a arrecadação subir 2%, a despesa poderá aumentar até 1,4%.

A proposta prevê ainda um piso e um teto para o crescimento real das despesas, que não poderão crescer menos de 0,6% nem mais de 2,5% ao ano. Por exemplo, se a receita crescer 6%, a regra de 70% permitiria aumento de 4,2% nas despesas, mas o limite será os 2,5%, mantendo o ritmo dos gastos sempre abaixo da receita. Segundo o governo, o piso da enfermagem e o Fundeb, que financia a educação pública básica, não seriam afetados por estes limites.

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Combinado a isso, o arcabouço prevê uma meta de superávit primário das contas públicas (receitas superiores às despesas), também com um sistema de bandas (piso e teto) com variação de 0,25% para cima ou para baixo, e um mecanismo de trava da despesa em caso de descumprimento. Assim, quando o superávit superar o teto da banda, o excedente será usado para investimentos no ano seguinte. Quando ficar abaixo do piso, a despesa vai crescer menos no ano seguinte: 50% do aumento da receita.

Outras iniciativas também estão em andamento, como a reforma tributária e a reforma administrativa. A reforma tributária tem como objetivo simplificar o sistema tributário brasileiro e torná-lo mais eficiente, enquanto a reforma administrativa propõe mudanças na estrutura do funcionalismo público e nas regras para contratação e demissão de servidores.

Apesar de ainda estarem em discussão, essas iniciativas são essenciais para que o Brasil possa superar seus desafios fiscais e retomar o crescimento econômico de forma sustentável. No entanto, é importante que essas medidas sejam integradas de forma responsável e equilibrada, levando em conta as necessidades e ao mesmo tempo garantindo a proteção dos direitos da população.

Economia e Agro
Economia e Agro
A Coluna Economia e Agro é escrita pelo economista Vinícius Brizola de Oliveira, atual Secretário da Fazenda do município de Piraí do Sul, nos Campos Gerais, que conhece o potencial econômico da região. Já trabalhou por mais de uma década no setor do agronegócio na área de finanças e, hoje, no setor público, complementa sua visão sobre as necessidades da região.
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