Sexta, 03 de Julho de 2026
12°C 20°C
Castro, PR
Publicidade

Grupo com professores da UEPG descobre registro rupestre inédito de araucárias

Os registros de pinturas rupestres de araucária ficam na região de Piraí do Sul. É a primeira vez que pesquisadores encontram a representação da árvore, símbolo do Paraná, registrada como pintura rupestre.

Por: Redação Fonte: Secom UEPG
07/02/2023 às 22h02 Atualizada em 07/02/2023 às 22h28
Grupo com professores da UEPG descobre registro rupestre inédito de araucárias
Segundo o artigo, o conjunto de araucárias possui uma continuidade na técnica de representação, o que reforça a hipótese de que o painel representa uma floresta ou capão de mata com araucárias. Fotos: Jéssica Natal e Rodrigo Aguilar Guimarães, membro do

O Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas (Gupe), que conta com professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), descobriu registros de pinturas rupestres de araucária na região de Piraí do Sul. É a primeira vez que pesquisadores encontram a representação da árvore, símbolo do Paraná, registrada como pintura rupestre. Encontrado em setembro de 2021, o resultado do estudo foi publicado na última sexta-feira (03), com o artigo ‘Primeiro registro de arte rupestre com representações de Araucaria angustifolia, Sul do Brasil‘.

A descoberta arqueológica é um painel de araucárias, elaborado em superfície de arenitos de 0,36 m². Ao todo, foram identificadas representações de 13 araucárias e 20 antropomorfos (que são representações humanas). Pelo alto grau de detalhes das pinturas, o Grupo identificou que o painel pode ter sido elaborado pelos povos originários Macro-Jê, antepassados de comunidades indígenas presentes atualmente no sul do Brasil, como os Kaingang e Xoclengues

Segundo o artigo, o conjunto de araucárias possui uma continuidade na técnica de representação,  o que reforça a hipótese de que o painel representa uma floresta ou capão de mata com araucárias. A professora Nair Fernanda Burigo Mochiutti fez parte do grupo que descobriu as pinturas. Era 04 de setembro de 2021 quando os primeiros registros foram descobertos. “Estávamos cadastrando uma caverna e um colega nos chamou para contar o que tinha visto. Fomos todos juntos olhar para o painel das araucárias e lembro que mostrei o braço toda arrepiada, porque realmente foi na hora que percebemos e reconhecemos que eram as araucárias. Foi de arrepiar, bem emocionante”, relembra.

Continua após a publicidade
Anúncio

Apesar da deterioração pela passagem natural do tempo, pesquisadores afirmam que as representações das árvores são altamente detalhadas e fiéis aos aspectos típicos da espécie, o que é inédito entre outros achados rupestres da região. “A descoberta tem um apelo e simbolismo grandes, porque quando você vê uma pintura de uma espécie da flora que não é tão comumente documentada nas pinturas rupestres, é muito emocionante”, relata Nair. Segundo ela, a expectativa em divulgar a descoberta de pinturas das árvores símbolo da região era grande. “Desde o início, tínhamos muita vontade de compartilhar para outras pessoas, e durante muito tempo seguramos essa informação até de pessoas próximas, familiares e amigos”.

Continua após a publicidade
Anúncio

Documentação

Muito antes do Movimento Paranista; que iniciou em 1920, pela proposta estética de valorizar a identidade paranaense com elementos do Estado, especialmente a araucária; o povo Macro-Jê já registrava e pintava as araucárias no seu cotidiano. O professor Henrique Simão Pontes, do Departamento e Geociência e membro do Gupe, explica que as pinturas datam de aproximadamente 4 mil anos atrás. “Mas é complexo citar data em pinturas rupestres, porque é necessário fazer adaptações relativas de fragmentos encontrados nas proximidades”, adverte. Para ter o parâmetro temporal, o Grupo estudou sobre os povos originários que habitaram a região e como eles e as araucárias se desenvolveram. “Identificamos que esses primeiros grupos coincidem com a entrada de 4 mil anos pra cá, mas é um recorte grande, pode ser 4 mil, 1 mil, 700 anos atrás ou quem sabe até menos”.

A própria natureza deu cargo de proteger as pinturas ao longo dos anos. O local em que abriga o painel está localizado a 1.130 metros de altitude, próximo a um afluente do rio Piraí-Mirim. A vegetação ao redor do abrigo é composta por pastagens e matas secundárias, em diferentes estágios de regeneração, cobrindo parcialmente encostas e vales ao longo do curso d’água.  “Essas pinturas não pertencem ao proprietário das terras ou ao Gupe, mas a todo povo brasileiro, à história e à cultura. É emocionante fazer parte dessa descoberta, para que as pessoas tenham conhecimento de que já há muito tempo essa árvore é importante, desde os povos originários”, destaca a professora Laís Luana Massuqueto.

Histórico - Os painéis rupestres, possivelmente deixados pelos povos Jê, são complexos, segundo o artigo – com representações de figuras humanas, plantas cultivadas e símbolos que podem representar elementos de grupos e modos de apropriação da paisagem ou delimitação do território. O achado distingue de outros da região. “Baseado não apenas no grau de detalhamento com que os elementos são representados, mas também na presença de mais de 20 antropomorfos representados em movimento, possivelmente em algum tipo de ritual”, destaca o artigo.“Encontramos outros estudos que citam a influência dos povos Macro-Jê para a disseminação da araucária, que mostra que a expansão das árvores no sul do Brasil não recorreu apenas de um processo natural, mas também passou por influência desses povos originários”, destaca o professor Henrique.  Apesar de ser um estudo inicial, os pesquisadores do Gupe acreditam que a descoberta é importante e representativa às comunidades pré-históricas que habitavam o Paraná. “Sempre nos questionávamos o motivo de não ter pintura rupestre de araucária, porque ela tem um significado grande no nosso atual estágio cultural. Quando a gente encontra esse registro, chegamos a uma hipótese de que [a araucária] também poderia ter uma representação forte para esses povos”, completa.
 
Autoridades estaduais e municipais assinam a Ordem de Serviço que marca o início das obras de revitalização do acesso ao Santuário de Nossa Senhora das Brotas, em Piraí do Sul.
INVESTIMENTOS Há 17 horas

Obras na Avenida Nossa Senhora das Brotas iniciam com R$ 12 milhões e fortalecem a Rota do Rosário

Revitalização do acesso ao Santuário de Nossa Senhora das Brotas, em Piraí do Sul, contempla pavimentação, ciclovias, calçadas e melhorias na mobilidade. O Governo do Estado também anunciou mais R$ 20 milhões em asfalto urbano para o município.

Peregrinos, religiosos e autoridades participaram da 11ª Romaria Centenária da Rota do Rosário no Santuário de Nossa Senhora das Brotas, em Piraí do Sul. Foto Toninho Anhaia
ROMARIA CENTENÁRIA Há 4 dias

11ª Romaria Centenária fortalece a Rota do Rosário e consolida Piraí do Sul como portal do turismo religioso no Paraná

O evento reuniu representantes dos 18 santuários da Rota do Rosário no Santuário de Nossa Senhora das Brotas, celebrou o centenário das dioceses de Jacarezinho e Ponta Grossa e reforçou o turismo religioso como vetor da fé, integração e desenvolvimento econômico.

Buraco do Padre lança 1º Festival de Inverno com experiências noturnas, gastronomia e atrações culturais
FESTIVAL INVERNO Há 1 semana

Buraco do Padre lança 1º Festival de Inverno com experiências noturnas, gastronomia e atrações culturais

Programação inédita acontece de 11 a 26 de julho e reúne observação da natureza, apresentações musicais, gastronomia regional, feira de produtores locais, entre outras ações

Museu Parque Histórico de Carambeí celebra o Dia do Imigrante com Museu Interativo
Parque Histórico Há 1 semana

Museu Parque Histórico de Carambeí celebra o Dia do Imigrante com Museu Interativo

O Museu Interativo é uma iniciativa da comunidade que transforma o Museu em um palco vivo da memória.

O projeto é o primeiro de abrangência regional voltado ao território do leite no Paraná. fotos Roger Borges da Luz
INDÚSTRIA E TURISMO Há 1 semana

Castro e Sebrae lançam Rota do Leite no Vale do Leite e projetam turismo regional

O projeto é o primeiro de abrangência regional voltado ao território do leite no Paraná, contemplando todos os municípios produtores da região. A proposta une turismo, inovação, identidade e produção em torno do “Vale do Leite”, reconhecido nacionalmente como um dos principais territórios de produção leiteira da América Latina.

Castro, PR
17°
Tempo nublado
Mín. 12° Máx. 20°
17° Sensação
2.02 km/h Vento
83% Umidade
96% (0.43mm) Chance chuva
07h05 Nascer do sol
17h43 Pôr do sol
Sábado
16° 11°
Domingo
21° 12°
Segunda
21° 12°
Terça
17°
Quarta
17°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,18 -0,53%
Euro
R$ 5,92 -0,47%
Peso Argentino
R$ 0,00 -3,03%
Bitcoin
R$ 338,531,27 +0,35%
Ibovespa
173,582,56 pts 0.46%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade