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Moro recebe carta com reivindicações do agronegócio

Na manhã desta segunda-feira, durante o 35º Show Rural Coopavel, o senador Sergio Moro recebeu um documento com reivindicações do setor do agronegócio. O texto, redigido pelo Sindicato Rural de Cascavel, traz várias solicitações que refletem os desejos da cadeia produtiva.

Por: Redação
06/02/2023 às 20h15 Atualizada em 06/02/2023 às 20h25
Moro recebe carta com reivindicações do agronegócio
Moro recebe carta entregue pelo presidente do Sindicato Rural, Paulo Orso Crédito: Assessoria

O senador Sergio Moro recebeu no fim da manhã desta segunda-feira, durante o 35º Show Rural Coopavel, um documento com reivindicações do setor do agronegócio. Redigido pelo Sindicato Rural de Cascavel, o texto traz inúmeras solicitações que repercutem anseios de uma cadeia produtiva responsável por 27% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

“O agronegócio é responsável por gerar mais de R$ 1,2 trilhão aos cofres públicos todos os anos, por empregar milhões de pessoas e por contribuir com o processo de desenvolvimento econômico e social do nosso País”, afirma o presidente do Sindicato, o agropecuarista Paulo Roberto Orso. A missão e o talento do produtor rural brasileiro, conforme Orso, é trabalhar e produzir alimentos que abastecem a mesa de cerca de um bilhão de pessoas em todo o mundo.

Pauta

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Para que o agro nacional siga seu curso de crescimento, o Sindicato Rural de Cascavel entende como imprescindível a observação dos seguintes pontos:

1) Defesa irrestrita ao Direito à Propriedade, ameaçado pelo avanço das discussões sobre a destinação de terras produtivas e cumpridoras de seus compromissos legais e tributários, para fins de transformação em território indígena.

2) Acompanhamento do Parlamento na condução do processo de renegociação do Tratado de Itaipu, priorizando, na escala de interesses nacionais, as demandas dos territórios localizados em seu entorno, representados pelos municípios afetados diretamente e indiretamente.

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3) Inclusão como prioridade na pauta do Poder Legislativo o debate sobre a consolidação definitiva dos títulos de propriedades rurais localizadas na área da Faixa de Fronteira.

4) Apoio do Senado da República à retomada das negociações envolvendo a nova licitação para duplicação de rodovias paranaenses, com compromisso de redução de tarifas, retirada de outorga onerosa e segurança jurídica na defesa do interesse público.

5) Inserção da luta pela retomada das obras de duplicação do trecho entre Cascavel e Marmeleiro e Toledo e Guaíra da BR 163, fundamentais para o desenvolvimento regional, bem como da Construção do Terminal de Cargas do Aeroporto Regional do Oeste do Paraná, em Cascavel, na pauta de prioridades do Poder Legislativo.

6) Apoio no combate à aprovação do fracking como modelo de atividade econômica ou como forma de exploração de bens minerais.

“Obras estruturais são fundamentais para futuro do agro”, diz Sergio Moro

A Ferroeste, sua extensão ao Mato Grosso do Sul e ramais em direção a Foz do Iguaçu e também ao interior de Santa Catarina, é uma das principais pautas estruturais há décadas defendidas por setores organizados do agro e por produtores rurais do Oeste do Paraná. A reivindicação ganha agora mais um aliado importante, o senador recém-empossado Sergio Moro, que foi eleito pelo União Brasil, e que esteve nesta segunda-feira em visita ao Show Rural Coopavel. O senador foi recepcionado pelo presidente Dilvo Grolli.

 

Moro considera o modal ferroviário como estratégico para o Paraná e também para o desenvolvimento do País. “Estamos em uma região e em um Estado agrícola e uma ferrovia, além de trazer facilidades e agilidade, tornaria nossos produtos ainda mais competitivos”. Sobre o pedágio, Moro entende que dois aspectos estão entre os fundamentais: investimentos e tarifa justa. “Assumi o compromisso de defender o agronegócio e farei isso no Senado, porque entendo e reconheço o agro como uma bandeira de todos nós”.

Sobre sua atuação como senador, Moro informou que fará uma oposição racional e democrática. Uma das recentes propostas que ele apresentou no Senado é de fazer com que as decisões do CMN (Conselho Monetário Nacional), principalmente sobre o regime de metas, ocorram por decisão unânime e não por maioria. Outro compromisso que ele reassume é com a recuperação da pauta anticorrupção. “Sem isso, sem combater a corrupção, que é a origem de muitos males principalmente no setor público, não haverá avanços fundamentais que há muito o Brasil persegue e merece ter”.

O presidente Dilvo Grolli e Sergio Moro, que concedeu entrevista coletiva à imprensa - Crédito: Assessoria

 

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