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Laboratório da UEL busca novos doadores de sangue para transfusão em cães

Unidade do Hospital Veterinário, primeiro do País a ter um banco de sangue para pets, tem 40 cães doadores e precisa aumentar o número para atender a demanda. Doador tem que ser dócil, ter entre 2 e 8 anos e no mínimo 26 quilos. O local também coleta sangue para gatos.

Por: Redação Fonte: AEN
03/02/2023 às 15h32
Laboratório da UEL busca novos doadores de sangue para transfusão em cães
Laboratório da UEL pede novos doadores de sangue para transfusão em cães e gatos Foto: O Perobal/UEL

O Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina (HV-UEL), primeiro do País a ser registrado como um banco de sangue de cães e gatos, quer atrair novos doadores. Isso porque a demanda por sangue, especialmente de cães com anemia, aumentou bastante. Atualmente a unidade conta com cerca de 40 cães voluntários. O local também faz coleta para transfusões em gatos. 

“Uma transfusão de sangue realizada com segurança ajuda a salvar vidas. Já uma transfusão mal feita pode antecipar a morte”, afirma a professora do Departamento de Clínicas Veterinárias (CCA), Patrícia Mendes, coordenadora do Laboratório de Medicina Transfusional do HV-UEL.

A captação do sangue é feita sem o uso de sedativos. Por conta disso, é importante que os doadores sejam dóceis para que permaneçam por cerca de 10 minutos imóveis, sem prejudicar a coleta. Os cães precisam ter entre 2 e 8 anos e no mínimo 26 kg (grande porte), além de estarem com as vacinas em dia. No caso das fêmeas, é importante que os tutores aguardem cerca de 15 dias desde o último período fértil (cio) e se certifiquem de que ela não está esperando filhotes.

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Como cada animal pode realizar no máximo quatro doações por ano, ou seja, uma a cada três meses – assim como os humanos – o atual volume de doações não supre a necessidade do Hospital Veterinário da UEL, referência para casos graves em toda a Região Metropolitana de Londrina.

“Colhemos 450 ml de sangue. Essa bolsa fica em repouso por uma hora, centrifugamos esse sangue e separamos os hemocomponentes. O plasma é congelado e as hemácias vão para uma geladeira própria. O plasma, dependendo do tipo, pode durar um ano, e o concentrado de hemácias, com o manitol, um suplemento para elas ficarem bem, dura até 35 dias. Mas, eles não duram três dias aqui porque a demanda é grande”, diz a professora Patrícia.

O primeiro passo do tutor para que o cão se torne um doador é preencher o formulário neste link.

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QUATRO PATAS – Por conta dos critérios para a doação, cães de raças que desenvolvem maior porte acabaram se tornando referências para os pacientes diagnosticados com anemia ou que tenham sido vítimas de acidentes. Dentre os doadores, destacam-se os rottweilers, labradores, além de cães das raças pit bull, akita, são bernardo, pastor alemão e golden retriever.

É o caso do querido Aslan, um simpático golden retriever de 37 kg cuja visita ao Laboratório de Medicina Transfusional recebeu inúmeras curtidas no perfil do Instagram do Projeto Vida.

CUIDADOS – Para garantir que não ocorra a contaminação do sangue coletado, a equipe do laboratório utiliza as mesmas bolsas usadas na coleta de sangue humano. “Fazemos a coleta em sistema fechado, em que não há contato com o ar. Se no HV for preciso uma transfusão, somos nós que fazemos. Acompanhamos o paciente controlando a transfusão sanguínea”, conta Patrícia. 

ANEMIA EM CÃES – Gesto de generosidade que pode ser decisivo para salvar a vida de um animalzinho de estimação, a doação também pode ser muito benéfica para os animais doadores. Isso porque o plasma coletado passará por uma análise laboratorial que poderá constatar doenças ou alterações. “É como se o cãozinho pudesse passar por uma consulta ao veterinário gratuita a cada três meses”, diz a coordenadora do Laboratório de Medicina Transfusional.

A professora explica que boa parte do sangue coletado vai para cães que desenvolveram anemia. Estes pacientes acabam consumindo cerca de 95% do volume de sangue coletado todos os meses, sendo bem menor o número de pacientes com traumas que necessitam de transfusões. O número de gatos que precisam do atendimento também é bem inferior.

Assim como nos humanos, as causas da anemia em cães têm origem em doenças autoimunes, dieta inadequada que pode derrubar as taxas de ferro no sangue e, ainda, doenças causadas por parasitas. “São muito comuns em cães as doenças transmitidas por carrapatos, como a Ehrlichia e Babesia. Elas levam à anemia e à diminuição de plaquetas”, explica Patrícia.

Um exemplo de caso delicado que precisou ser atendido no Hospital Veterinário foi registrado logo no início deste ano, quando a equipe precisou destinar diversas bolsas de sangue a um cãozinho vítima de uma picada de cobra. “Precisamos de várias bolsas de sangue, várias de plasma fresco congelado. São muitas situações, pacientes com neoplasia, insuficiência renal, um leque bem grande que acaba levando à anemia”, completa. 

PROJETO VIDA – O Projeto Vida conta com 20 alunos do curso de graduação em Medicina Veterinária da UEL que atuam na captação dos doadores, coleta, separação, armazenamento, controle de qualidade e transfusão do sangue. Mais informações podem ser solicitadas pelo WhatsApp (43) 9 9192 2255 ou pelo perfil do projeto no Instagram.

 

 
 
 
 
 
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