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Descubra como reduzir os custos com a lavoura através do controle biológico de pragas e doenças

O controle biológico de pragas e doenças pode ser uma importante ferramenta para reduzir os custos da lavoura, mas o produtor deve estar atento a diversos fatores para o sucesso no sistema de produção.

Por: Redação Fonte: Redação
19/06/2020 às 22h15
Descubra como reduzir os custos com a lavoura através do controle biológico de pragas e doenças
O consumidor está cada vez mais exigente quanto a escolha de um alimento mais saudável e livre de resíduos.

José Saulo Gonçalves, gerente do departamento técnico e sócio da Grão de Ouro Agronegócios, e Patrick Vilela, gestor do Ourobio, no setor de manejo biológico da Grão de Ouro Agronegócios debateram esses fatores, no dia 16 de maio, do Encontro de Gigantes: “Agricultura moderna: redução de custos através de biológicos”. O evento online é promovido pela Verde, empresa que produz o fertilizante K Forte®. 

Segundo José Saulo Gonçalves o uso de produtos biológicos iniciou-se em 2006, em seu trabalhado de consultoria, pela necessidade de reduzir o mofo branco nas lavouras de alguns clientes da Grão de Ouro Agronegócios:  “No quarto ano de estudo técnico é que começamos a ver os resultados com o uso dos produtos biológicos. E não é só uma questão de redução de custos, mas de economia, diminuição de insumos, preservação do meio ambiente.” 

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Patrick Vilela, gestor do Ourobio - serviço de tecnologia e análises da Grão de Ouro Agronegócios, confessou quando estudou sobre os biológicos na graduação não acreditava que esse segmento dos fosse dar certo tão rapidamente. A ideia, segundo ele era de trabalhar esse conceito de agricultura sustentável com crianças e jovens pensando nas próximas gerações.   “O divisor de águas foi quando as demandas começaram aumentar. E pensando sempre na agricultura sustentável e responsável, fomos em busca do que tinha de mais moderno no setor”.  

 

Para Patrick, a agricultura está evoluindo cada vez mais e vem trazendo resultados positivos. “Não estamos aqui para defender uma ferramenta biológica específica, mas pensamos no controle biológico como sendo mais uma ferramenta de manejo”. 

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 Umas das linhas de trabalho do Ourobio, como informou Patrick é a de qualificar o consultor técnico para que ele leve a informação para o cliente final sobre enriquecimento do solo com microbiota e manejo adequado. 

 A Grão de Ouro acredita no crescimento do mercado de biológicos, como disse Patrick: “O crescimento de produtos biológicos no Brasil chega a 77% anual e temos mais espaço. Acreditamos muito nesse trabalhando, melhorando a eficiência do produto químico e, principalmente, trazendo a rentabilidade para o produtor.” 

 

Ao falar sobre os principais erros que os produtores rurais cometem nos manejos biológicos, Patrick comenta:  “Hoje a Grão de Ouro trabalha com os biodefensivos, ativadores, repositores, com tecnologia de fertilizantes, pensando nessa microbiota do solo. Tem produtos que não são compatíveis, que precisam ser aplicados de forma correta e na hora correta.” É comum que o produtor não conheça os detalhes e cometa erros de misturar produtos, por exemplo. 

 

Em relação à multiplicação on-farm, Patrick não vê a tecnologia como sendo segura. Segundo ele, existe a chance de se multiplicar organismos não desejáveis, além dos vários pontos de atenção como controle do vento, temperatura, pressão, e assepsia correta. “A nossa biofábrica é o nosso solo. É lá que o produtor tem que enriquecer a matéria orgânica e os microrganismos. Essa é a multiplicação que defendemos”. 

 

Para José Saulo é muito diferente recomendar o uso de um produto biológico e de um produto químico. “O maior erro está no modismo, não é porque deu certo com a propriedade do vizinho que dará certo na sua. Por isso a importância da consultoria, é preciso entender todo o ambiente primeiro”.  Outro erro segundo José Saulo é o radicalismo de trocar o sistema de controle químico pelo controle biológico sem ser gradativo, é preciso fazer testes técnicos para tomar a melhor decisão. Deve ser acompanhado bem de perto. 

 

José Saulo fala que além do produto biológico tem a questão do manejo de sistema. Ele cita o K Forte®: “A gente recomenda o K Forte® que, além de repor o potássio no sistema ele vai ativar a biologia do solo e trazer magnésio e silício. Temos recomendado para a reposição de potássio, na transição do cloreto de potássio e na adubação de sistema, na safrinha.” 

 Como Patrick explica o papel da matéria orgânica no solo é de extrema importância. “Não existe uma receita pronta e sim para cada realidade: nós selecionamos os melhores parceiros, produtos registrados, defendemos os melhores produtos”. 

 

O consumidor está cada vez mais exigente quanto a escolha de um alimento mais saudável e livre de resíduos, acrescenta Patrick: “Repassamos essas novas tecnologias de forma padronizada, através do nosso time qualificado, seja para a redução de custos, para um manejo mais eficiente ou por causa da exigência do cliente final”. 

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