
Situada em uma região denominada de Campos Gerais, segundo Saint- Hilaire, viajante francês que no século XIX esteve no Brasil e em suas andanças percorreu a região dos Campos Gerias e assim descreveu “Esses campos constituem inegavelmente uma das mais belas regiões que já percorri desde que cheguei à América... até onde a vista pode alcançar, descortinam-se extensas pastagens, pequenos capões onde se sobressai a valiosa e imponente araucária surgem aqui e ali nas baixadas...apelidei os Campos Gerais de paraíso terrestre do Brasil.”
No século XVIII, o governo português resolve doar terras nos Campos Gerais à quem quisesse aproveitá-las.
O primeiro pedido das terras foi feito em 1704, pelo paulista José de Góes e Morais, filho do Capitão-mor Pedro Taques de Almeida. Em poucos anos essa família estava de posse dos vales dos rios Verde, Pitangui e Tibagi.
A região teria que ser povoada e produtiva, trouxeram aos Campos Gerais camaradas, animais e fundaram currais para criação de gado.
José de Góes e Morais requereu junto a coroa portuguesa a Sesmaria do Rio Verde, entre o Pitangui e Itaiacoca. Com o tempo ele se tornou o único proprietário das terras.
Em agosto de 1727, José de Góis e Morais doou a sesmaria de Itaiacoca, também chamada de Pitangui à Ordem dos Jesuítas, chamada de Companhia de Jesus.
Alguns anos antes, 1707, já havia no local um oratório em louvor à Santa Bárbara. Segundo consta, dinheiro doado por Ana Siqueira de Mendonça, viúva de Domingos Teixeira de Azevedo, para pagar uma promessa à Santa Bárbara.
Já em 1727 o oratório foi substituído por uma Capela construída por José Tavares de Serqueira, dedicada à Santa Bárbara do Pitangui. A Capela era ponto de chegada dos tropeiros que traziam animais do Rio Grande do Sul para São Paulo por volta de 1751.
Com a expulsão dos Jesuítas em 1759 por ordem do Marquês de Pombal, a Capela passou a ser gerida pela Ordem dos Carmelitas, do Capão Alto. Em 1772, a Ordem também deixou a região com medo que acontecesse o mesmo com eles.
As terras voltaram para a mãos do governo português. Por volta de 1909, a família de Euzébio Batista Rosa adquiriu a fazenda. E em 1920 passou a ser propriedade de João Nadal e mais tarde em 1968, com a divisão do local por herança, passou à família de Nestor Natal Carraro, permanece até hoje.
A primeira reforma foi realizada na década de 70 pela família de Nestor Carraro, o proprietário da Fazenda Pitangui.
Em 2000 a Capela foi tombada pelo COMPAC (Conselho Municipal de Patrimônio Cultural ) de Ponta Grossa. O restauro foi realizado entre os anos de 2002 e 2003, por meio de verba liberada junto ao Ministério da Justiça.
Capela Santa Bárbara, primeira construção religiosa dos Campos Gerais.
A capela se encontra na parte central de um grande pátio todo gramado e em sua volta existe um muro em taipa, hoje entremeado por arvores. Existia uma casa ao lado da capela, hoje resta somente um muro em taipa, senzala
Local hoje está preparado para atender visitantes interessados em conhecer as nossas relíquias e tradições, aberto à visitação pública. Local de tranquilidade e contemplação. Fora dos muros da capela existe um local aprazível e aconchegante para em época de inverno, aqui são rigorosos, tomar aquele café bem quentinho com uma sapecada de pinhão ou o chocolate delicioso com tortas maravilhosas. O local é aberto aos feriados e durante o final de semana, é o Café da Santa, referência a Santa Bárbara.