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Bunge assina contrato para compra dos ativos da Imcopa

A transação final espera a homologação do CADE, portanto, com a aprovação a Bunge, dará mais um passo para se consolidar como maior processadora de oleaginosas do Brasil.

Por: Redação Fonte: Reportagem Toninho Anhaia com Assessoria
21/05/2020 às 16h22 Atualizada em 29/05/2020 às 09h59
Bunge assina contrato para compra dos ativos da Imcopa
A Bunge tem o maior número de unidades de esmagamento e refino de oleaginosas do Brasil, com 12 fábricas, seguida pela Cargill com oito, segundo dados da Abiove de 2018. Foto Divulgação

O agronegócio brasileiro apesar da crise que o país enfrenta mostra perspectiva positiva para o setor, tanto que grandes negociações vem ocorrendo. A unidade brasileira da Bunge assinou um contrato para adquirir duas plantas de esmagamento de soja da Imcopa, conforme contato com a assessoria de imprensa nesta quinta-feira, 21 de maio de 2020. Portanto, a empresa da mais um passo para consolidar sua posição como maior processadora de oleaginosas do Brasil. O fechamento da transação espera somente o parecer do CADE. “A Bunge confirma que assinou o contrato para a compra de ativos da Imcopa. Após a assinatura, terá início o processo de análise do CADE. Ressaltamos que o fechamento da transação ocorrerá somente após as aprovações regulatórias.”, explica a nota da assessoria de imprensa da Bunge.

A Imcopa, que está em recuperação judicial confirmou a assinatura do contrato de intenção de compra e disse em nota que o objetivo da venda é manter o funcionamento das fábricas e proteger os empregos. "A Imcopa informa que assinou em 18 de maio os contratos de venda das unidades produtivas isoladas de suas duas plantas industriais — Araucária e Cambé, no Paraná, passo fundamental para o cumprimento do plano de recuperação judicial aprovado pelos credores e homologado pela Justiça. O objetivo da venda é garantir a operação sustentável das unidades e preservar os interesses de todos os colaboradores e parceiros de negócio, protegendo os empregos locais e a economia regional. Com a assinatura do contrato, terá início a análise pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O fechamento da transação ocorrerá somente após as aprovações pelos órgãos reguladores.", relata a assessoria de imprensa da Imcopa.

O Paraná responde por quase 19% da capacidade de processamento de oleaginosas do Brasil, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

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Uma das fábricas da Imcopa a de Araucária fica a 100 km do porto de Paranaguá e produz proteína de soja concentrada usada para alimentação de animais.

A Bunge tem o maior número de unidades de esmagamento e refino de oleaginosas do Brasil, com 12 fábricas, seguida pela Cargill com oito, segundo dados da Abiove de 2018.

A Bunge disse que existem sinergias para o comprador administrar às duas unidades. Com informações coletadas nas assessorias.

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Porto de Paranaguá -  O agronegócio representa 80,3% das exportações do Paraná

 

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