Quinta, 09 de Julho de 2026
8°C 21°C
Castro, PR
Publicidade

Pandemia do novo coronavírus começa a afetar mercado agropecuário em SC

A maçã fuji sofre com a redução da demanda escolar, causada pelo cancelamento das aulas em decorrência do isolamento domiciliar. A maior demanda da fruta se concentra nesse momento nas redes de atacado e varejo e pequenos varejistas. Assim, a estratégia das classificadoras é segurar os novos lotes para reduzir a oferta e pressionar a valorização dos preços da variedade.

Por: Redação Fonte: Redação
21/04/2020 às 19h17
Pandemia do novo coronavírus começa a afetar mercado agropecuário em SC
Maçã fuji sofre com a redução da demanda escolar, causada pelo cancelamento das aulas

A pandemia do novo coronavírus já se reflete no mercado agropecuário. O Boletim Agropecuário emitido em abril pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) aponta as cadeias produtivas da maçã, feijão, trigo, cebola e leite como afetadas em maior ou menor grau pela crise causada pela Covid-19.

Os afetados pela pandemia

A maçã fuji sofre com a redução da demanda escolar, causada pelo cancelamento das aulas em decorrência do isolamento domiciliar. A maior demanda da fruta se concentra nesse momento nas redes de atacado e varejo e pequenos varejistas. Assim, a estratégia das classificadoras é segurar os novos lotes para reduzir a oferta e pressionar a valorização dos preços da variedade.

Continua após a publicidade
Anúncio

O feijão teve alta significativa nos preços, o que, na avaliação da Epagri/Cepa é efeito da pandemia somada à estiagem que atinge o Sul do país. Em Santa Catarina, o preço pago ao produtor pelo feijão-carioca teve alta de 22,24%. No caso do feijão-preto, os produtores catarinenses perceberam alta de 6,13%.

O trigo foi outro produto cujos preços continuaram a subir em março. O cenário é resultado da dificuldade de importações dos países vizinhos e aumento da demanda interna em função da pandemia, aliada à alta do dólar. Os produtores catarinenses receberam em março R$46,36 em média pela saca de 60 Kg, alta de 1,62% no mês. Em Santa Catarina, o plantio do trigo começa normalmente em junho. Para a safra 2020/2021 a expectativa é de aumento da área plantada em função das previsões de crescimento da demanda nos cenários nacional e mundial.

A cebola teve o ritmo de escoamento de produção afetado pela pandemia, mas não os preços, que alcançaram o melhor patamar até o momento. O preço de comercialização da cebola nesta safra teve grande variação. Em Santa Catarina, a comercialização chegou a ficar bem abaixo da estimativa do custo de produção. Em março os valores reagiram. Segundo a Epagri/Cepa, os produtores catarinenses iniciaram o mês de março com preço da cebola classe 3 a R$1,00/kg. No final da primeira quinzena, passaram a receber de R$1,20/kg a R$1,55/kg, fechando o mês a R$2,20/kg nas regiões de Rio do Sul e Ituporanga.

Continua após a publicidade
Anúncio

Para todos os segmentos da cadeia produtiva do leite, o cenário para os próximos meses é muito preocupante, aponta o boletim da Epagri/Cepa. A produção brasileira tem ficado abaixo dos níveis esperados. Mesmo com o decréscimo de oferta, os preços dos lácteos não davam sinais de recuperação. A chegada da entressafra tendia a mudar esse quadro, mas a pandemia da Covid-19 complicou a situação do setor. Parte dos produtores catarinenses já sentirá os efeitos disso em abril, com queda no preço recebido. Outra parte deve receber preços igual ou levemente acima dos de março.

Grãos

O mercado do arroz segue aquecido em Santa Catarina, contrariando a tendência de redução dos preços nesse período. Até o momento, 97% da área plantada na safra principal de 2019/20 já foi colhida e a expectativa é de produção normal na maioria das regiões.

O milho sofre com a estiagem, que causou retração de 10% na produção catarinense em relação à safra anterior. Os preços, que estavam em elevação desde setembro, apresentaram sinais de recuo na primeira quinzena de abril. Isso é reflexo do cenário internacional, já que, diante da desvalorização do petróleo, a demanda pelo cereal no mercado externo retraiu e, consequentemente, as cotações no mercado doméstico também. Outro fator é o recuo na produção de etanol nos Estados Unidos e Brasil, diminuindo a demanda por milho.

A produção esperada de soja no Estado deve ser 4,4% inferior à safra anterior. A redução só não foi maior em função do aumento de mais de 10 mil hectares da área cultivada e aos bons rendimentos das lavouras em municípios do Oeste do Estado. Apesar do impacto da pandemia no mercado internacional das commodities, os preços se mantém fortalecidos em função da cotação do dólar frente ao real em fevereiro e março. Em Santa Catarina, os preços em março apresentaram uma reação de 6,88% em relação ao mês anterior e de 13,2% frente ao mesmo mês do ano passado.

Pecuária

Conforme o esperado, o preço médio do boi gordo em Santa Catarina registrou queda de 7,4% na comparação entre fevereiro e dezembro últimos. Contudo, quando se compara a média preliminar de fevereiro com o mesmo mês de 2019, as variações são positivas: 6,8% em Chapecó, 14,8% em Lages e 21,4% na média estadual.

O frango enfrentou queda de 2,8% na exportação entre fevereiro e março, e de 29,5% na comparação com março de 2019. As receitas caíram 4,8% em relação a fevereiro e 32,5% na comparação com março do ano passado.

Já as exportações de suínos aumentaram 7,5% entre fevereiro e março e 14,5% na comparação com março de 2019. O faturamento de março foi de US$ 85,52 milhões, alta de 6% em relação ao mês anterior e de 36,7% na comparação com março de 2019. Os bons resultados na exportação contrastam com as oscilações negativas do preço do suíno vivo em diversas praças catarinense, em razão da redução de demanda no mercado interno. O preço médio estadual ao produtor independente registrou queda de 8,8% na comparação entre março e a média preliminar da primeira quinzena de abril, com variações de até -21,8% em algumas praças.

Alho

O mercado interno continua aquecido e remunerando os produtores acima do custo de produção. Levantamento da Epagri/Cepa indica que os produtores catarinenses estão recebendo de R$8,00/kg a R$10,50/kg acima da classe. Isto significa que o alho classe 3 está sendo comercializado entre R$11,00/kg e R$13,00/kg, e assim por diante, sendo o alho classe 7 comercializado a R$17,50/kg. Estima-se que 80% da safra catarinense já tenha sido comercializada. As importações brasileiras em março foram de 16,36 mil toneladas, dentro da normalidade para o período. Os preços no mercado internacional seguem em recuperação. Fonte Epagri

CESB registra maior produtividade de sua história: 156,13 sacas por hectare. Fotos Divulgação
PRODUTIVIDADE Há 5 horas

CESB registra maior produtividade de sua história: 156,13 sacas por hectare

Resultado obtido pela Agrícola Lourival Ruthes estabelece a maior produtividade já registrada na história do Desafio e reforça o tripé produtividade, sustentabilidade e rentabilidade

Dependência de fertilizantes importados, alta nos custos e incertezas globais impulsionam manejo biológico, fisiológico e nutricional no campo. Fotos Divulgação
FERTILIZANTES Há 5 horas

Dependência de fertilizantes importados, alta nos custos e incertezas globais impulsionam manejo biológico, fisiológico e nutricional no campo

Com produtores iniciando o planejamento da próxima safra, Agrocete destaca a importância de soluções integradas voltadas à redução da dependência de fertilizantes importados, ao desenvolvimento radicular e ao melhor aproveitamento dos nutrientes pelas plantas, contribuindo para maior eficiência produtiva

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST
CALCÁRIO Há 1 semana

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná

Dados constam no Informe Mineral 03/2026, divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Divisão de Geologia do Instituto Água e Terra. No ano passado, foram produzidas e comercializadas 71,23 milhões de toneladas de minério no Estado, com destaque para substâncias usadas na fabricação de cimento, cal e corretivo agrícola.

IDR-Paraná prepara quatro novas cultivares para fortalecer a fruticultura paranaense Foto: IDR
FRUTAS Há 1 semana

IDR-Paraná prepara 4 novas cultivares para fortalecer a fruticultura do Estado

As novas cultivares (uma maçã, duas ameixas e uma pitaia) foram desenvolvidas para combinar elevado desempenho agronômico com a produção de frutos de alta qualidade, capazes de atender às exigências do mercado e conquistar o consumidor.

Concurso revela que capacitação e assistência técnica são essenciais para diminuir perdas na colheita da soja Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN
ASSITÊNCIA TÉCNICA Há 2 semanas

Concurso mostra que assistência técnica diminui perdas na colheita da soja

De acordo com as avaliações durante o 21º Concurso Regional de Qualidade na colheita da Soja-safra 2024/2025, a perda média na região de Maringá chegou a 1,75 saca por hectare. Os participantes atendidos pelo IDR-PR registraram apenas 0,43 saca por hectare.

Castro, PR
10°
Tempo limpo
Mín. Máx. 21°
Sensação
0.96 km/h Vento
77% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
07h04 Nascer do sol
17h45 Pôr do sol
Sexta
22° 11°
Sábado
22° 11°
Domingo
18° 14°
Segunda
17° 14°
Terça
19° 11°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,15 +0,03%
Euro
R$ 5,89 +0,02%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 337,687,01 -0,28%
Ibovespa
170,653,45 pts -0.79%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade