Terça, 07 de Julho de 2026
8°C 17°C
Castro, PR
Publicidade

Manejo integrado combate doenças do feijão-caupi com eficiência

Editada no formato de circular técnica, a publicação traz também fotos ilustrativas dos sintomas causados por fungos nos plantios, e serve como um guia aos técnicos e produtores paraenses.

Por: Redação
14/02/2022 às 16h18
Manejo integrado combate doenças do feijão-caupi com eficiência
Foto: Ronaldo Rosa

Doenças fúngicas do feijão-caupi no estado do Pará" é a publicação recém-lançada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) destinada aos agentes da cadeia produtiva dessa leguminosa no estado. A obra orienta como fazer o manejo integrado das doenças para evitar ou minimizar os danos provocados, utilizando-se várias medidas culturais agregadas.

Editada no formato de circular técnica, a publicação traz também fotos ilustrativas dos sintomas causados por fungos nos plantios, e serve como um guia aos técnicos e produtores paraenses.  A obra está disponível no Portal Embrapa (acesse aqui), de forma permanente e gratuita. 

Ao apresentar um conteúdo diferenciado que visa minimizar as perdas na lavoura a partir do planejamento do cultivo, a circular técnica sobre as doenças fúngicas do feijão-caupi no Pará acaba se alinhando ao propósito de outros instrumentos de fortalecimento dessa cadeia produtiva, como o zoneamento agrícola de risco climático (ZARC) da cultura para o Pará (o primeiro lançado em 2020), que também requer planejamento da parte dos produtores.

Continua após a publicidade
Anúncio

As vantagens do melhoramento genético conquistadas pela pesquisa e embutidas nas plantas cultivadas, como a alta produtividade e a resistência a doenças, costumam ser potencializadas com o bom manejo da cultura. Mas, conforme explicado na publicação, há casos em que o controle e a prevenção são possíveis somente por meio de manejo – situação que por si só já revela a importância e impacto de um trabalho como esse no meio produtivo do Pará, responsável por 30% do feijão-caupi produzido na região Norte (safra de 2019/2020).

Feijão da colônia

O feijão-caupi [Vigna unguiculata (L.) Walp.], originário da África, é alimento de interesse econômico e social no Norte e Nordeste do país, com cultivos mecanizados em franca expansão no Centro-Oeste. Apreciado no Brasil desde a segunda metade do século XVI, rico em proteínas, aminoácidos essenciais, carboidratos, vitaminas, minerais e fibras, com ele se faz baião-de-dois, acarajé, saladas e outros pratos regionais.Nos Estados Unidos é chamado de cowpea (pronuncia-se caupi), planta comum em jardins residenciais e símbolo de prosperidade. Tem também o tipo denominado black-eyed peas – aquele com o ponto preto no grão parecendo um olho. Já no Brasil os nomes populares do feijão-caupi são muitos, como feijão de corda e feijão macassar, dependendo da região de plantio. Os paraenses o conhecem por feijão da colônia.   


Manejo programado

Continua após a publicidade
Anúncio

Para os autores da publicação, “o sucesso da cultura do feijão-caupi no estado do Pará está diretamente relacionado ao acompanhamento programado do cultivo”. Segundo eles, as técnicas de caráter preventivo, quando aplicadas no tempo certo e de forma eficiente, podem diminuir as perdas em volume e qualidade de produção decorrentes de condições de cultivo inadequadas.

“Nesse trabalho reunimos informações que permitem reconhecer facilmente os sintomas no campo e agilizam as decisões sobre medidas a serem adotadas contra a mela, a podridão cinzenta do caule, a mancha-café, a cercosporiose e a podridão de esclerócio, que são as doenças que causam perdas expressivas na cultura”, exemplifica Ruth Linda Benchimol, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA) e autora da publicação.

Há outras doenças de menor importância econômica, como carvão, mancha-alvo, oídio ou cinza e podridão das vagens, mas que também precisam ser manejadas, complementa a autora. Os resultados da pesquisa enfatizam a importância do manejo integrado das doenças, com adoção de várias práticas em conjunto, como é o caso da mela, cujo controle com medidas isoladas, de acordo com os estudos, não tem se mostrado eficaz.

A obra "Doenças fúngicas do feijão-caupi no estado do Pará" (clique sobre o título para acesso ao repositório Infoteca-e), resulta de uma pesquisa realizada no período que compreende os anos de 2011 a 2019, em campos do Marajó, Belém e Nordeste Paraense, este um tradicional polo de produção do grão no Pará.

Tradição de pesquisaA Embrapa Amazônia Oriental tem tradição de pesquisa com feijão-caupi desde o início da década de 1960, quando a instituição ainda se chamava Instituto Agronômico do Norte (IAN). A publicação mais antiga que se pode encontrar no Portal Embrapa (internet) especificamente sobre feijão-caupi data de 1962, intitulada "Feijão cow-pea": primeiros resultados experimentais no IAN. É de autoria de Natalina Tuma da Ponte, engenheira-agrônoma do IAN pioneira nos experimentos com essa cultura na Amazônia. Uma das das novas cultivares a serem lançadas em 2022 terá o nome da pioneira, BRS Natalina. 

Antes da recém-lançada circular técnica sobre doenças fúngicas, a Embrapa Amazônia Oriental abordou a temática do feijão-caupi no boletim de pesquisa e desenvolvimento intitulado "Avaliação da produtividade de cultivares de feijão-caupi para cultivo no estado do Pará", que pode ser acessado diretamente clicando-se no título. O próximo boletim, prestes a ser publicado, virá em inglês, "Phosphorus and zinc fertilization for cowpea in Amazonia", sobre fertilização de feijão-caupi com fósforo e zinco em condições amazônicas.

São coautores de "Doenças fúngicas do feijão-caupi no estado do Pará", ao lado de Ruth Linda Benchimol, os  pesquisadores Francisco Rodrigues Freire Filho, Rui Alberto Gomes Júnior e João Elias Lopes Fernandes Rodrigues, da Embrapa Amazônia Oriental; Carina Melo da Silva, professora na Universidade Federal Rural da Amazônia; Renata Sena Cardoso, engenheira florestal, ex-bolsista PIBIC; e Raquel Giselli Assis do Rosário, graduanda de Agronomia na Universidade Federal Rural da Amazônia. Fonte Embrapa.

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST
CALCÁRIO Há 6 dias

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná

Dados constam no Informe Mineral 03/2026, divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Divisão de Geologia do Instituto Água e Terra. No ano passado, foram produzidas e comercializadas 71,23 milhões de toneladas de minério no Estado, com destaque para substâncias usadas na fabricação de cimento, cal e corretivo agrícola.

IDR-Paraná prepara quatro novas cultivares para fortalecer a fruticultura paranaense Foto: IDR
FRUTAS Há 1 semana

IDR-Paraná prepara 4 novas cultivares para fortalecer a fruticultura do Estado

As novas cultivares (uma maçã, duas ameixas e uma pitaia) foram desenvolvidas para combinar elevado desempenho agronômico com a produção de frutos de alta qualidade, capazes de atender às exigências do mercado e conquistar o consumidor.

Concurso revela que capacitação e assistência técnica são essenciais para diminuir perdas na colheita da soja Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN
ASSITÊNCIA TÉCNICA Há 2 semanas

Concurso mostra que assistência técnica diminui perdas na colheita da soja

De acordo com as avaliações durante o 21º Concurso Regional de Qualidade na colheita da Soja-safra 2024/2025, a perda média na região de Maringá chegou a 1,75 saca por hectare. Os participantes atendidos pelo IDR-PR registraram apenas 0,43 saca por hectare.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Piraí do Sul - PR
Agricultura Há 2 semanas

Piraí do Sul realiza recolhimento itinerante de embalagens vazias de agrotóxicos em parceria com a ADINP

A iniciativa reforça o compromisso com a preservação ambiental e o cumprimento da legislação, oferecendo aos produtores rurais uma altern...

SEEDCORP|HO atualiza portfólio e investe mais em pesquisa para dobrar faturamento em cinco anos
PORTFÓLIO Há 2 semanas

SEEDCORP|HO atualiza portfólio e investe mais em pesquisa para dobrar faturamento em cinco anos

Com investimentos crescentes em pesquisa, lançamento de novas cultivares e foco em produtividade, a SEEDCORP|HO projeta dobrar a comercialização de sementes de soja até 2031, alcançando 5 milhões de sacos vendidos e faturamento de R$ 1 bilhão.

Castro, PR
16°
Tempo nublado
Mín. Máx. 17°
15° Sensação
3.29 km/h Vento
55% Umidade
78% (0mm) Chance chuva
07h05 Nascer do sol
17h44 Pôr do sol
Quarta
18°
Quinta
21°
Sexta
22° 10°
Sábado
23° 12°
Domingo
17° 13°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,14 +0,32%
Euro
R$ 5,89 -0,03%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 349,001,07 -0,30%
Ibovespa
171,575,75 pts -0.51%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade