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Exportação de Cachaça em 2021 cresce quase 40% em valor e 30% em volume, em comparativo ao ano anterior

Entidade representativa do setor comemora o aumento nas exportações. O Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) prevê atingir um patamar ainda maior por meio do Projeto Setorial de Promoção às Exportações de Cachaça, desenvolvido pelo Instituto em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Por: Redação
07/01/2022 às 17h01 Atualizada em 17/01/2022 às 14h34
Exportação de Cachaça em 2021 cresce quase 40% em valor e 30% em volume, em comparativo ao ano anterior
Entre os principais Estados exportadores, em termos de valor, São Paulo e Pernambuco lideram o ranking de 2021, com o total de U$6,09 milhões e U$ 1,84 milhão exportados, respectivamente. Foto Sistema CNA/SENAR - Wenderson Araujo

As exportações de Cachaça cresceram* consideravelmente em 2021 - em valor e volume - de acordo com dados do Comex Stat, compilados pelo Instituto Brasileiro da Cachaça – IBRAC, entidade representativa do setor, e divulgados nesta sexta-feira (7). A variação percentual do último ano, no comparativo com 2020, apresentou crescimento de 38,39 % em valor e 29,52% em volume. (números muito mais expressivos ao comparativo de 2019-2020, período no qual o setor foi significativamente afetado pela pandemia). 

Considerando os números totais, referentes aos 67 países para os quais a Cachaça é vendida atualmente, felizmente, pelo menos no mercado externo, o setor caminha para a recuperação. Em 2020, a exportação em litros havia caído 23,9% em relação a 2019, totalizando 5,57 milhões de litros exportados da bebida. Já em 2021, foram vendidos 7,22 milhões de litros de Cachaça no total, um crescimento de 29,52%. O mesmo aconteceu com o faturamento: enquanto que, em 2020, o setor faturou U$ 9,5 milhões (34,8% a menos que em 2019) com as vendas externas, no último ano esse faturamento chegou a mais de U$ 13,17 milhões, um crescimento de 38,39 %. 

Países de destino – Estados Unidos, Alemanha e Paraguai são os três países que mais importaram a Cachaça em 2021, em termos de valor. EUA importou um valor total de U$ 3,48 milhões, demonstrando um crescimento de 56% em relação a 2020. Já o valor de importação alemã teve um aumento de 41,37%, passando para U$ 1,88 milhão em 2021. O Paraguai importou U$ 1,32 milhão em valor no último ano. Em volume, esses 3 países também lideram o ranking, sendo Paraguai o primeiro colocado, com 1,63 milhão de litros importados, assim como a Alemanha com os mesmos 1,63 milhão de litros (um volume 47,75% maior ao importado em 2020), e os EUA vem em terceiro lugar com 903 mil litros importados. Na 4ª e 5ª posição do ranking - tanto de valor quanto volume, estão Portugal e França, com valores respectivos de U$ 937mil (509 mil litros) e U$ 785 mil (509 mil litros) em importação. O crescimento percentual de Portugal chegou a 120% em termos de valor, e 100% em termos de volume, comparados ao ranking anterior. 

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Principais estados exportadores - Entre os principais Estados exportadores, em termos de valor, São Paulo e Pernambuco lideram o ranking de 2021, com o total de U$6,09 milhões e U$ 1,84 milhão exportados, respectivamente. Na 3ª, 4ª, 5ª e 6º posição estão o Rio de Janeiro (U$ 1,30 milhões), Paraná (U$ 1,23 milhões), Minas Gerais (U$ 1 milhão) e Rio Grande do Sul (U$ 883 mil). 

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Já em Volume, São Paulo (3,15 milhões de litros) e Pernambuco (1,95 milhão de litros) se destacam novamente, seguidos do Paraná (1,15 milhão de litros), Rio de Janeiro (378 mil litros), Minas Gerais (248 mil litros) e Ceará (145 mil litros).

Para Carlos Lima, diretor executivo IBRAC, as exportações de 2021 quase chegaram aos mesmos índices de 2019, período pré-pandemia, o que reforça a expectativa de uma recuperação absoluta em 2022. “O setor foi significativamente afetado durante a pandemia, principalmente devido ao fechamento de bares e restaurantes em todo o mundo e, ainda, medidas de proibição de comercialização e/ou consumo de bebidas alcoólicas em vários mercados. Acreditamos que a reabertura dos estabelecimentos, juntamente com a maior movimentação do comércio entre os países e a liberação de feiras e eventos presenciais, podem potencializar essa retomada”, diz Lima. “Para além do fechamento de estabelecimentos e proibições, o setor da Cachaça enfrentou outros desafios em 2020 e 2021, que podem perdurar em 2022, como a escassez de insumos, principalmente garrafas, além de um aumento expressivo no frete internacional e escassez de containers. E, apesar desses desafios, conseguimos observar números de crescimento muito animadores para o setor em 2022”, completa. 

Como impulsionador das exportações da Cachaça no mercado externo em 2022, Lima frisa as ações previstas no Projeto Setorial de Promoção às Exportações de Cachaça - Cachaça: Taste The New, Taste Brasil, realizado pelo IBRAC em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Além das ações de capacitação de produtores também realizadas em parceria com a Apex-Brasil.  

“O cronograma previsto de ações para 2020 e 2021 também foi afetado pela pandemia, mas todo o apoio governamental, alcançado por meio dessa parceria do IBRAC com a Apex-Brasil, será imprescindível para a recuperação do setor no mercado internacional." finaliza o diretor executivo do Instituto. 

Sobre o IBRAC: Entidade representativa do segmento produtivo da Cachaça. Com abrangência nacional possui entre os seus associados as principais empresas (micro, pequenas, médias e grandes) do segmento produtivo da Cachaça de vários estados brasileiros, sejam elas produtoras, estandardizadoras ou engarrafadoras, que correspondem a mais de 80% do volume de Cachaça comercializado formalmente no Brasil. No Instituto também estão presentes 13 entidades de classe (estaduais/regionais/nacionais) do segmento produtivo. Com essa composição o IBRAC é a mais ampla representação de uma categoria de bebidas no Brasil. Mais informações em Instituto Brasileiro da Cachaça - IBRAC

*A exemplo do que ocorreu em 2020, os dados de 2021 ainda podem sofrer pequenos ajustes em fevereiro, em função do reprocessamento de dados que pode ser feito pelo Ministério da Economia. O objetivo do reprocessamento é capturar as atualizações mais recentes relacionadas a alterações, correções e ajustes naturais que os próprios exportadores e importadores realizam tardiamente ao longo do primeiro mês do ano seguinte. 

Com atualizações pela assessoria em 17/janeiro/2021 às 14h33min.

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