
O Programa “Cereais de Inverno e 2ª Safra”: tem como objetivo desenvolver alternativas visando mitigar a acentuada dependência do milho pela indústria de ração animal, promover a otimização do uso do solo, desenvolver sistemas de rotação de culturas e controle de plantas daninhas beneficiando o sistema de plantio direto.
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Períodos de estiagens e ocorrência de geadas afetaram severamente a cultura do milho de segunda safra na temporada 2020/2021, no Paraná e nos demais estados que cultivam o milho pós soja, como MT, MS, MG, GO e SP. Esses fenômenos climáticos ocasionaram a redução acima de 50% das produtividades das lavouras, o que, associados ao câmbio, provocaram acentuada elevação nos preços dessa commodity, afetando diretamente toda a cadeia de proteína animal.
O estado do Paraná, como segundo maior produtor nacional de milho, inverteu a sua posição no balcão de negócios. Antes exportador do cereal, passou para o status de comprador, importando milho da Argentina e Estados Unidos milhões de toneladas.
Para os próximos meses, os pecuaristas paranaenses terão que conviver com déficit de 4 milhões de toneladas de milho (OCEPAR, 2021). Este fator tem obrigado os pecuaristas e as fábricas de rações recorrer aos mercados interno e externo para suprir esta demanda, que já impacta toda a cadeia de proteína animal do estado (alto custo na produção animal e alto preço da carne no varejo ao consumidor final).
Por outro lado, O Paraná possui cerca de 2,7 milhões de hectares que ficam em pousio ou com uma simples planta de cobertura durante o inverno. Essas áreas de pousio estão localizadas principalmente onde o milho safrinha tem limitações devido às temperaturas amenas e maior risco de geadas, como nas regiões Central e Sul do estado. É neste contexto que o Programa “Cereais de Inverno e 2ª Safra” surge como o objetivo de estimular a maximização do uso do solo com o cultivo de cereais de inverno como triticale e aveia granífera em parceria de produção e comercialização entre o produtor e a indústria de ração.
A estratégia do programa é desenvolver alternativas de produção de grãos visando mitigar a acentuada dependência do milho na produção de ração de aves, suínos e ruminantes. As parcerias entre o produtor e a indústria é necessária. Muitos produtores manifestam o interesse pela cultura do triticale e aveia branca desde que haja comercialização. Na outra ponta, a indústria manifesta interesse na compra desde que haja escala e qualidade da produção.
As regiões Central e Sul do estado apresentam excelentes condições climáticas e tradição dos produtores com cereais de inverno. Assim, além de maximizar o uso do solo, promover a diversificação agrícola com renda no período de inverno, os cultivos de inverno permitirão a necessária rotação de culturas, controle de plantas daninhas com melhoras significativas para o sistema plantio direto na palha.
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