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Projeto Centro Sul Feijão e Milho completou 30 anos

O IDR (Emater/Iapar), promove há 30 anos o Centro Sul Feijão e Milho, o evento reuniu produtores, acadêmicos e pesquisadores para conhecerem novas cultivares de feijão e híbridos de milho.

Por: Redação Fonte: Reportagem: Toninho Anhaia
19/03/2020 às 10h31
Projeto Centro Sul Feijão e Milho completou 30 anos
A edição deste ano Centro Sul Feijão e Milho, foi realizada no campo experimental da Fundação ABC em Ponta Grossa. Foto Toninho Anhaia.

A edição 21 da Semana de Campo do Projeto Centro Sul de Feijão e Milho, comemorou 30 anos de atividades do Projeto junto aos agricultores familiares. O evento foi realizando no inicio de março, no campo experimental da Fundação ABC em Ponta Grossa, com entrada gratuita. 

O evento é promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – IAPAR-EMATER e a Empresa Syngenta, com apoio das instituições parceiras do projeto, entre elas, EMBRAPA, IAC, Prefeituras, Fundação ABC, Assocampos, UEL, SEAB, MAPA, entre outros colaboradores. Neste evento, os produtores tiveram a oportunidade de adquirir conhecimentos sobre segurança do produtor e meio ambiente, técnicas sobre o plantio direto, plantas de cobertura e boas práticas agrícolas. Além, disso conheceram de perto vários híbridos de milho, controle de pragas, plantas invasoras e cultivares de feijão. 

 

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De acordo com a FAO1, a produção média mundial de feijão no período de 2013 a 2017 foi de 27,9 milhões de toneladas. Mianmar, Índia, Brasil e EUA foram responsáveis por 52% do total produzido no período. Originário da América Central, o feijão é a principal leguminosa comestível em todo o mundo, cultivada por pequenos e grandes produtores em praticamente todos os Estados da Federação. Na safra 2018/19, conforme dados da CONAB2, a produção nacional de feijão foi de 3,0 milhões de toneladas. O Estado do Paraná liderou a produção, com 20,3% do total produzido, seguido por Minas Gerais (17,9%), Mato Grosso (11,5%), Goiás (10,1%), Bahia (8,5%) e São Paulo (6,6%).

 

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O milho, uma das culturas mais antigas, é o cereal mais produzido no mundo e se caracteriza pelas diversas formas de utilização, indo do consumo humano e animal até a indústria de alta tecnologia. O Brasil ocupa a 3ª posição na produção mundial, e o Paraná foi o 2º produtor no Brasil, com 16,7% da safra nacional 2018/19, após o Estado do Mato Grosso que produziu 31,3%. 

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Os cultivos de feijão e milho são tradicionais na agricultura familiar da região sul do Paraná, compondo a renda com outras atividades nas propriedades rurais.

Produtores participaram de várias palestras em sistema de rodízio, assim tiveram oportunidade de conhecer mais de 7 estações técnicas. Fotos Toninho Anhaia

 

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O Centro Sul Feijão e Milho é momento de difusão e troca de experiências 

 

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O engenheiro agrônomo e coordenador geral do projeto, Germano Kusdra, acredita que o evento é importante para a produção de feijão, pois apresenta aos produtores novos cultivares e técnicas de produção e também relembra, reforça ao produtor, que fazendo o básico, ou seja, um bom manejo, mesmo em condições adversas, ele terá uma boa renda. A produção de feijão se adapta muito bem nas propriedades, pois possui um ciclo curto. No evento, os produtores podem encontrar materiais com ciclos entre 70 a 100 dias e isso pode gerar uma renda extra aos agricultores. Iremos apresentar, neste evento, mais 20 cultivares de feijão do IAPAR, EMBRAPA, IAC, além de híbridos de milho.”, explica Germano. Ele salienta que o dia de campo é muito importante, pois será um momento onde os agricultores de diversas regiões do estado poderão interagir tanto com técnicos como com demais agricultores na troca de experiências.

 

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O Centro Sul Feijão e Milho recebeu excursões de 40 municípios, além de visitantes de Ponta Grossa e região. O público estimado que passou pelo evento foi de 1,6 mil participantes. Durante os 4 dias de evento, os agricultores irão passar por 7 estações técnicas onde tiveram palestras para aprimorar o conhecimento. Portanto, no evento serão contemplados temas como:  segurança do produtor e meio ambiente, coberturas verdes e plantio direto, boas práticas de produção, cultivares de feijão e milho, controle de plantas invasoras, pragas e doenças; enfim, os visitantes terão a oportunidade de conhecer, aprofundar e trocar experiências com pesquisadores e outros visitantes sobre os temas mais importantes e decisivos para o sucesso em produtividade e retorno econômico na produção do feijão.”, destaca Germano.

 

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Para a coordenadora mesorregional do IDR (IAPAR-EMATER) Lutécia Beatriz Canalli, o evento é importante pois é um momento de difusão de tecnologia para os pequenos e médios produtores familiares. Ela também explicou e repassou algumas dicas para preservação do solo e água. “A primeira coisa que falamos em Plantio Direto é a preservação do solo e água, pois de nada adianta o produtor ter as melhores sementes, produtos na área fitossanitária e não cuidar corretamente do solo e da água. Por isso, estamos apresentando em uma maquete a importância de utilizar adequadamente as técnicas do plantio direto aliado a rotação de cultura.  Se o produtor não cuidar bem do solo ele estará cometendo um erro de base e isso certamente ao longo dos anos afetará a sua produtividade, uma vez que a chuva pode levar nutrientes importantes através da erosão. Quanto do produtor coloca em prática o Plantio Direto e rotação de cultura e observa a forragem do solo ele terá sempre bons índices de produtividade.”, descreve Lutécia.

 

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Um dos fundadores do Centro Sul Feijão e Milho o agrônomo Antonio de Souza Marques Neto, carinhosamente chamado de Brasinha, explica que instalou o projeto em 1989 em um município visando sustentabilidade e para implantar o Plantio Direto no dia a dia do produtor. “O resultado foi ótimo e assim ampliamos para sete municípios e hoje já chegamos atender mais de 62 municípios em todo o Paraná. É um projeto muito importante e acredito que o único projeto brasileiro registado na plataforma da FAO, isso aconteceu porque ele trabalha com a agricultura familiar. Fico muito feliz em ver que produtores que foram acompanhados pelo projeto mudarem seus índices produtividade e rentabilidade. Para você ter uma ideia a média brasileira e feijão é 1 mil Kg por hectare e na área do projeto passa de 2 mil e 400kg por  hectare. Já em relação ao milho a média é baixo 5 mil Kg por hectare e dos produtores do projeto isso chega  de 6 a 7 mil por hectare. Tudo isso reflete na qualidade de vida bem estar do produtor no campo e produzindo com sustentabilidade.”. descreve Brasinha.

Acompanhe o video sobre o evento

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