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Lúpulo

Brasil pode produzir lúpulo com qualidade

Doutoranda da Udesc Lages defende primeira tese do Brasil sobre cultivo de lúpulo no País

13/03/2020 16h00
Por: Redação
Fonte: Redação
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Engenheira Agrônoma, formada pela Udesc Lages, Mariana Mendes Fagherazzi também é uma das fundadoras da Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo), com sede na universidade.
Engenheira Agrônoma, formada pela Udesc Lages, Mariana Mendes Fagherazzi também é uma das fundadoras da Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo), com sede na universidade.

A doutoranda Mariana Mendes Fagherazzi, do Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Lages, defendeu, em 14 de fevereiro, a primeira tese do Brasil que aborda especificamente o cultivo do lúpulo no País.

 

Com o tema "Adaptabilidade de cultivares de lúpulo na Região do Planalto Sul Catarinense", a pesquisa, orientada pelo professor Leo Rufato, teve como objetivo caracterizar a adaptação vegeto-produtivas e qualitativas de quatro cultivares de lúpulo em diferentes microclimas da Região do Planalto Sul Catarinense.

 

Segundo Mariana, os resultados da pesquisa permitiram direcionamentos de manejo aos lupulicultores da região, a caracterização das cultivares avaliadas e, também, impulsionaram novas pesquisas de modo mais específico, fortalecendo e engajando novas demandas dos produtores de lúpulo e da cadeia produtiva, que está em estruturação.

 

"Os resultados obtidos nesse estudo são de grande valia para a comunidade científica, assim como para os produtores que desejam iniciar o cultivo de lúpulo no Planalto Sul Catarinense", avalia a pesquisadora. "As tendências recentes na comercialização de produtos agrícolas produzidos localmente podem resultar em maior apelo às cervejarias artesanais para utilizarem o lúpulo brasileiro".

 

Para o orientador, a tese vai ao encontro de uma demanda do setor produtivo. Atualmente, o Brasil depende 100% da importação do produto para a produção de cerveja. "Havia uma demanda para responder se era possível produzir lúpulo de qualidade no Brasil. E nós estamos conseguindo provar que sim", afirma Rufato.

 

Para a pesquisadora, que integra o Grupo de Fruticultura da Udesc Lages, o valor da pesquisa não está no ineditismo, mas sim, nos resultados obtidos. "Ter realizado toda essa pesquisa em uma instituição pública e de excelência é muito gratificante. A universidade, juntamente com o Grupo de Fruticultura liderado pelos professores Leo Rufato, Aike Aneliese Kretzkmar, Amauri Bogo, Francine Regianini Nerbass e Antonio Felippe Fagherazzi, juntam esforços para o andamento dos projetos de pesquisa".

 

Udesc Lages é sede de associação brasileira de produtores

 

Engenheira Agrônoma, formada pela Udesc Lages,  Mariana Mendes Fagherazzi também é uma das fundadoras da Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo), com sede na universidade.

 

Criada em maio de 2018, a associação tem como objetivo gerar informações e fomentar a cultura do lúpulo, um dos principais ingredientes da produção cervejeira, que atua como conservante natural. Com assessoria.

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