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Estufa

Projeto de Extensão entrega 16 estufas em propriedades de agroecologia da região

Com investimento baixo, na casa do R$ 1 mil, é possível ter uma estufa de cerca de 300 metros quadrados, garantindo maior controle de sol, iluminação, chuva e, consequentemente, obtendo mais qualidade de produção. A estrutura não demanda nenhuma mão de obra especializada e pode ser erguida em apenas um dia.

13/03/2020 15h55
Por: Redação
Fonte: Redação
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Com cerca de 300 metros quadrados, estufa exige baixo investimento (FOTO: Divulgação/Projeto)
Com cerca de 300 metros quadrados, estufa exige baixo investimento (FOTO: Divulgação/Projeto)

Projeto de Extensão desenvolvido no Departamento de Agronomia da UEL, do Centro de Ciências Agrárias (CCA), vai entregar 16 estufas em pequenas propriedades de agricultores orgânicos da região. Uma estrutura já foi concluída e entregue no início deste mês, no Assentamento Eli Vive, e as demais deverão ser viabilizadas nos próximos meses durante oficinas e dias de campo que serão realizados com o objetivo de difundir a chamada Estufa PP, desenvolvida pelo produtor rural Célio Ferracioli, de Marilândia do Sul. O agricultor é considerado uma referência na produção agroecológica do norte do Paraná, devidamente certificado pelo Programa Paraná Mais Orgânico, desde a sua primeira etapa.

O nome PP é definido pelo produtor como "Para Pobre", uma referência ao baixo custo da estrutura, confeccionada em lona plástica transparente, bambu e arame galvanizado. Com investimento baixo, na casa do R$ 1 mil, é possível ter uma estufa de cerca de 300 metros quadrados, garantindo maior controle de sol, iluminação, chuva e, consequentemente, obtendo mais qualidade de produção. A estrutura não demanda nenhuma mão de obra especializada e pode ser erguida em apenas um dia.

As oficinas e dias de campo terão a participação dos bolsistas do Projeto de Extensão Produção de Olerículas e Frutíferas e Melhoramento Participativo em Propriedades Agroecológicas. Segundo o coordenador do projeto, professor Maurício Ursi Ventura, do Departamento de Agronomia, no próximo mês será realizado mais um dia de campo para difusão do modelo PP, exatamente na propriedade do agricultor que idealizou a estufa. A equipe é composta pelos bolsistas Lucas Bio Martim Prieto, Eliseser Ferreira Camargo e pelo colaborador externo, Vinadio Lucas Bega.

O professor destaca que o modelo foi importante para viabilizar, por exemplo, a produção orgânica com eficiência no Assentamento Eli Vive, no Distrito de Lerroville, onde vivem 540 famílias. A propriedade tem 7,3 mil hectares e é sede do projeto de extensão Sacolas Camponesas Solidárias, também coordenado por professores da UEL e financiado pelos programas Universidade Sem Fronteiras e Paraná Mais Orgânico.

Mulheres - O esforço dos pesquisadores da UEL no assentamento também garante o acesso de mulheres agricultoras a novas técnicas de cultivo, capacitando-as para a produção agroecológica, além de divulgar o produto orgânico para mais consumidores na zona urbana de Londrina. O professor explica que além da construção das estufas, o projeto de extensão também capacitou estudantes bolsistas de graduação e de pós-graduação, serviu para a aquisição de veículo e de equipamentos que foram adquiridos ao longo de sua execução, além da distribuição de mudas de olerículas e de frutas, nos últimos cinco anos. Ao todo o projeto captou recursos da ordem de R$ 270 mil. 

De acordo com o professor Ursi, a estufa é indicada para abrigar hortaliças em geral, diversificando a produção agrícola. Ele explica que, em geral, produtores fazem o cultivo de tomate no meio da estrutura, na parte central, deixando as periferias para as verduras. A equipe da UEL é uma das responsáveis pelo desempenho do Núcleo Londrina do Programa Paraná Mais Orgânico, que atende a cerca de 80 agricultores.

Produtor rural Célio Ferracioli, de Marilândia do Sul (FOTO: Divulgação/Projeto)

 

O trabalho teve início em 2010 em Uraí (PR) e hoje se estende para outras cidades do estado - Londrina, Apucarana, Arapongas, Tamarana, Jaguapitã, Faxinal, Rolândia, Cambé, Ibiporã, Alvorada do Sul, Mauá da Serra, Sabáudia, Ivaiporã, Cornélio Procópio, Assaí, São Jerônimo da Serra, Santa Cecília do Pavão, Congoinhas e Ortigueira.

Hoje, o Paraná tem 3.964 agricultores orgânicos. É considerado o estado que lidera o número de propriedades do gênero, de acordo com dados do Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos.

Liderança - Parte da trajetória do produtor Célio Ferracioli é resgatada na publicação "Relatos de Experiência de Certificação Pública de produtos Orgânicos", editada em 2018 pelo Programa Paraná Mais Orgânico. A propriedade localizada em Marilândia do Sul é considerada exceção, contrastando com a realidade rural da região norte. Todos os cinco filhos moram na propriedade, que se destaca na produção orgânica. Seu Célio optou por sair da horticultura convencional, migrando para o sistema natural.

A família tem produção bastante diversificada incluindo rúcula, tomate, vagem, pimentão, pimenta, abobrinha, berinjela, chuchu, quiabo, alface, almeirão, escarola, brócolis, couve flor, couve, espinafre, rabanete, ervilha, feijão e cebola.  A comercialização é feita nas cidades da região, principalmente em Apucarana e Londrina.

Empreendedor, além de desenvolver a Estufa PP, hoje adotada em propriedades orgânicas da região, o agricultor é autor de dois livros. Um fala sobre técnicas de produção familiar desenvolvidas e amadurecidas a partir de poucos recursos e muitos desafios. O outro chama-se "A Salvação da Lavoura" e mostra o caminho que a família escolheu, fixando-se na zona rural. Também uma história de lutas e superações, como descreve o professor Ursi.  Fonte UEL.

 

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