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Agricultura SOJA

Tecnologia gera mais transparência, agiliza e padroniza classificação de grãos de soja na Frísia

Inovação foi desenvolvida pela NeoSilos, startup selecionada na Digital Agro Connection e está otimizando o processo no entreposto da cooperativa em Ponta Grossa (PR)

05/10/2021 às 09h54
Por: Redação
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A tecnologia de visão computacional foi desenvolvida para criar um processo rápido de análise e padrão nos trabalhos.
A tecnologia de visão computacional foi desenvolvida para criar um processo rápido de análise e padrão nos trabalhos.

A Digital Agro Connection, programa da Frísia que seleciona startups com projetos voltados às demandas da cooperativa e de suas indústrias, está promovendo importantes resultados ao agronegócio. Uma das escolhidas, a NeoSilos, desenvolveu um aparelho que automatiza a classificação dos grãos de soja em poucos segundos, o que gera maior confiabilidade na análise, padroniza o trabalho e reduz possíveis erros. A tecnologia está sendo testada no entreposto Ponta Grossa 2, unidade da Frísia localizada no município paranaense.

Um dos fundadores da NeoSilos, Felipe Martinhuk, conta que a tecnologia foi desenvolvida junto com o sócio Ian Moreira Cavalcante, em 2019, em plena colheita de soja. Foi observando no pós-colheita, no recebimento de grãos, que havia a possibilidade de melhorar o processo.

A tecnologia de visão computacional foi desenvolvida para criar um processo rápido de análise e padrão nos trabalhos. “Produzimos maior transparência ao cooperado e agilidade na classificação. Em época de safra há alta demanda e é mais fácil o operador cometer erros, sem falar das longas filas de caminhão que a demora na análise pode gerar. Com a tecnologia, também desenvolvemos uma padronização, o que reduz a chance de erro ou análise diferente das características do grão”.

“Fizemos um levantamento no campo, conversamos com agricultores, cooperativas, empresas, e identificamos na análise de grãos essa possiblidade. Saber que cada unidade de recebimento pode se beneficiar com essa tecnologia”, explicou Martinhuk.

A característica dos grãos colhidos reflete diretamente no valor repassado ao agricultor. No caso da soja, é considerada padrão aquela que tem até 8% de grãos avariados – a partir daí tem um deságio financeiro ao produtor.

Resultados

Após os grãos de soja serem colocados no aparelho, são escaneados e processados os dados para, assim, gerar um relatório sobre as características do produto. O processamento das informações leva poucos segundos.

O equipamento foi construído com milhares de imagens de diversas amostras de grãos de soja, sendo fotografada uma a uma. Alessandro Bueno, coordenador do entreposto Ponta Grossa 2, onde o aparelho está instalado, explica que todos os classificadores da unidade participaram do processo, levando informações para a máquina.

“A ideia é padronizar e ter mais confiabilidade nos resultados de classificação dos grãos”, conta Bueno. “A máquina, por exemplo, desconhecia o que era um grão fermentando, então foi separado vários grãos com essa característica e inserindo as informações nela”. A PG 2 tem capacidade para 230 mil toneladas.

“Na classificação do grão, se tem diversas características. Grão fermentado, ardido, queimado, picado, enfim diversas situações. Todos elas foram inseridas na máquina, que avalia de acordo com as amostras. Com a tecnologia, se ganhou confiabilidade, reduzindo a margem de erro”, conta Bueno. “Quanto mais assertivo nós formos, melhor para o negócio”, conclui.

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