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Setembro encerra com chuvas abaixo da média no Paraná, segundo Simepar

A previsão do Simepar é que volume pode chegar a 100 milímetros em algumas localidades paranaenses. Tempo fica instável na primeira semana do novo mês. Situação contrária a de setembro, que registrou precipitação abaixo da média em quase todo o Estado.

Por: Redação
02/10/2021 às 12h56
Setembro encerra com chuvas abaixo da média no Paraná, segundo Simepar
Setembro encerra com chuvas abaixo da média no Paraná, segundo Simepar. Foto: Gilson Abreu/AEN

A chuva finalmente chegou no Paraná nesta sexta-feira (1), interrompendo uma longa sequência de dias com tempo seco no Estado. Para este final de semana, a previsão é que as chuvas alcancem até 100 milímetros de volume.

No mês de setembro, no entanto, grande parte do território paranaense apresentou acumulado de chuva abaixo da média climatológica. Apenas no Sudoeste as chuvas ficaram acima do esperado para o período, enquanto no Litoral o volume se manteve dentro do comportamento histórico.

Houve, ainda, registros de temperaturas acima da média climatológica, inclusive quebrando recordes, nas regiões de Palotina (41.3°C), no Oeste, e Umuarama (40.7°C), no Noroeste. A estiagem, portanto, segue influenciando o dia a dia do Estado. Os dados são do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

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“De um modo geral, com exceção das regiões de Pato Branco e Francisco Beltrão, o Paraná registrou chuvas abaixo da média histórica em setembro, incluindo a Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Isso se deve ao predomínio das massas de ar seco que ainda estão atuando com bastante força sobre o Estado”, explicou o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib.

O déficit de precipitação foi mais significativo nos setores mais ao Norte, Oeste e central. Na estação de Londrina, o acumulado no mês foi de apenas 50,6 milímetros, enquanto a média esperada seria de 100,4 milímetros. No Noroeste, na região de Maringá, a precipitação ficou em 37,2 milímetros, sendo que a média histórica é de 96,4 milímetros.

Na região de fronteira, as precipitações também ficaram abaixo do esperado. A estação de Cascavel teve um acúmulo de 62,2 milímetros no mês passado, 50% a menos que média histórica de 123,5 milímetros.

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Na de Ponta Grossa (Campos Gerais), cujo volume médio esperado era 119,3 milímetros, choveu apenas 58,2 milímetros. Em Guarapuava, no Centro-Sul, choveu 72,6 milímetros, abaixo da média para o mês, de 166,5 milímetros.

Curitiba também registrou precipitação abaixo do comportamento normal. A média do volume de chuvas em setembro na Capital é de 123,1 milímetros, mas choveu apenas 53 milímetros na cidade, uma diferença negativa de 58%.

A faixa litorânea teve índice ligeiramente abaixo da média. Em Antonina, por exemplo, o volume esperado era de 142 milímetros, sendo que choveu 120 milímetros na localidade. “Não foi tão crítico como nas faixas Oeste e Noroeste, mas, ainda assim, a precipitação ficou um pouco abaixo da média histórica”, destacou Kneib.

O mesmo aconteceu em União da Vitória, na divisa com Santa Catarina, que teve volume de chuvas na casa do 144,2 milímetros, quando a expectativa era de 150,2 milímetros.

O Sudoeste, onde a situação para o abastecimento era uma das mais críticas do Estado, se destacou positivamente no período. O acumulado na estação de Pato Branco em setembro chegou a 171,8 milímetros, enquanto o volume médio esperado era de 152,6 milímetros. Francisco Beltrão teve média de 204 milímetros, volume 60% maior que a expectativa, que era de 133,7 milímetros.

MUDANÇA DO TEMPO – A esperança para o fim da estiagem é que a realidade do primeiro dia de outubro permaneça. A mudança nas condições do tempo em praticamente todos os pontos monitorados pelo Simepar no Estado aconteceu em função do gradual avanço de uma frente fria pelo Sul do País. Nesta madrugada, choveu no Leste, Oeste, Sudoeste e Sul do Paraná.

“Ocorrem chuvas fortes, com ventos fortes acima dos 55 km/h, em diversas regiões do Paraná”, informou o meteorologista do Simepar Samuel Braun. “A chuva seguirá com mais expressão principalmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul”.

Mesmo com as chuvas, as temperaturas permaneceram altas nos municípios localizados ao Noroeste e Norte do Estado. “As máximas estão acima dos 30ºC na região de Maringá, Paranavaí e Jacarezinho. Em Londrina, a média foi de 28ºC”, destacou Braun.

Na região Oeste, nos municípios de Foz do Iguaçu, Cascavel e Assis Chateaubriand, a máxima nesta sexta foi de 25ºC, conforme o Simepar. No Sudoeste, pouca variação de temperatura, devido o tempo instável, com máximas de 23ºC. O mesmo acontece na região dos Campos Gerais, onde Ponta Grossa aponta máxima de 16ºC.

Em Curitiba, o dia segue com muita nebulosidade, chuva a qualquer hora do dia e máxima em torno dos 18ºC. No Litoral a situação não é diferente, com céu com muita nebulosidade e máxima na casa dos 22ºC.

OUTUBRO – Para este primeiro final de semana do mês de outubro, segue mantida a previsão de chuva mais volumosa e abrangente nas regiões paranaenses, especialmente no domingo. A nebulosidade vai predominar no Estado com chance de chuva e garoa a qualquer hora. Deverá voltar a chover no Norte do Estado, região que vem tendo dias consecutivos de tempo mais seco.

O prognóstico se mantém para toda a primeira semana do mês, que apresentará chuvas características da primavera. De acordo com o meteorologista do Simepar Lizandro Jacóbsen, com o fluxo de umidade vindo do Paraguai e Mato Grosso do Sul, as chuvas ingressam no Paraná, mantendo o tempo instável por vários dias.

A previsão de chuva é um alívio para a população, visto que a falta dela tornou ainda mais grave a forte estiagem que atinge o Paraná, que levou o Governo a decretar situação de emergência hídrica em todo o Estado.

“Se chegar nesse volume que está previsto, de até 100 milímetros de chuvas nesses primeiros dias do mês, as chuvas ajudarão a elevar os níveis dos reservatórios, beneficiando as cidades que enfrentam rodízio no abastecimento de água”, destacou Jacóbsen. “A vinda das chuvas é uma boa notícia também para os agricultores, que precisaram atrasar o plantio das culturas de verão por causa da estiagem”, acrescentou. Fonte AEN.

Confira as médias histórias e as chuvas de setembro de 2021:

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