Quarta, 08 de Julho de 2026
8°C 17°C
Castro, PR
Publicidade

Produtor mineiro supera prejuízos com geadas e ganha concurso de café

Ele investe em cafés especiais na região da Chapada de Minas

Por: Redação
17/09/2021 às 10h45
Produtor mineiro supera prejuízos com geadas e ganha concurso de café
O produtor superou as adversidades e conquistou uma posição de destaque na cafeicultura mineira, sendo inclusive um dos vencedores do Concurso de Qualidade dos Cafés Minas Gerais, em 2020, promovido pela Emater-MG.

Em julho, as fortes geadas causaram perdas em cerca de 19% das áreas de cafezais de Minas Gerais, atingindo 173,6 mil hectares de lavouras, segundo estimativa da Emater-MG. Para muitos produtores, os prejuízos foram grandes e a recuperação será difícil. Felizmente esse não é o caso do cafeicultor Sérgio Meirelles Filho, que teve pequenas perdas este ano. Mas ao longo da vida enfrentou geadas muito severas, que fizeram a família mudar de cidade várias vezes em busca de um recomeço e trouxeram grandes lições.

O produtor superou as adversidades e conquistou uma posição de destaque na cafeicultura mineira, sendo inclusive um dos vencedores do Concurso de Qualidade dos Cafés Minas Gerais, em 2020, promovido pela Emater-MG.

Atualmente, Sérgio Meirelles Filho é produtor no município de Aricanduva, no Vale do Jequitinhonha. Em 2020, ele ficou em primeiro lugar no 17º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas, pela região cafeeira da Chapada de Minas, na categoria “Natural” e também na categoria “Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado”.

“O Sérgio tem um foco na melhoria contínua. Está sempre pesquisando, inovando e trabalhando, não para. E ele acumulou uma grande experiência durante os muitos anos de atividade”, comenta o coordenador regional de Culturas da Emater-MG em Capelinha, José Mauro de Azevedo.

Sérgio nasceu em 1960, em São Gonçalo do Sapucaí, no Sul de Minas. Na época, havia um grande movimento de expansão da cafeicultura no Norte do Paraná e o pai dele se mudou com a família para lá, apostando no sucesso da atividade na região. Mas, em 1962, uma grande geada atingiu os cafezais do Paraná.

“A lavoura do meu pai era nova e sofreu muito. Ele então buscou outra fazenda no Paraná para continuar produzindo café. Depois de algumas colheitas bem-sucedidas, mais uma vez a geada nos atingiu. Em 1975, ocorreu a famosa ‘geada negra’, que dizimou muitas lavouras no estado. Daí meu pai resolveu voltar a plantar em Minas”, lembra Sérgio.

Cafeicultura no Jequitinhonha


Mas no Sul de Minas, também houve épocas complicadas e a família enfrentou fortes geadas, em 1979 e em 1981. Entretanto, a paixão pela cafeicultura era tamanha que Sérgio decidiu fazer Agronomia e se tornar cafeicultor. “Nos anos 2000, a cafeicultura começou a se desenvolver na região de Capelinha, estimulada por alguns estudos, que diziam haver boas condições climáticas. A terra era barata e havia condições facilitadas de financiamento. Foi então que comprei uma fazenda na região”, lembra Sérgio.

No Vale do Jequitinhonha, o cafeicultor encontrou o ambiente ideal para produção e criou raízes, na região cafeeira conhecida como Chapada de Minas. “Ao longo da vida, minha família e eu continuamos a seguir para o Norte, como nômades do café. Mas daqui não devemos mais sair”, assegura. O produtor diz que a região é excelente para a cafeicultura e que só tem de se preocupar com a seca, por isso decidiu irrigar uma parte da lavoura para diminuir os riscos climáticos.

Mas Sérgio afirma que existe uma coisa que não mudou ao longo dos 40 anos de trabalho com o cafeicultura: a sua vontade de aprender e inovar. “O Sérgio é um pioneiro em muita coisa na região. Ele está sempre aberto às novas tecnologias e inovações. Com apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), ele pesquisa cultivares mais propícias para o lugar e é sempre muito generoso de dividir seus conhecimentos com outros produtores”, afirma o coordenador da Emater.

Lições

Dentro dessa proposta de inovação e pesquisa, Sérgio plantou dois hectares da variedade geisha (cultivar originária da Etiópia que aportou no Brasil e começou a ganhar fama), numa fazenda em São Gonçalo do Sapucaí. “A lavoura tinha apenas seis meses e a geada de julho queimou tudo. Como esse ano, ainda teve o agravante da seca, foi 100% de perda”, lamenta. Mas Sérgio não se deixou abalar pelo prejuízo.

O cafeicultor e agrônomo salienta que a realidade de cada produtor é diferente e uma ocorrência climática adversa pode até quebrar o agricultor. “Cada pessoa tem uma situação, mas eu aconselho o cafeicultor a persistir, pois ele se especializou naquela cultura e cada região tem uma aptidão agrícola. Além disso, os investimentos são altos no plantio da lavoura, depois tem de construir o terreiro e adquirir equipamentos, então é complicado abandonar tudo”, argumenta.

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST
CALCÁRIO Há 6 dias

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná

Dados constam no Informe Mineral 03/2026, divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Divisão de Geologia do Instituto Água e Terra. No ano passado, foram produzidas e comercializadas 71,23 milhões de toneladas de minério no Estado, com destaque para substâncias usadas na fabricação de cimento, cal e corretivo agrícola.

IDR-Paraná prepara quatro novas cultivares para fortalecer a fruticultura paranaense Foto: IDR
FRUTAS Há 1 semana

IDR-Paraná prepara 4 novas cultivares para fortalecer a fruticultura do Estado

As novas cultivares (uma maçã, duas ameixas e uma pitaia) foram desenvolvidas para combinar elevado desempenho agronômico com a produção de frutos de alta qualidade, capazes de atender às exigências do mercado e conquistar o consumidor.

Concurso revela que capacitação e assistência técnica são essenciais para diminuir perdas na colheita da soja Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN
ASSITÊNCIA TÉCNICA Há 2 semanas

Concurso mostra que assistência técnica diminui perdas na colheita da soja

De acordo com as avaliações durante o 21º Concurso Regional de Qualidade na colheita da Soja-safra 2024/2025, a perda média na região de Maringá chegou a 1,75 saca por hectare. Os participantes atendidos pelo IDR-PR registraram apenas 0,43 saca por hectare.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Piraí do Sul - PR
Agricultura Há 2 semanas

Piraí do Sul realiza recolhimento itinerante de embalagens vazias de agrotóxicos em parceria com a ADINP

A iniciativa reforça o compromisso com a preservação ambiental e o cumprimento da legislação, oferecendo aos produtores rurais uma altern...

SEEDCORP|HO atualiza portfólio e investe mais em pesquisa para dobrar faturamento em cinco anos
PORTFÓLIO Há 2 semanas

SEEDCORP|HO atualiza portfólio e investe mais em pesquisa para dobrar faturamento em cinco anos

Com investimentos crescentes em pesquisa, lançamento de novas cultivares e foco em produtividade, a SEEDCORP|HO projeta dobrar a comercialização de sementes de soja até 2031, alcançando 5 milhões de sacos vendidos e faturamento de R$ 1 bilhão.

Castro, PR
Parcialmente nublado
Mín. Máx. 17°
Sensação
0.58 km/h Vento
64% Umidade
78% (0mm) Chance chuva
07h05 Nascer do sol
17h44 Pôr do sol
Quinta
18°
Sexta
21°
Sábado
22° 10°
Domingo
23° 12°
Segunda
17° 13°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,16 -0,12%
Euro
R$ 5,89 -0,05%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 344,444,23 -0,76%
Ibovespa
172,020,69 pts -0.25%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade