Quarta, 08 de Julho de 2026
8°C 17°C
Castro, PR
Publicidade

Avança manejo biológico do greening no Paraná

A liberação desses insetos é uma estratégia empregada no manejo do huanglongbing (HLB), doença também chamada de greening dos citros.

Por: Redação
09/09/2021 às 13h44
Avança manejo biológico do greening no Paraná
O projeto experimental de produção e liberação de tamaríxia começou em 2016, resultado de parceria do IDR-Paraná com a Cocamar Cooperativa Agroindustrial e a empresa Citri Agroindustrial, com articulação da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolviment

Projeto experimental do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná - Iapar-Emater) já distribuiu este ano mais de 650 mil exemplares da vespinha tamaríxia (Tamarixia radiata) em plantios de cítricos no Estado. A liberação desses insetos é uma estratégia empregada no manejo do huanglongbing (HLB), doença também chamada de greening dos citros.

Causado pela bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus, o HLB provoca o aparecimento de folhas amareladas, deformação dos frutos, debilitação geral das plantas infectadas e, consequentemente, queda na produção, informa Ana Maria Meneghin, entomologista e pesquisadora do IDR-Paraná. 

O ciclo da doença envolve um pequeno inseto, o psilídeo asiático dos citros (Diaphorina citri), que suga a seiva das plantas é o principal vetor do HLB — ele adquire a bactéria em plantas doentes e a transmite quando se alimenta em folhas de árvores sadias, explica Meneghin. 

Continua após a publicidade
Anúncio

O HLB dos citros se encontra disseminado em importantes regiões produtoras ao redor do mundo. Foi detectada no Paraná em 2006, no município de Altônia, Noroeste do Estado.

Uma das propostas da pesquisa para manejo da doença é o uso de um “inimigo biológico”, a vespinha tamaríxia, que deposita seus ovos em ninfas (formas jovens) do psilídeo, matando-as. Dessa forma, provoca a diminuição da presença do vetor da bactéria do HLB nos pomares. Essa técnica também tem sido empregada no Estado de São Paulo, no México, na Costa Rica, nos Estados Unidos e em outras regiões produtoras de citros, aponta Meneghin. 

Vespinhas de tamaríxia são liberadas em pomares domésticos (tanto em áreas rurais como urbanas), plantios comerciais abandonados e também nas cidades, sobretudo onde há plantas de murta, espécie ornamental que é uma das principais hospedeiras da bactéria do HLB e do psilídeo dos citros. 

Continua após a publicidade
Anúncio

A liberação das vespinhas de tamaríxia é feita dessa forma porque, ao contrário dos pomares comerciais, nesses locais geralmente não se faz aplicação de inseticidas, e o inimigo natural fica “protegido”.

O projeto experimental de produção e liberação de tamaríxia começou em 2016, resultado de parceria do IDR-Paraná com a Cocamar Cooperativa Agroindustrial e a empresa Citri Agroindustrial, com articulação da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento Rural (Fapeagro). 

Já naquele ano foi realizada a primeira liberação de vespinhas de tamaríxia. A multiplicação é feita pelo IDR-Paraná, enquanto os demais parceiros se encarregam da distribuição no campo. 

Produção Experimental
 trabalho envolve a contínua produção de mudas de murta, que são podadas, dispostas em gaiolas teladas e depois infestadas com exemplares de psilídeo em fase reprodutiva, para que façam a deposição de ovos.

Isso é necessário porque o inseto apenas se alimenta de folhas tenras. “Os brotos devem ter ao redor de 2,6 cm para maximizar a quantidade de ovos colocados pelo psilídeo”, explica Meneghin. 

Após a deposição, os adultos de psilídeo são retirados com um sugador automatizado, enquanto os ovos evoluem para a fase de ninfa. 

Em seguida, são introduzidas vespinhas de tamaríxia com idade aproximada de 24 horas, que vão depositar seus ovos nas ninfas de psilídeo.

As novas tamaríxias obtidas são recolhidas e transportadas para o campo. “Contamos atualmente com um sistema de criação que permite a produção média de 119 mil vespinhas por mês”, explica Meneghin, acrescentando que esse número varia em função da estação do ano, sendo maior na primavera e no inverno.

As vespinhas de tamaríxia são liberadas pelos parceiros em 21 municípios da Região Norte e 20 da Região Noroeste. Os locais de soltura têm as coordenadas registradas para posterior acompanhamento.

Resultados
Já foram liberadas mais de quatro milhões de vespinhas desde o início do projeto experimental. Em algumas localidades, chegou a 61% a quantidade de ninfas de psilídeo parasitadas por tamaríxia. “Isso mostra que pode ser, de fato, uma boa medida auxiliar no manejo do HLB”, afirma o pesquisador Rui Pereira Leite Junior, também do IDR-Paraná. 

Em outras frentes de atuação contra o HLB, Leite explica que o IDR-Paraná também trabalha em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e cooperativas no desenvolvimento de cultivares de citros resistentes à doença e outras medidas de prevenção e controle do HLB. Fonte IDR-Paraná.

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST
CALCÁRIO Há 6 dias

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná

Dados constam no Informe Mineral 03/2026, divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Divisão de Geologia do Instituto Água e Terra. No ano passado, foram produzidas e comercializadas 71,23 milhões de toneladas de minério no Estado, com destaque para substâncias usadas na fabricação de cimento, cal e corretivo agrícola.

IDR-Paraná prepara quatro novas cultivares para fortalecer a fruticultura paranaense Foto: IDR
FRUTAS Há 1 semana

IDR-Paraná prepara 4 novas cultivares para fortalecer a fruticultura do Estado

As novas cultivares (uma maçã, duas ameixas e uma pitaia) foram desenvolvidas para combinar elevado desempenho agronômico com a produção de frutos de alta qualidade, capazes de atender às exigências do mercado e conquistar o consumidor.

Concurso revela que capacitação e assistência técnica são essenciais para diminuir perdas na colheita da soja Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN
ASSITÊNCIA TÉCNICA Há 2 semanas

Concurso mostra que assistência técnica diminui perdas na colheita da soja

De acordo com as avaliações durante o 21º Concurso Regional de Qualidade na colheita da Soja-safra 2024/2025, a perda média na região de Maringá chegou a 1,75 saca por hectare. Os participantes atendidos pelo IDR-PR registraram apenas 0,43 saca por hectare.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Piraí do Sul - PR
Agricultura Há 2 semanas

Piraí do Sul realiza recolhimento itinerante de embalagens vazias de agrotóxicos em parceria com a ADINP

A iniciativa reforça o compromisso com a preservação ambiental e o cumprimento da legislação, oferecendo aos produtores rurais uma altern...

SEEDCORP|HO atualiza portfólio e investe mais em pesquisa para dobrar faturamento em cinco anos
PORTFÓLIO Há 2 semanas

SEEDCORP|HO atualiza portfólio e investe mais em pesquisa para dobrar faturamento em cinco anos

Com investimentos crescentes em pesquisa, lançamento de novas cultivares e foco em produtividade, a SEEDCORP|HO projeta dobrar a comercialização de sementes de soja até 2031, alcançando 5 milhões de sacos vendidos e faturamento de R$ 1 bilhão.

Castro, PR
Parcialmente nublado
Mín. Máx. 17°
Sensação
0.58 km/h Vento
64% Umidade
78% (0mm) Chance chuva
07h05 Nascer do sol
17h44 Pôr do sol
Quinta
18°
Sexta
21°
Sábado
22° 10°
Domingo
23° 12°
Segunda
17° 13°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,16 -0,12%
Euro
R$ 5,89 -0,05%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 344,444,23 -0,76%
Ibovespa
172,020,69 pts -0.25%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade