Quarta, 08 de Julho de 2026
8°C 17°C
Castro, PR
Publicidade

Gengibre e inhame impulsionam a agricultura familiar em Tamarana, na Região Norte

Município de 15 mil habitantes, vizinho a Londrina, é um dos 12 catalogados pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento como produtor de gengibre no Paraná. Lidera o pequeno ranking com média de 1,8 milhão de quilos por ano em uma área de 150 hectares.

Por: Redação
30/08/2021 às 10h31
Gengibre e inhame impulsionam a agricultura familiar em Tamarana, na Região Norte
Gengibre e inhame impulsionam a agricultura familiar em Tamarana, na Região Norte. Foto: José Fernando Ogura/AEN

A motocicleta preta de André Gouveia da Fonseca não para. Munido do inseparável facão, o agricultor percorre a zona rural de Tamarana, na Região Norte, de ponta a ponta em busca de áreas que permitam expandir as produções de gengibre e inhame. Conta, atualmente, com espaço de dez alqueires, dividido igualmente entre as culturas, espalhado por diferentes pontos da cidade.

Toca a administração dos negócios com mais dois irmãos, o que lhe permitiu ter a logística necessária para fechar o contrato que trouxe paz à família. Os Fonseca entregam semanalmente produtos para rede de supermercados Muffato, a maior do Estado. Comércio e renda garantidos, sem a necessidade de depender tanto da volatilidade das concorridas bancas da Ceasa de Londrina.

“Comecei cedo, com 12 anos meu pai já me levava para a lavoura. No início plantava verduras de todos os tipos, mas optei pelo gengibre e o inhame por causa do preço, que se mantém estável no mercado durante o ano todo”, diz.

Continua após a publicidade
Anúncio

Da roça familiar ele tira anualmente 7 mil caixas de 24 quilos de inhame (média de R$ 3,50) e 4 mil caixas de 16 quilos de gengibre (média de R$ 6). É peça-chave no sistema que fez Tamarana ganhar informalmente o título de “capital do gengibre”.

O município de 15 mil habitantes é um dos 12 catalogados pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento como produtor da raiz no Paraná. Lidera o pequeno ranking. São, em média, 1,8 milhão de quilos por ano em uma área de 150 hectares.

“Era para ser mais. Eu mesmo dei uma segurada por causa da pandemia. Normalmente, por causa do frio e das festas juninas, maio, junho e julho são os melhores meses de venda. Sai muito gengibre para fazer quentão. Só que com a Covid-19 as festas acabaram, e o mercado ficou mais devagar”, afirma Fonseca.

Continua após a publicidade
Anúncio

A colheita, diz ele, é feita de abril a agosto, casada exatamente com o período mais frio do ano, entre o outono e o inverno. Por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), os agricultores contam com o apoio integral do Governo do Estado.

“É nossa missão ajudar esses pequenos agricultores a se tornarem atores no processo de construção de um Estado capaz de gerar renda e empregos. O agro é o setor que pode liderar a retomada da economia depois da pandemia e estamos trabalhando todos os dias para isso”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

Gengibre e inhame impulsionam a agricultura familiar em Tamarana, na Região Norte.Na foto. o André Gouveia da Fonseca. Foto: José Fernando Ogura/AEN

 

INHAME – Instabilidade do gengibre que ele recupera de certa forma com a cultura do inhame. Tamarana divide com Tijucas do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, o posto de especialista na cultura. São 3,2 mil toneladas de produção anual, puxando as fileiras paranaenses.

“Ajuda porque passamos a não depender tanto de um único produto. Tamarana também é muito forte no inhame, abastecendo boa parte do Estado”, conta o agricultor. “A vacinação está andando bem e tenho certeza que logo poderemos retomar os planos de crescer”, afirma, enquanto acena com o boné para um dos tantos conhecidos que cruzam o caminho do agricultor/motociclista.

MERCADO – O mercado para a produção de gengibre é diversificado. O rizoma pode fazer parte de receitas culinárias, chás e medicamentos. Além disso, a planta é matéria-prima para a fabricação de balas, sorvetes, bebidas, cosméticos e perfumes.

O gengibre vem sendo valorizado pelo mercado por apresentar qualidades anti-inflamatórias, antibacterianas, anticoagulantes, digestivas e também por combater problemas respiratórios.

Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o preço médio de venda do gengibre ficou em R$ 43,84, a caixa de 20 kg.

Nos meses de janeiro e fevereiro o preço atinge seu ponto máximo, chegando a R$ 180 a caixa de 20 kg. O gengibre, porém, não está maduro nesta época do ano. A maturação ocorre a partir de junho/julho, período em que o preço cai 50%.

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST
CALCÁRIO Há 6 dias

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná

Dados constam no Informe Mineral 03/2026, divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Divisão de Geologia do Instituto Água e Terra. No ano passado, foram produzidas e comercializadas 71,23 milhões de toneladas de minério no Estado, com destaque para substâncias usadas na fabricação de cimento, cal e corretivo agrícola.

IDR-Paraná prepara quatro novas cultivares para fortalecer a fruticultura paranaense Foto: IDR
FRUTAS Há 1 semana

IDR-Paraná prepara 4 novas cultivares para fortalecer a fruticultura do Estado

As novas cultivares (uma maçã, duas ameixas e uma pitaia) foram desenvolvidas para combinar elevado desempenho agronômico com a produção de frutos de alta qualidade, capazes de atender às exigências do mercado e conquistar o consumidor.

Concurso revela que capacitação e assistência técnica são essenciais para diminuir perdas na colheita da soja Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN
ASSITÊNCIA TÉCNICA Há 2 semanas

Concurso mostra que assistência técnica diminui perdas na colheita da soja

De acordo com as avaliações durante o 21º Concurso Regional de Qualidade na colheita da Soja-safra 2024/2025, a perda média na região de Maringá chegou a 1,75 saca por hectare. Os participantes atendidos pelo IDR-PR registraram apenas 0,43 saca por hectare.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Piraí do Sul - PR
Agricultura Há 2 semanas

Piraí do Sul realiza recolhimento itinerante de embalagens vazias de agrotóxicos em parceria com a ADINP

A iniciativa reforça o compromisso com a preservação ambiental e o cumprimento da legislação, oferecendo aos produtores rurais uma altern...

SEEDCORP|HO atualiza portfólio e investe mais em pesquisa para dobrar faturamento em cinco anos
PORTFÓLIO Há 2 semanas

SEEDCORP|HO atualiza portfólio e investe mais em pesquisa para dobrar faturamento em cinco anos

Com investimentos crescentes em pesquisa, lançamento de novas cultivares e foco em produtividade, a SEEDCORP|HO projeta dobrar a comercialização de sementes de soja até 2031, alcançando 5 milhões de sacos vendidos e faturamento de R$ 1 bilhão.

Castro, PR
Parcialmente nublado
Mín. Máx. 17°
Sensação
0.58 km/h Vento
64% Umidade
78% (0mm) Chance chuva
07h05 Nascer do sol
17h44 Pôr do sol
Quinta
18°
Sexta
21°
Sábado
22° 10°
Domingo
23° 12°
Segunda
17° 13°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,16 -0,12%
Euro
R$ 5,89 -0,05%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 344,444,23 -0,76%
Ibovespa
172,020,69 pts -0.25%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade