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New Holland lança Colheitômetro que mostra em tempo real a produtividade das safras brasileiras

Com o contador digital é possível acompanhar instantaneamente o volume da colheita de diversas culturas e quanto isso representa para a nossa economia

Por: Redação
29/07/2021 às 21h03
New Holland lança Colheitômetro que mostra em tempo real a produtividade das safras brasileiras
O Colheitômetro vai mostrar o trabalho de quem muitas vezes está distante dos holofotes e faz a diferença para toda a sociedade.

Em mais uma iniciativa inédita, a New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, faz uma homenagem aos agricultores e agricultoras de todo o país e lança, neste 28 de julho, Dia do Agricultor, o primeiro contador digital da produção agrícola brasileira. O Colheitômetro é uma ferramenta que mostrará, em tempo real, os números da colheita das principais commodities agrícolas produzidas no país, como soja, milho, arroz, cana e trigo. A tecnologia, que utiliza fontes seguras e oficiais de dados, também exibirá ao público as cifras geradas por essas culturas, que são pilares da economia brasileira.

Além de um site próprio (www.colheitometro.com.br), que pode ser consultado a qualquer momento, o primeiro painel físico do Colheitômetro também será inaugurado no dia 28/07 na fábrica da New Holland, em Curitiba (PR), exibindo em um mostrador eletrônico os dados das culturas na mesma hora em que são contabilizados em tempo real. A intenção é que, futuramente, novos painéis como este sejam instalados em outras cidades do país.

"Nossa intenção é mostrar para a população, especialmente a das cidades, a força e a importância da agricultura para o país. A New Holland é uma marca que celebra o agro em todo o lugar e o papel do Colheitômetro é expor a força e representatividade do campo para que o país todo conheça e tenha orgulho da sua agricultura”, afirma Rafael Miotto, vice-presidente da New Holland Agriculture para a América do Sul.

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Por trás dos números revelados pelo Colheitômetro está o peso do agronegócio brasileiro, responsável hoje por 26,4% do PIB do país e um dos itens de peso da nossa balança comercial. Mesmo com toda a crise provocada pela pandemia do coronavírus, o agro foi responsável por quase metade (48%) das exportações totais do Brasil em 2020, conforme dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, do Ministério da Agricultura. Na última década, enquanto o PIB brasileiro encolheu 5,5%, conforme apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o da agropecuária cresceu 2,7%.

Agro, quem conhece de verdade, admira

“A nossa inspiração para criar o Colheitômetro foram outros mecanismos, como o Impostômetro e o Devolutômetro, por exemplo, que compartilham números importantes da nossa economia. No caso do agronegócio, a maioria das pessoas desconhece a relevância que a agricultura tem para o país, seja pelo volume produzido ou pela contribuição econômica, além de ser responsável por combater a insegurança alimentar no Brasil e em grande parte do mundo”, explica o diretor de Marketing Comercial da New Holland Agriculture para a América do Sul, Gustavo Taniguchi.

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De acordo com Taniguchi, o Colheitômetro é uma iniciativa que interage com diversas ações já desenvolvidas pela New Holland, como o movimento “Agro, quem conhece de verdade, admira”, Diálogos New Holland, entre outras, que têm o propósito de mostrar a força do agronegócio e dialogar com toda a sociedade. “A ideia por trás dessa ferramenta é, no fundo, construir, por meio do conhecimento, uma ponte entre campo e cidade. A New Holland, como marca, entende a importância e a necessidade de comunicar e trazer informação de qualidade para a cidade com relação ao agro. O Colheitômetro é uma oportunidade de mostrar a todo mundo, de maneira clara e em tempo real, a força e a importância do agro para o nosso país. Somos uma marca próxima dos agricultores e agricultoras e entendemos os desafios dessa atividade. Queremos mostrar para todos o trabalho dos nossos agricultores e agricultoras. Por isso, vemos essa iniciativa como uma ‘janela’ entre o campo e a cidade”, destaca.

Como funciona?

Taniguchi explica ainda que a Interface de Programação de Aplicação (API, na sigla em inglês) do Colheitômetro permite mostrar dados de produção (em toneladas) das seguintes culturas: soja, milho, arroz, cana e trigo, divididos por cultura. Além disso, o painel mostra os valores em reais (R$) que essa produção representa. Futuramente, outras culturas serão acrescentadas à base de dados do contador digital.

Para fazer essas operações, o Colheitômetro utiliza informações oficiais, atualizadas em tempo real, com base no histórico e no cruzamento de dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), IBGE e Cepea-Esalq/USP e de outras fontes. Através de algoritmos internos, esses dados são incrementados conforme as previsões de colheita.

“O Colheitômetro vai nos ajudar a mostrar o trabalho de quem muitas vezes está distante dos holofotes e faz a diferença para toda a sociedade, desde o grande produtor até os agricultores familiares, passando pelas cooperativas e associações ligadas à produção de alimentos. Queremos valorizar o suor derramado no campo, as batalhas e o que eles fazem para produzir os alimentos que abastecem o planeta. Vamos sempre estar imbuídos em encontrar caminhos para promover o agronegócio”, complementa Miotto.

Conforme um estudo divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o agronegócio brasileiro forneceu alimento para 772,6 milhões de pessoas no planeta em 2020 (10% da população mundial), sendo que 212 milhões dessas pessoas estão no Brasil. Segundo o mesmo estudo, na última década a participação brasileira no mercado mundial de alimentos passou de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões, com destaque para soja, milho, algodão, carnes e produtos florestais. A expectativa é que essa participação siga crescendo nos próximos anos.

O agro em números

Um relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostrou que o Brasil se consolidou nos últimos 25 anos como o maior exportador líquido (diferença entre exportações e importações) de produtos agro do planeta, principalmente por causa do peso de commodities como açúcar, café, suco de laranja e soja – itens no qual somos líderes atualmente –, além de outros produtos como milho, algodão e carnes, com os quais também estamos entre os principais exportadores mundiais.

Para a safra brasileira de grãos deste ano espera-se um novo recorde no volume de produção: 260,8 milhões de toneladas, uma alta de 1,5% a mais em relação ao ciclo anterior, com aumento de 4,4% na área plantada. Comparado a outros setores da economia, o desempenho da agropecuária é surpreendente. Enquanto o agro exportou US$ 100,81 bilhões em 2020 (dados da OMC), segundo maior valor da história do setor, com crescimento de 4,1% em relação a 2019, as exportações de veículos caíram 24,3% no ano passado, atingindo US$ 5,5 bilhões, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Em relação à geração de empregos, no acumulado de 2020, segundo o Ministério da Economia, a agricultura gerou 61.637 vagas de trabalho, enquanto o comércio, por exemplo, criou 8.130 vagas no mesmo período. Já o setor de serviços, por outro lado, enxugou 132.584 vagas.

De acordo com Eduardo Daher, diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a agricultura brasileira está num momento de ascensão, com uma expectativa de receita para 2021 de R$ 640 bilhões, sendo que R$ 460 bilhões viriam apenas de culturas anuais como soja, milho e algodão, entre outras. “Isso significa um aumento de 20% em cima da receita agrícola de 2020. Mesmo com o agro sofrendo também com a pandemia tivemos um número 32% maior do que em 2019, quando a receita do mundo vegetal [sem considerar a pecuária] chegou a R$ 404 bilhões”, aponta.

Segundo Daher, o que contribui para o sucesso da agricultura, além do trabalho árduo dos agricultores, foi a valorização do dólar, a busca maior dos países pela compra de alimentos e o clima que, com uma ou outra exceção, tem sido favorável para as lavouras. “Se acrescentarmos a parte da pecuária e o setor de carnes nessa conta, vamos passar de R$ 1 trilhão em 2021. Isso mostra que o agro é o grande responsável pelo saldo positivo da balança comercial brasileira”, conclui.

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