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Governo formaliza concessão do Parque Estadual de Vila Velha

Parceria com a iniciativa privada vai potencializar o local, um cartão postal do Paraná. A concessionária vai investir R$ 15 milhões em infraestrutura para visitantes, sustentabilidade e recreação. Contrato foi assinado pelo governador Ratinho Junior.

Por: Redação Fonte: Redação
19/02/2020 às 23h08
Governo formaliza concessão do Parque Estadual de Vila Velha
“Estamos colocando Vila Velha entre os destinos mais importantes do mundo. A iniciativa privada fará o investimento em infraestrutura, com a participação do Estado na gestão ambiental. Esse modelo faz Ponta Grossa dar um salto”, disse o governador.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quarta-feira (19) o contrato de concessão de áreas do Parque Estadual Vila Velha, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, para a empresa Eco Parques do Brasil S/A. A empresa vai investir em serviços de apoio à visitação, turismo sustentável e recreação é de trinta anos. O prazo de exploração é de trinta anos. A gestão ambiental prossegue de responsabilidade do Estado.

A licitação selecionou a proposta economicamente mais vantajosa ao Estado. O investimento na estrutura deve ser de mais de R$ 15 milhões. A empresa também ofereceu repasse de 15,2% da receita bruta operacional ao Estado em troca da exploração comercial.

Ratinho Junior afirmou que a concessão possibilita apresentar uma joia dos paranaenses a turistas de todo o mundo. “Estamos colocando Vila Velha entre os destinos mais importantes do mundo. A iniciativa privada fará o investimento em infraestrutura, com a participação do Estado na gestão ambiental. Esse modelo faz Ponta Grossa dar um salto”, disse o governador. “É um passo gigante em prol do turismo, nos moldes da gestão das Cataratas do Iguaçu, que bate recorde de visitantes todos os anos”.

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Os investimentos em turismo, destacou o governador, atendem um anseio da sociedade paranaense. “Vila Velha precisava dar esse salto. Turismo é o deslocamento de Produto Interno Bruto para o nosso Estado. Estamos criando um ambiente mais organizado para os atrativos do Paraná”, acrescentou.

Paralelo a essa concessão, disse, o Governo do Estado fará mais investimentos em infraestrutura. Como exemplo, ele citou a nova conexão aérea de Ponta Grossa com São Paulo e Foz do Iguaçu, rota que conecta dois dos principais destinos turísticos do Estado.

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POLÍTICA PÚBLICA - O Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, segue sendo o órgão responsável pela política pública do parque, pela gestão do contrato e pela conservação da biodiversidade. Um grupo de trabalho vai monitorar e acompanhar o cumprimento das medidas que vão garantir a preservação de toda a área.

A licitação foi precedida de roadshows (exposições itinerantes), estudo de viabilidade econômica e ambiental, audiências públicas e uma consulta pública online. “O Estado deixa de gastar R$ 4 milhões por ano e passa a arrecadar milhões. O meio ambiente e a pesquisa ganharão muito, porque a empresa patrocinará esse cuidado. Quem usa cuida. Vila Velha subirá de patamar, com o entorno da região. Ponta Grossa vai alavancar o turismo da região”, afirmou Márcio Nunes, secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável e Turismo.

Segundo o presidente da Paraná Turismo, João Jacob Mehl, a concessão dita o ritmo de uma visão de longo prazo para melhorar a infraestrutura dos parques estaduais. “É um momento histórico e a expectativa é a melhor possível. Precisamos aumentar o número de turistas estrangeiros no Estado”, destacou.

O prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel, citou investimentos pesados em infraestrutura e a possibilidade de um tíquete único de visitação em Vila Velha e nas Cataratas do Iguaçu, a partir da nova conexão aérea. “Vila Velha é uma das maiores belezas do nosso País. O turismo do Estado passa por uma grande transformação e Ponta Grossa é parte desse movimento. A região tem muitas atividades que serão melhoradas nos próximos anos”, complementou.

Sandro Alex, secretário de Infraestrutura e Logística, complementou que a concessão consolida a convergência de interesses do Governo do Estado e da sociedade civil. “É um parque histórico, mas também atual. Temos uma grande expectativa com ele. É parte da construção do Estado mais inovador do País”, disse.

O QUE SERÁ FEITO - O ecoturismo que será praticado em Vila Velha cresce entre 15% e 25% ao ano, segundo o Ministério do Turismo. Em todo o mundo, 10% dos turistas buscam esse tipo de atração.

O plano de trabalho da Eco Parques indica implementação de diversas atividades como campo de desafio, balonismo, arvorismo, tirolesa, atividades aquáticas (caiaque, stand up paddle, pedalinho e snorkeling), mountain bike, entre outras.

Também haverá novas estruturas aos visitantes como lanchonete, centro interativo e loja de conveniência, além da reestruturação da infraestrutura do local, de um sistema de controle de acesso e de programação educacional/cultural.

A Eco Parques identificou potencial de implementação de hospedagem tipo camping, glamping e motorhome; aluguel de bicicletas, inclusive elétricas; novos mirantes para contemplação das fendas e formações rochosas, associados a elementos mais modernos de interpretação e sinalização visual; novos decks para contemplação de cachoeiras; e novos equipamentos voltados a atividades de aventura, como tirolesa e ponte pênsil sobre Furnas.

Segundo o projeto, 11 mil veículos passam por dia na frente de Vila Velha nos dois sentidos. A concessão prevê novos espaços de descanso e recreação infantil; instalação de lâmpadas de LED e controle de acesso; repaginação elétrica, hidráulica, de tratamento de esgoto e de segurança; reforma e novo mobiliário nos espaços existentes; restauração das trilhas e mirantes; e eventos e festivais de cunho pedagógico, cultural e de incentivo ao turismo.

“Vila Velha é um ícone do Estado. Queremos visitação com conservação, trazer pessoas do Paraná, do País e do mundo para o parque”, afirmou Carlos de Mello Guimarães, diretor-executivo da Eco Parques. “Vamos trabalhar com as Furnas para que elas voltem a ter aquele interesse do passado, entender como deixar a trilha dos Arenitos mais atrativa, trabalhar com observação e também novos atrativos“, disse Guimarães. A Eco Parques também administra o Parque Capivari, em Campos do Jordão (SP).

PRÓXIMAS ETAPAS - A partir da assinatura do contrato, a empresa terá 30 dias para apresentar planos operacionais. Com a aprovação do IAT, nos próximos 60 dias, em gestão compartilhada, começa a transição. Depois de 90 dias a administração dos espaços concedidos passa para a empresa. Confira AQUI as etapas do processo de concessão.

LEI – A concessão de Vila Velha só foi possível depois da aprovação de uma lei proposta pelo Governo do Estado e que autoriza a concessão e exploração de uso, total ou parcial, de áreas comuns nos 64 parques estaduais e nas unidades de conservação. A medida é importante para fomentar o turismo e gerar novos atrativos no Paraná em parceria com a iniciativa privada. O objetivo é promover eficiência e qualidade de gestão, e potencializar o turismo sustentável.

PARQUE – O Parque Estadual de Vila Velha foi criado em 1953 para preservar as formações de arenito e os campos nativos do Paraná. Tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Estadual em 1966, tem mais de três mil hectares, vinte quilômetros de trilhas e diversas atrações, entre elas os Arenitos, Furnas e a Lagoa Dourada. O parque também preserva importantes animais da fauna brasileira, como o lobo-guará, bugio-ruivo, tamanduá-bandeira, jaguatirica e aves como a águia-cinzenta, papagaio-de-peito-roxo, galito, caminheiro-grande e noivinha-de-rabo-preto. São cerca de 65 mil visitantes por ano.

PRESENÇAS – Estiveram presentes na assinatura os deputados estaduais Hussein Bakri (líder do Governo), Plauto Miró e Emerson Bacil; o diretor-presidente do DER-PR, Fernando Furiatti; o diretor-presidente da Agepar, Omar Akel; o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; o diretor-presidente do Instituto Água e Terra, Everton Luiz Costa; o secretário de Turismo de Ponta Grossa, Edgar Hanpf; e lideranças empresariais de Ponta Grossa.


Outros parques do Paraná vão receber investimentos da iniciativa privada


Depois da aprovação da lei estadual que autoriza a exploração de áreas comuns dos parques pela iniciativa privada, outras estruturas estaduais passam por processos de concessão ou estudo. A Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Turismo tem planejadas parcerias similares no Parque Guartelá, na região dos Campos Gerais, no Parque Estadual do Monge, na Lapa, e na Ilha das Cobras, no Litoral.

O Instituto Água e Terra deve lançar em abril os editais do Parque Estadual do Monge. Eles vão permitir exploração comercial, melhorando a recepção de visitantes e as atrações turísticas.

Um dos editais é referente ao espaço do café, permitindo à iniciativa privada oferecer alimentos e bebidas aos visitantes. Outro será aberto para a exploração do turismo de aventura, como locação de bikes e equipamentos de paragliders. Em paralelo, o Governo do Estado vai investir em melhorias na guarita, nos sanitários e nas trilhas.

O Parque Estadual do Guartelá, em Tibagi, a 200 quilômetros de Curitiba, abrange uma área de quase 800 hectares em meio à vegetação nativa. Ele tem quedas d’água, corredeiras, formações areníticas, vales, inscrições rupestres de aproximadamente sete mil anos e é cortado pelo rio Iapó, onde está localizado o Cânion Guartelá, sexto maior do mundo em extensão. A administração é do Instituto Água e Terra (IAT) e ele deve passar por processo de concessão semelhante a Vila Velha.

O Governo do Estado também é responsável pela Ilha das Cobras, que ainda não está aberta para visitação. O local, que abrigava a residência oficial de veraneio dos governadores, sediará uma escola de turismo e gastronomia voltada para capacitação dos moradores do Litoral.

O Sebrae e o Senac serão responsáveis pelos cursos. Também será aberta a licitação para a readequação das instalações e para implantar a estrutura necessária para as aulas. As capacitações envolvem gastronomia regional, turismo e hotelaria, além da previsão de cursos de aquicultura (produção de ostras, mariscos e camarão) e de educação ambiental. Fonte AEN.

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