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Paulo Bertolini é o novo presidente da Maizall - Aliança Internacional do Milho

O novo presidente da Maizall é o empresário e produtor de milho, Paulo Bertolini, que comandará a Aliança Internacional do Milho por um ano.

Por: Redação Fonte: Reportagem Toninho Anhaia
30/06/2021 às 18h44 Atualizada em 30/06/2021 às 18h52
Paulo Bertolini é o novo presidente da Maizall - Aliança Internacional do Milho
Os produtores de milho da Maizall são responsáveis por 50% de todo o milho do mundo e 70% do excedente exportável do mundo. Foto Toninho Anhaia.

O diretor da Abramilho, Paulo Bertolini, assume a presidência da Maizall - Aliança Internacional do Milho, ele é empresário e produtor de milho no Paraná. A presidência do Maizall é rotativa entre os países membros, cada presidente possui um mandato de um ano.

A Maizall é uma aliança entre associações de produtores de milho da Argentina, Brasil e os Estados Unidos que juntos cultivam 50% de todo o milho do mundo e 70% do excedente exportável do mundo. Os objetivos da Maizal, são compartilhar conhecimento, informações, inovações tecnológicas e também abordar as questões de barreiras comerciais em relação à inovação agrícola.

Pelo Brasil participa a Abramilho (Associação Brasileira de Produtores de Milho), dos Estados Unidos são duas associações entre elas a The U.S. Grains Council, e a NCGA - National Corn Growers Association e representando a Argentina a Maizar - Associaón Maíz y Sorgo Argentino.

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O diretor da Abramilho, Paulo Bertolini, assume a presidência da Maizall - Aliança Internacional do Milho

O novo presidente destacou que a organização tem assento junto à FAO que é uma agência  ligada à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, também na Organização Mundial do Comércio, e que, além disso, a instituição defende todos os produtores de milho dos inúmeros desafios mundo afora. Paulo acredita que o comércio internacional funcionando de maneira mais livre pode ajudar a levar a produção excedente de milho das Américas para os países da Europa e Ásia, e assim o cereal atuar na alimentação humana e animal destes locais. 

As tarifas e regras regulatórias costumam ser barreiras a esse comércio, por exemplo, os procedimentos para aprovação de novos produtos dos países importadores costumam ser lentos e isso pode ser um problema e este desafio a ser superado. "Os principais desafios estão relacionados às barreiras comerciais de alguns países que se impõem em função de novas tecnologias, aprovações biotecnológicas, e a instituição procura esclarecer tecnicamente todas as dúvidas em relação a estes avanços na cultura para todas essas nações. Além disso, a aliança trabalha para derrubar as barreiras comerciais para se ter um livre comércio para o milho.", pontua o presidente.

Bertolini argumentou que durante a pandemia do (Covid-19), o mundo mostrou que precisa rever suas políticas e barreiras, pois a alimentação é assunto importante para todos os países. Neste contexto, o milho é um produto indispensável. "Nesse caso, os agricultores de milho são muito importantes e a troca de informações, tecnologia e comércio são essenciais para que a produção, ano a ano, se aprimore e sejam mais eficientes e sustentáveis. Portanto, criar barreiras, dificultar o comércio dá um impacto negativo na segurança alimentar. A importância do comércio sem barreiras foi muito discutida durante a atual pandemia de Covid.", pontua o presidente.

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Em relação às diferenças e particularidades na produção de milho entre os agricultores que compõem a aliança, ele explica que existe. Por exemplo, a agricultura do Brasil e uma agricultura de clima tropical que apresenta algumas vantagens e desvantagens. "Cada país tem a sua própria tecnologia e exemplo do Brasil, a agricultura aqui é tropical e assim, cada país tem suas características diferentes. Por isso, as pesquisas e tecnologias na questão genética têm trazido ganhos de produtividade e segurança de produção. O que precisamos é diminuir o tempo de aprovação destes melhoramentos genéticos entre os países para que possamos avançar e aprimorar a produção de milho ao redor do mundo.", acredita.

 

Paulo destaca que o milho sempre terá um papel importante no mundo, principalmente na alimentação. Ele conta que a Abramilho tem por presidente executivo, o ex-ministro Alysson Paolinelli, que está com o nome para a indicação do Prêmio Nobel da Paz,  por conta do  trabalho desempenhado na agricultura tropical. "Paolinelli quando foi Ministro da Agricultura desenvolveu e incentivou uma agricultura sustentável em clima tropical. Isso foi fundamental para o Brasil, pois saiu do status de importador de alimentos para um grande exportador de alimentos, e devemos isso ao trabalho do Paolinelli. O que ele mudou foi o método de trabalho da agricultura tropical, principalmente a agricultura feita no cerrado, transformando uma terra ruim em terra produtiva. Isso nos trouxe segurança alimentar, nos trouxe a possibilidade de gerar riquezas, distribuir riquezas e trouxe dividendos para o nosso país. Isso também proporcionou a segurança, não só segurança alimentar mas também a segurança da paz, por isso ele concorre ao Prêmio Nobel da Paz, porque alimento significa paz.", pontua Paulo.

SAIBA MAIS SOBRE O ASSUNTO NO VIDEO.

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